Mercado de crédito no Brasil: entenda como ele funciona

mercado de crédito
Share on twitter
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email

Conseguir uma oportunidade no mercado de crédito pode ser decisivo para realizar alguma atividade econômica. Mas, poucas pessoas entendem como funciona o sistema de crédito, na prática.

Entender o mercado de crédito não é uma atividade importante apenas para os consumidores, mas também para os profissionais que atuam direta ou indiretamente com o Sistema Financeiro Nacional.

O que é mercado de crédito?

O mercado de crédito no Brasil é importante para fornecer impulso para conseguir executar mudanças em qualquer que seja a esfera. Por isso, quem quer atuar no mundo das finanças e/ou investimentos, precisa ter alguma base de conhecimento sobre a história do crédito no Brasil.

Entender esse contexto permite dominar os assuntos passados e as suas influências no futuro das principais operações de crédito. Basicamente, o mercado de crédito funciona como um sistema de empréstimos, assim bancos públicos, privados e instituições financeiras concedem créditos para fins diversos e dessa forma, desenvolve-se o mercado de crédito.

Mas, é importante lembrar que esse organismo pode ser dividido, no Brasil, em duas formas:

  • Mercado de crédito para pessoa física: crédito consignado; cheque especial; empréstimo pessoal; cartão de crédito; leasing; adiantamento de décimo terceiro salário, etc.
  • Mercado de crédito para pessoa jurídica: crédito para capital de giro; crédito para projetos e compras para empresas; empréstimo para criação de negócios, etc.

Vale ressaltar que, devido a altas taxas de juros no Brasil, algumas instituições podem se tornar mais seletivas nos serviços e linhas de crédito que oferecem.

Também, um reflexo das altas taxas é visto no alto índice de inadimplência no Brasil, superando muitos outros países e fazendo crescer a lista de pessoas negativadas e organizações que acabam sem receber o valor relativo ao crédito concedido.

Quem pode oferecer crédito no Brasil?

Mercado de crédito

No Brasil, as instituições que oferecem crédito podem ser:

  • Empresas de cartão de crédito;
  • Bancos públicos e privados;
  • Administradoras de consórcio;
  • Sociedades de crédito ao microempreendedor;
  • Cooperativas de crédito;
  • Caixa Econômicas.

Apesar de serem nomes diferentes, existem também outros aspectos que tornam distintos a forma entregue ao solicitante do crédito. E claro, o valor que é entregue ao cliente não é o mesmo que retorna ao fim do período de empréstimo.

A maioria das instituições que concedem crédito adotam um modelo igual ao formato de spread bancário.

O que é o spread bancário?

O spread é a diferença entre o valor que o banco paga ao aplicador e quanto o banco solicita de retorno ao conceder os empréstimos.

Por que o spread bancário é tão alto?

Uma dúvida comum tanto para quem solicita crédito, quanto para quem trabalha na concessão de linhas de empréstimo, pode ser difícil entender ou explicar a razão de o spread bancário no Brasil ser tão alto.

A verdade é que, para entender o funcionamento desse modelo, é preciso conhecer a sua composição:

  • Custos administrativos: despesas gerais da instituição, como publicidade e propaganda; salários etc;
  • Margem líquida: margem de lucro da instituição financeira;
  • Depósito compulsório e encargos: gastos relacionados ao cumprimento de exigências do Banco Central e demais obrigações;
  • Impostos diretos: união das despesas do banco em relação ao Imposto de Renda;
  • Risco de inadimplência: uma estimativa de quanto o banco deixaria de receber, caso não existisse o pagamento referente a solicitação por parte dos clientes.

Assim, torna-se possível entender que os altos spreads bancários não acontecem apenas por um fator. Além disso, existem dois aspectos externos que podem influenciar na composição do spread, são:

  • Taxa Selic;
  • Baixa concorrência entre os bancos.

Por isso, quem quer trabalhar na área, precisa entender o mercado de crédito para conseguir ter maior conhecimento sobre as variáveis que influenciam na sua atividade e até mesmo, para conseguir passar mais segurança ao cliente.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

relacionadas