Renda Fixa: o que é, como funciona e como investir?

Renda Fixa: o que é, como funciona e como investir?
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Quando o assunto é investimento, existem diversas modalidades que podem ser escolhidas de acordo com o perfil do investidor. Uma das mais procuradas, no entanto, é a renda fixa.

O motivo de tamanha busca por investimentos de renda fixa é a estabilidade e segurança proporcionadas por esse tipo ação.

O que é um investimento de renda fixa?

Chama-se de renda fixa todo investimento em que se pode prever a rentabilidade antes mesmo de realizar a aplicação no título. Sua remuneração é definida por regras que determinam o período e forma em que será calculada e paga.

A rentabilidade dos títulos de renda fixa é atrelada a algum percentual mensal ou índice, como:

  • inflação;
  • taxa Selic; ou
  • CDI, o Certificado de Depósito Interbancário.

A taxa mais comum nesse caso é o CDI, existindo investimentos com valores de 90% do CDI ou até valores acima dessa faixa.

Mas o investimento em renda fixa também pode ser indexado à taxa Selic, o que pode impactar sua rentabilidade quando esta taxa se encontra em baixa.

Em geral, os investimentos em renda fixa são mais indicados para investidores conservadores, isto é, aqueles que procuram por mais segurança no momento de investir, já que é possível prever sua rentabilidade.

Além disso, quando os índices atrelados ao título estão em alta, as chances de obter uma rentabilidade tão boa quanto é possível encontrar na renda variável é grande.

Quais os tipos de investimento em renda fixa?

Dentro dos investimentos em renda fixa é possível encontrar ativos para perfis com objetivos e riscos variados, o que a torna atrativa para diversos investidores.

Logo, entendemos que há diferentes tipos de renda fixa, isto é, diversos tipos de investimentos disponíveis nesta categoria.

Os principais pontos que diferem esses investimentos são o risco, o emissor, os objetivos do investimento e até a rentabilidade que cada título possui.

E, como principais e mais populares títulos dessa categoria de investimentos, temos os seguintes:

  1. CDB, o Certificado de Depósito Bancário;
  2. Debêntures;
  3. CRI/CRA, Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis Agrícolas;
  4. LCI e LCA, Letra de Câmbio Imobiliário e Letra de Câmbio Agrícola;
  5. Letra de Câmbio;
  6. Poupança; e
  7. Tesouro Direto.

Todos esses exemplos de renda fixa são emitidos por instituições financeiras, sejam elas privadas, públicas, empresas, bancos ou governos.

Sendo assim, uma indicação de investidores profissionais é, antes de aplicar alguma quantia de dinheiro, estudar e conhecer bem o título, garantindo maior segurança.

Como vimos, o Tesouro Direto é renda fixa, e muito recomendado para os investidores iniciantes que querem sair da poupança.

Porém, uma recomendação é analisar de forma minuciosa pontos como: rentabilidade, custos, liquidez, riscos e, principalmente, o perfil de investidor antes de investir nessa categoria.

Como é calculada a rentabilidade na renda fixa?

A rentabilidade do investimento irá variar conforme o que foi estabelecido previamente no momento da aplicação.

Assim, temos duas possibilidades:

  • prefixado; e
  • pós-fixado.

No primeiro, como o nome sugere, o patrimônio renderá conforme uma taxa acertada e fixa previamente, na hora do investimento.

Já na pós-fixada, normalmente mais procurada, o capital rende conforme a variação de algum indicador como o CDI ou a inflação.

De tal forma, nesse caso não existe a garantia da renda e do percentual de rendimento caso o índice não entre em alta.

Porém, se o valor subir em níveis exponenciais, é possível conseguir uma boa rentabilidade por meio dessa forma de investimento.

Como funciona essa categoria de investimento?

Como funciona essa forma de investimento?

Para entender como funciona a renda fixa, podemos realizar uma alusão a um empréstimo. Assim, o investidor cede uma quantia de dinheiro para o emissor do título ou ação em questão.

E, em troca do capital, a pessoa recebe uma taxa de rentabilidade ou então algum papel, dependendo se ele for prefixado ou pós-fixado.

O patrimônio é usado para uma série de ações, desde financiamento de projetos até mesmo desenvolvimento de áreas, como o setor imobiliário ou o agronegócio. Isso se dá tendo em vista que o dinheiro é emprestado para a instituição escolhida.

