Controller: descubra porque essa é uma das profissões do momento

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Dentro do mundo das finanças existem uma série de profissões, e com a demanda cada vez maior por profissionais da área, é natural que alguns trabalhos, antes em segundo plano, ganhem holofotes. Esse é o caso do controller.

O controller existe desde a década de 40, após o final da Segunda Guerra Mundial, contudo é uma profissão que vem ganhando destaque apenas recentemente. Porém, sua importância dentro de um negócio vem de longa data, especialmente por seu papel na matemática financeira dentro de uma empresa.

O que faz um controller?

Controller: descubra porque essa é uma das profissões do momento

 

papel de um controller dentro de um negócio é, antes de tudo, planejar e criar estratégias que permitam o crescimento da empresa em que trabalha, ou seja, esse profissional é de suma importância no momento de se entender o real cenário econômico-financeiro de um empreendimento.

Contudo, sua função vai muito além de “apenas” produzir relatórios e planejamentos. Esse profissional tem que ter uma visão ampla do mercado e do negócio, sendo que isso deve ultrapassar sua área de atuação.

Não à toa, é requisitado que quem atua na área seja generalista, isto é, tenha capacidade e entrada em diferentes setores de um mesmo negócio.

Entendido isso, é chegado o momento de se aprofundar nas atividades realizadas por um agente de controles.

Quais são suas funções

Assim como o próprio nome indica, a função do conttroler é primordial no controle dos recursos de uma empresa, levando sempre em consideração a busca pela forma mais rentável a favor da realização desse processo.

Portanto, é natural que, com tanta responsabilidade, o mesmo exerça diversas funções em sua rotina de trabalho.

Entre elas, podemos destacar, por exemplo:

  • criar, organizar e desenvolver planos de desenvolvimento econômico;
  • elaboração de planos de novos investimentos que atinjam todas as áreas;
  • entendimento dos movimentos de mercado no qual a empresa está inserida;
  • traçar planejamentos financeiros de acordo com a estratégia do negócio;
  • entendimento das informações de performance e contábeis, visando diminuir riscos e aumentar o lucro;
  • dar peso para relatórios de desempenho referentes a todas as áreas da empresa;
  • estipular metas e premissas orçamentárias;
  • organização do planejamento tributário do negócio;
  • análise da saúde financeira da empresa;
  • conhecimento e estratégia que mapeiam pontos possíveis de correção e melhoria de forma imediata.

Em outras palavras, o controller é uma peça fundamental, cujo serviço influencia diretamente em todas as etapas e áreas de uma empresa.

Vale ainda ressaltar que essas são apenas algumas das atividades exercidas por esse profissional.

Portanto, é fundamental que o mesmo esteja preparado para exercê-las. Por isso, vale a pena entender o que é necessário para atuar nessa posição.

Formação do gerente de controladoria

Por executar diversos papéis dentro de um negócio, não há apenas uma graduação que permita ao profissional trabalhar nesta posição.

Ainda assim, a formação do controller está atrelada diretamente a três cursos, são eles:

  1. Administração de empresas;
  2. Ciências contábeis;
  3. Economia.

Essas três graduações são as mais comuns, porém ainda existem outras opções.

Afinal, é necessário ressaltar que a formação acadêmica é relevante ao profissional, mas é apenas o primeiro passo.

Por ser um serviço que exige diversas habilidades, é muito comum que profissionais busquem especialização, tendo como objetivo superar a concorrência, além de estar mais preparado para os desafios da rotina.

Nesse sentido, vale ainda ressaltar que esse profissional, em grande parte das vezes, trabalha gerindo grandes equipes, além de ter que manter contato direto com gestores responsáveis por outras áreas da empresa.

Além disso, muitas vezes ele enfrenta problemas como, por exemplo:

  • problemas de entrada com outros setores da empresa;
  • dificuldade na construção de um plano estratégico por falta de dados e rupturas dentro da empresa;
  • falta de tempo devido a quantidade de serviços realizados.

Por tudo isso, o conhecimento sobre diversos temas é imprescindível para aquele que busca se destacar no segmento. No entanto, não são apenas as formações que farão diferença em seu sucesso na área.

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Perfil do gerente de controladoria

Assim como em outras profissões em que a concorrência é alta, além da formação, é necessário que o profissional também consiga atender algumas características.

Na posição do gerente de controladoria, essa necessidade se torna ainda mais importante, afinal além do conhecimento técnico, ele está envolvido diretamente com setores de “fora” de sua área.

