IPC: entenda mais sobre o Índice de Preços ao Consumidor

IPC: entenda mais sobre o Índice de Preços ao Consumidor
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O IPC integra uma lista de índices muito importantes na economia brasileira, como o IPA e o IGP. Ademais, ele é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mensura o índice de preço avaliando seu comportamento de diferentes formas.

Assim, o IPC é responsável por medir a progressão dos valores de bens e serviços de famílias brasileiras com variação de renda para influenciar na inflação. Por isso, é um fator importante ao analisar investimentos e o mercado de maneira geral.

O que é IPC?

O IPC é a sigla para Índice de Preços ao Consumidor e é responsável por medir a evolução dos preços de bens e serviços a partir da perspectiva do consumidor. Por isso, é um dos índices que integram o cálculo da economia brasileira.

Esse índice é considerado uma das maneiras fundamentais para mensurar as variações de tendências de compra e inflação. Calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) é um dos mais antigos índices de inflação brasileiro.

Isso porque suas pesquisas iniciaram em 1939 pela Divisão de Estatística e Documentação da Prefeitura do município de São Paulo e mensura as mudanças de custo nas famílias da cidade de São Paulo.

Junto com outros índices de preços, eles definem o poder de compra do brasileiro e isso afeta a inflação e economia de todas as cadeias produtivas. Ou seja, é importante saber o que significa o IPC e sua relevância nas questões econômicas de um país.

O IPC é calculado com base no preço médio necessário para a população comprar bens de consumo e serviços, e é comparado com períodos anteriores. O índice, aqui no Brasil, é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Qual seu principal objetivo?

IPC: entenda mais sobre o Índice de Preços ao Consumidor

O IPC é muito importante para a economia brasileira e a inflação. Ele tem como objetivo geral definir dados mensais sobre o consumo de bens de famílias brasileiras com renda mensal entre 1 e 33 salários-mínimos (variando de acordo com o ajuste anual).

Sendo assim, nessa conta são avaliados consumos como alimentação, saúde, lazer, habitação e todos que são gastos da população. Essa avaliação é definida pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) disponibilidade pelo IBGE.

Portanto, diante desses dados, os institutos de pesquisa conseguem ter um panorama dos hábitos de consumo da população. Além de trazer visibilidade aos gastos mensais das famílias brasileiras, o que influencia o preço dos produtos no mercado, o que define o IPC brasileiro.

O IPC também faz parte do Índice Geral de Preços de Mercado, o IGP-M, que é um dado calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é formado também pelo IPA-M (mensura o preço no atacado) e o INCC (variação dos preços na construção civil).

O peso de ambos nesse índice é o seguinte:

·         IPA-M – 60%

·         IPC – 30%

·         INCC – 10%

Como funciona?

Já sabemos que o Índice de Preços ao Consumidor mensura a variação de preços dos bens e consumo. Mas entender para que serve o IPC é primordial para compreender sua importância na economia e sua influência na inflação.

A pesquisa que resulta nesse índice é baseada em oito grupos de produtos diferentes, que são:

·         Alimentação

·         Comunicação

·         Educação

·         Habitação

·         Leitura e recreação

·         Saúde e cuidados pessoais e higiênicos

·         Transportes

·         Vestuário

Ademais, a realização da medição é dividida em cinco diferentes tipos de IPC que são importantes para compreender como é calculado o IPC pelos especialistas, que são:

  1. IPC-DI: o Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna é mensurado com base na variação dos preços entre o primeiro e o último dia do mês referenciado.
  2. IPC-M: esse é o Índice de Preços ao Consumidor – Mercado e calcula os números entre o dia 21 do Mês anterior e o dia 20 do mês de referência.
  3. IPC-10: nesse tipo de IPC o foco é o período entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência, por isso o nome com o número 10.
  4. IPC-S: aqui, o “S” é de semanal e o índice mensura os dados semanalmente nos dias 07, 15, 22 e 31 de cada mês.
  5. IPC-3i: esse modelo mensura as variações de preços para os bens consumidor por pessoas da terceira idade, por isso o nome.
  6. IPC-C1: Aqui, os dados são extraídos de pesquisas com famílias com renda entre um e dois salários-mínimos e meio mensais de renda.

 

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Diferença entre IPC e IPCA

Tanto o IPC quanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) são índices de preços ao consumidor e medem a cesta de produtos e bens de consumo da população brasileira.

Mas, é preciso levar em conta que o IPC é mais restrito a populações de determinadas regiões. Enquanto que o IPCA calcula o total rendimento urbano. Por isso ele não depende de as famílias residirem na cidade em que é feita o estudo.

Há também o IPC-FIPE, que tem a função de restringir a dados coletados pela Prefeitura da cidade de São Paulo para as famílias com renda mensal entre 1 e 20 salários-mínimos. Esse também é considerado uma referência e é modelo para outros índices.

Como esse índice interfere na inflação brasileira?

O IPC é um resultado de pesquisa muito importante para a avaliação econômica de um país. Por isso, ele reflete o gasto das famílias brasileiras e cria um panorama diante desses dados.

Portanto, quando as famílias começam a gastar mais para comprar itens básicos e considerados de subsistência, o valor do dinheiro gasto diminui.

Assim, o IPC é usado como uma boa forma de parâmetro para compor a inflação porque consegue mapear o caminho do capital das famílias brasileiras, o que influencia na alta dos preços de diferentes itens essenciais.

Esse cálculo é baseado na Lei da Oferta e Demanda que significa que quanto mais gastamos com determinado item, a tendência é que o preço dele suba. Por isso, se há muita procura por determinado produto, o preço dele será mais alto.

Com isso, o IPC tem uma importância grande tanto na economia, no mapeamento de gastos dos brasileiros quando influencia diretamente na inflação.

 

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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