Depois de um tempo determinado, chamado de vencimento, a empresa devolve o dinheiro para a pessoa com um acréscimo de uma taxa de juros.

A melhor parte dessa categoria de investimento é a grande possibilidade de títulos, o que possibilita uma gama de opções conforme, principalmente, o objetivo da pessoa.

O aconselhado, porém, é combinar diferentes modalidades, criando a chamada carteira de investimentos diversificada, ponto que gera maior segurança e possibilidade de rentabilidade.

Quais as vantagens e desvantagens em utilizar desse tipo de investimento?

Após entender melhor o que é essa categoria de investimento e alguns exemplos, separamos abaixo algumas vantagens que ela oferece. Confira:

  1. alta possibilidade de rentabilidade, sendo possível encontrar ativos que remuneram mais de 100% do CDI;
  2. maior possibilidade de segurança, até maior do que a presente na poupança;
  3. é um investimento simples e fácil de ser feito;
  4. possibilidade de começar a investir com aportes iniciais entre R$30 e R$100;
  5. diferentes opções de investimentos, que geram uma diversificação na carteira;
  6. títulos com liquidez diária que permitem solicitação de resgate do valor a qualquer momento; e
  7. isenção de impostos e taxas em alguns títulos.

Porém, por outro lado, existem também duas desvantagens desse tipo de aplicação:

  • prazo de carência em alguns títulos que não permitem solicitação de resgate antecipado; e
  • possibilidade de taxas e tributos, como no caso do Tesouro Direto em que existe Imposto de Renda, IOF e taxa de custódia sobre rendimentos.

Quais as diferenças entre renda variável e fixa?

Uma pergunta normalmente feita por pessoas que estão começando a investir é qual a melhor opção entre renda fixa e renda variável.

Vale dizer, a primeiro momento, que as duas categorias são bem distintas principalmente pela rentabilidade que cada uma possui.

A fixa oferece taxas de rendimentos estáveis, sendo possível ter uma previsão do quanto será recebido no futuro. Por outro lado, na variável os retornos são instáveis, sendo possível ganhar em um mês e perder no seguinte.

Outro ponto crucial que diferencia renda fixa e variável é a possibilidade de maiores rendimentos neste segundo tipo. Mas lembre-se de que o risco desta forma de investimento é proporcional à chance de lucro.

Por outro lado, uma outra diferença entre ambos é o perfil de investidor necessário para cada uma das aplicações.

Assim, é necessário deter um bom conhecimento sobre cada uma das formas e os possíveis títulos antes de começar a investir.

Agora, analisando sobre a perspectiva do mercado financeiro, investimentos em renda variável são mais sensíveis ao que acontece na política e na economia, interna e externamente. E é por isso que investimentos com renda fixa são mais indicados para iniciantes em investimentos.

Como investir nessa categoria com segurança?

Por fim, separamos uma série de passos os quais você pode seguir caso queira começar a investir em um fundo de renda fixa com segurança. Confira conosco:

  1. entenda qual é o seu perfil de investimento para analisar quais os ativos mais adequados conforme seu objetivo pessoal;
  2. procure por instituições financeiras que distribuem fundos e títulos, como corretoras por exemplo;
  3. analise a política de investimento das ações disponíveis;
  4. não se esqueça de conferir o histórico do fundo, analisando como ele se sai ano após ano;
  5. compare os preços de taxas de administração com a rentabilidade que será obtida;
  6. analise a liquidez e possibilidade de resgate de fundos, a fim de não ter problemas quando quiser retirar o dinheiro;
  7. após feito tudo isso, abra a conta na corretora;
  8. transfira o dinheiro que será aplicado para a conta na corretora;
  9. escolha qual será o título ou ação a se investir;
  10. realize simulações por meio das mais variadas ferramentas disponíveis online para ter uma noção de quanto o patrimônio pode crescer com o tempo; e
  11. após escolher e analisar ao certo a rentabilidade, invista o valor desejado.

Vale pontuar, porém, que, para investir em renda fixa, é possível contar com o auxílio de consultor de investimentos ou até de um gerente de carteira, sendo suficiente para ajudar na escolha de investimento conforme os objetivos.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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