CNPI ou CFA: qual a melhor certificação para ser Analista?

CNPI ou CFA? Saiba qual a melhor certificação para você!
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Para a atuação correta no mercado financeiro, o profissional deve conquistar uma série de certificações as quais qualificam o seu trabalho. E dentre as principais, a dúvida que fica é entre CNPI ou CFA.

Porém, para ajudar nesse questionamento entre CNPI ou CFA, separamos aqui tudo sobre cada uma delas a fim de te auxiliar a decidir qual certificado buscar e se tornar um profissional mais qualificado para o mercado financeiro.

O que é CNPI e CFA?

CNPI ou CFA são certificações do mercado financeiro de grande importância para este setor, e que são requisitos mínimos para que um profissional atue como Analista de Valores Mobiliários.

Contudo, existem  diferenças cruciais entre CFA e CNPI, sendo que a Chartered Financial Analyst (CFA) é um certificado global que funciona como uma pós-graduação na área financeira.

Além disso, o CFA é um certificado internacional e abrange o CNPI, enquanto este, por sua vez, serve somente para território nacional.

De acordo com alguns especialistas, a primeira é o topo da pirâmide, ou seja, uma das certificações mais prestigiadas para quem deseja atuar neste ramo.

Além disso, ela é normalmente destinada principalmente para analistas ou então gestores de investimentos.

E, ao todo, ela é dividida em três níveis:

  • 1: conhecimento e compreensão dos conceitos e ferramentas básicas da análise de investimentos;
  • 2: aplicação e análise aplicado para avaliação dos ativos e com foco na contabilidade; e
  • 3: gestão dos ativos e gestão de carteira.

Cabe pontuar, porém, que todas as provas são feitas em inglês, e a de nível três possui questões em discursiva.

Por outro lado, o Certificado Nacional do Profissional de Investimento (CNPI) é um selo obrigatório pela CVM para exercer a função de Analista de Valores Mobiliários, oferecida pela Apimec.

Esta, por sua vez, possuem três tipos distintos, para os seguintes analistas:

  1. fundamentalistas;
  2. técnicos; e
  3. plenos.

De tal forma esta certificação é crucial para exercer a função de Analista de Valores Mobiliários.

Existem relação entre as duas certificações?

Apesar de existir uma confusão entre CNPI e CFA, ambas as certificações são inerentes ao mercado financeiro e qualificam o profissional para se tornar um analista de investimentos, como citado anteriormente.

Contudo, podemos analisar que existem diferenças entre elas, e a principal é que qualquer profissional pode conquistar a CFA caso desejado.

Assim, surge então a dúvida sobre a CNPI valer a pena ou não, e para responder a isso é necessário lembrar que a Comissão de Valores Mobiliários tornou essa certificação obrigatória para poder ser analista de valores mobiliários.

Por outro lado, uma outra diferença entre ambas as certificações é que, no Brasil, o CFA não é obrigatório.

Isso se dá principalmente tendo em vista que um analista de valores mobiliários terá, normalmente, a CNPI.

Porém, a CFA abrange ainda o CGA, sendo suficiente para que um profissional trabalhe em áreas que requerem esta certificação.

Além disso, a CFA atualmente, a mais respeitada dentro do mercado ao mesmo tempo em que é uma das mais difíceis de se conquistar.

Isso se dá devido a divisão das provas, que ocorre da seguinte forma: o nível 1 composto por 240 questões gerais sobre finanças e ferramentas de investimento.

Já a certificação seguinte conta com 20 mini cases e questões mais complexas que envolvem muito sobre como precificar ativos junto de teoria.

Por último, o terceiro nível é composto por questões discursivas e objetivas relacionadas à aplicação de todo o conhecimento diário e efeitos que a carteira possui.

Vale lembrar, porém, que todas as provas são disponibilizadas em inglês.

Existe diferença na indicação de profissional para conquistar CNPI ou CFA?

A dúvida que fica, então, é sobre qual certificação é mais indicada para cada tipo de profissão entre CFA ou CNPI.

Porém, como citamos anteriormente, ambas são necessárias para quem deseja se tornar um analista de investimentos.

E entre os dois, o curso CNPI é normalmente a certificação mais procurada para analista CNPI uma vez que ela é mais fácil que o CFA e obrigatória para o exercício da profissão no Brasil.

Todavia, por se tratar de dois certificados com um mesmo fim, capacitar o profissional a ser analista, qualquer uma das duas pode ser conquistada conforme a vontade do candidato.

Cabe ressaltar, no entanto, que o CFA é indicado para profissionais que atuam ou querem atuar com gestão de fundos de investimento, em clubes de investimentos ou em family offices.

Por outro lado, ele abrange ainda a outra certificação. Ou seja, conquistando o CFA, o candidato adquire também todas as noções que uma pessoa certificada em CNPI possui.

Assim, ele se torna apto a trabalhar com as mesmas funções de alguém que tem o Certificado Nacional do Profissional de Investimento.

Outras certificações importantes para o mercado financeiro

Por fim, separamos abaixo as principais certificações, além do CNPI e CFA, para quem trabalha no mercado financeiro ou quer atuar nele. Confira:

  • AAI;
  • ANEPS;
  • CA 300, 400 e 600;
  • CEA;
  • CGA;
  • CGRPPS;
  • CPA 10 e 20;
  • CFP;
  • FBB;
  • PQO; e
  • SUSEP.

E se você deseja se preparar da melhor forma possível para o Certificado Nacional do Profissional de Investimento, não deixe de conferir o curso do Certifiquei CNPI.

Através dele, você se torna totalmente apto para realizar o exame e conquistar este certificado crucial!

E agora que você sabe qual certificação escolher entre CNPI ou CFA, a recomendação é estudar o que cai nos principais exames para elas, ponto crucial para ser aprovado e atuar em uma instituição do mercado financeiro.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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