O que é o Código SWIFT? Entenda mais sobre esse sistema

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A realização de operações de transferências bancárias internacionais exige a apresentação de um código chamado SWIFT.

O SWIFT costuma causar certa confusão entre as pessoas, mas consiste apenas em um sistema internacional padronizado que identifica as instituições financeiras envolvidas nas operações financeiras, como bancos comerciais, por exemplo.

O que é o SWIFT?

O SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), também chamado de BIC (Bank International Code), é um código universal com 8 a 11 caracteres que identificam as instituições bancárias envolvidas em um processo de transferência internacional.

Com essa padronização, o processo de transferências de dinheiro entre países com idiomas diferentes, por exemplo, se torna mais prático e seguro. Além do Código SWIFT, também é necessário o IBAN, que identifica a conta do beneficiário para as transferências entre diferentes países.

As transferências internacionais são bastante comuns no ambiente das finanças. Dessa forma, tanto para quem deseja trabalhar em banco ou então trabalhar no mercado financeiro, é importante conhecer informações sobre esse código.

Além disso, não é incomum conteúdos sobre isso serem cobrados em exames para certificações financeiras, como no caso do CPA-20, por exemplo.

Quais os bancos membros do SWIFT?

swiftO SWIFT pode ser encontrado no contrato de abertura de conta, no extrato bancário ou na seção de transferências internacionais de bancos. Também é possível conferi-lo no site da SWIFT, que exige o preenchimento do nome do banco, cidade e país para onde o dinheiro será enviado.

Surgimento do SWIFT

A Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais foi fundada em 1973, constituída por 293 bancos de 15 países, com sede na Bélgica. Em 1977, esse sistema de mensagens entre os bancos passou a operar e, já nos primeiros 12 meses, foram trocadas 10 milhões de mensagens.

No último levantamento feito pelo SWIFT, em 2014, o sistema contava com mais de 10 mil usuários e 56 bilhões de mensagens trocadas entre as instituições.

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Como funciona o código SWIFT/BIC?

Como dito anteriormente, o número de caracteres do SWIFT varia entre 8 e 11, com uma estrutura que se divide em quatro partes, cada uma delas indicando diferentes pontos.

AAAA BB CC DDD

  • AAAA: referente à instituição bancária, sendo preenchido com letras;
  • BB: código do país. No caso do Brasil, BR;
  • CC: identifica a região a qual o banco pertence, podendo ser preenchido por letras e caracteres;
  • DDD: consiste no número da agência bancária. Caso não exista mais de uma agência, não existe a necessidade de preenchimento.

Quanto custa o serviço de transferência internacional?

Para que esse processo seja feito, ocorre a cobrança da chamada Taxa SWIFT, que ajuda a manter o funcionamento do sistema. O valor cobrado pelo sistema é fixo em 20 dólares americanos, mas alguns bancos podem cobrar um valor maior pelo serviço.

No entanto, algumas instituições não cobram o SWIFT para a transferência de remessa para o exterior. Nesse caso, a taxa é absorvida pela financeira.

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Qual o objetivo desse código?

O principal objetivo do SWIFT é simplificar a identificação das transações financeiras internacionais. Por isso, ocorre a padronização, que faz com que qualquer pessoa de qualquer país possa identificar o que está sendo informado pelo código.

Além disso, para as instituições, ele representa uma operação mais eficiente e ágil, se tornando ainda mais atrativa para os clientes e evitando erros. Com a grande complexidade do mercado financeiro, sistemas como o SWIFT são necessários para evitar prejuízos.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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