Entre as características que o deixam mais preparado para os desafios de suas atividades, estão, por exemplo:

  • capacidade de se relacionar com colegas, especialmente visando setores distintos do seu;
  • visão multidisciplinar, tendo o entendimento básico de coisas que não estejam necessariamente em seu campo de atuação;
  • capacidade de se analisar contextos e reagir a eles, como o entendimento de microeconomia e macroeconomia;
  • cuidado e postura no trato de informações;
  • vasto conhecimento da dinâmica da empresa;
  • facilidade em elaborar planejamentos, sejam eles de curto, médio e longo prazo;
  • pensamento sistêmico e visão estratégica;
  • experiência prévia no setor financeiro;
  • fluência em mais idiomas, especialmente a língua inglesa.

Em outras palavras, quem busca trabalhar com controladoria tem que primar por ser o mais dedicado e capacitado possível, afinal é uma área na qual a cobrança faz parte do cotidiano. Porém, os ganhos tendem a ser interessantes.

Salário do gerente de controladoria

O salário do controller em média do Brasil é de R$8.601,34, valor consideravelmente superior à média salarial do país. Sendo que é um cargo frequente, especialmente em grandes empresas.

Ainda assim, há de se destacar que por conta das exigências da profissão, é natural que profissionais que atuem na posição sejam mais experientes e tenham mais tempo de mercado, por isso é incomum ver gerentes de controladoria na faixa etária dos 20 anos.

Também vale ressaltar que da mesma forma que é uma profissão que exige muito do profissional, ela possibilita um leque maior de opções de atuação, além de viabilizar uma carreira no longo prazo.

Um controller pode vir a receber um salário de até R$40 mil no Brasil, sendo esse um dos motivos para atrair tantas pessoas ao segmento.

Diferenças entre controller e contador

Com o que foi passado até aqui, já é possível ter o entendimento do que é um controller, ainda assim há a confusão sobre as profissões do gerente de controles e o contador.

Esse equívoco não acontece à toa, afinal as duas profissões se fundamentam em bases semelhantes, sendo que dentro do objetivo de ambas está elaborar estratégias financeiras que possibilitem o crescimento de um negócio.

Contudo, uma das primeiras distinções entre essas profissões surge na posição que eles exercem. O gestor de controles tende a ocupar cargos executivos, enquanto o contador, geralmente, não trabalha com gestão.

Também há de se destacar que o contador tem seu trabalho voltado para fiscalização, enquanto o controller atua diretamente no setor de planejamentos.

Porém, é necessário que ambas as posições tenham uma certa relação de dependência. Isso porque o contador é o profissional que conseguirá as informações necessárias para a elaboração de planejamentos.

Enquanto isso, o gestor será o responsável direto no desenvolvimento deste planejamento, buscando criar um material completo para a empresa que atua.

Caso alguma das partes falhe, ocorre um “efeito cascata” nas atividades realizadas por ambos.

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Quais certificações financeiras podem ser úteis para o controller

Como citado anteriormente, um dos principais diferenciais a favor de quem busca atuar na área são as especializações. E dentro desse universo de opções, algumas certificações financeiras podem fazer toda diferença.

Isso porque além de contribuir com o conhecimento do profissional, pode possibilitar que ele trabalhe em um número maior de atividades.

Entre essas, pode-se destacar por exemplo, CNPI e CEA.

CNPI

Voltado, principalmente, para quem busca atuar no mercado financeiro, o Certificado Nacional de Profissionais de Investimento, conhecido como CNPI, é um certificado conferido pela Associação de Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais, Apimec.

Ainda assim, essa certificação pode ser muito útil ao gestor de controles, especialmente por trabalhar com aprimoramento dos seguintes tópicos:

  • Gestão de recursos;
  • Entendimento, pesquisa e análise financeira;
  • Finanças corporativas;
  • Prestação de consultoria;
  • Administração de capital e riquezas;
  • Relacionamento com investidores.

Todos, pontos comuns na rotina de tarefas realizadas por um controller.

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CEA

Da mesma forma que o CNPI, a Certificação de Especialistas em Investimentos Anbima, conhecido como CEA, é um certificado destinado para aqueles que buscam atuar no mercado financeiro, especialmente dentro de bancos múltiplos.

O CEA é conferido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro de Capitais, Anbima.

A favor do gestor de controles esse certificado pode ser útil de algumas formas, entre elas estão, por exemplo:

  • entendimento de conceitos básicos de finanças e economia;
  • entendimento do funcionamento do SFN – Sistema Financeiro Nacional;
  • como construir um planejamento de investimentos;
  • entendimento acerca da gestão de risco.

Tal qual acontece com CNPI, todas atividades são comuns ao gestor de controles, portanto o certificado serve como um “plus” em seu currículo.

Vale ressaltar ainda que essas são apenas duas opções, dentre tantas, que podem ser úteis ao profissional ao longo de sua carreira.

Pelos conhecimentos e atividades praticadas no dia a dia da profissão, o Controller tem algumas vantagens ao ingressar no mercado financeiro, sendo uma ótima oportunidade de dar uma guinada na carreira.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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