Spread: saiba mais sobre este tipo de indicador

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“Comprar na baixa, para vender na alta”, é uma das frases mais replicadas na bolsa de valores. O que não é à toa, pois este conceito é ligado diretamente à capacidade de rentabilidade de um produto financeiro. Assim, um investidor que busca isto, deve conhecer o spread.

Ainda que o conceito de spread esteja presente em outros campos, no mercado financeiro tem destaque por estar diretamente atrelado ao lucro que um investimento proporciona. Dessa forma, este é um tema presente em certificações voltadas para profissionais da área, como CNPI e CEA.

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O que é o spread

Spread é a diferença entre o valor de compra e venda de algo, isto é, este é o indicativo do lucro bruto obtido em determinada negociação.

Ainda vale destacar que este indicador aponta apenas o lucro bruto da negociação, desconsiderando custos, impostos e taxas.

Além disso, vale destacar que o spread serve para diferentes situações, sendo algo utilizado em várias negociações.

Dessa forma, é natural que este tipo de recurso também seja utilizado no setor bancário e no mercado financeiro.

Em suma, no contexto da bolsa de valores o spread é utilizado para definir a taxa de retorno que um investidor teve ao vender determinado ativo financeiro.

Assim, é útil entender como este tipo de recurso funciona.

Funcionamento

Como foi introduzido anteriormente, o spread tem como principal função definir o lucro de uma operação, caso o mesmo exista.

Dessa forma, este é um tipo de recurso utilizado para avaliar se operação foi vantajosa do ponto de vista financeiro.

Assim, é natural que este recurso ganhe força no setor financeiro, afinal este tipo de dado é de grande relevância dentro de uma área que tem como base a busca por rendimentos.

Por exemplo, se uma ação da bolsa é negociada por R$15, enquanto o valor de venda mais baixo é de R$20, temos que o spread é de R$5.

Enquanto, se o valor de compra fosse maior que o da venda, indicaria um prejuízo na negociação realizada.

Portanto, compreender este conceito é útil para se utilizar tal prática na avaliação de um negócio.

Spread no mercado financeiro

Devido ao seu propósito, o spread na bolsa de valores ganha mais importância, o que faz com que seja útil entender sua relação com as ações e a volatilidade do mercado.

Inicialmente, vale destacar que este indicador é útil para identificar as ações com maior liquidez da bolsa de valores.

Em suma, quanto maior for a liquidez de uma ação, menor será o spread referente ao preço de compra e venda daquele ativo.

Afinal, se a liquidez é alta, este é um indicativo que o investidor tem maiores facilidades de vender aquele título.

Enquanto, se o spread do ativo financeiro é alto, é indicador que aquela ação vai se valorizar com o tempo.

Dessa forma, a tendência é que este ativo seja menos negociado no mercado, sendo assim, sua volatilidade deve ser baixa.

Portanto, ações com spread baixo são interessantes para investidores de curto prazo, que visam aproveitar a liquidez do mercado.

Por sua vez, títulos com spread alto são interessantes para investidores de longo prazo, pois estes realizam suas aplicações financeiras pensando em obter renda sem ser necessário se desfazer de sua posição.

Fatores que interferem no spread

Como visto, a volatilidade de um ativo interfere diretamente no spread, pois esta oscilação impacta no preço que, consequentemente, impacta na liquidez.

Dessa forma, o investidor deve se atentar aos fatores que impactam na volatilidade de um ativo, sendo possível destacar, por exemplo:

  • Noticiário sobre o negócio;
  • Mudanças na gestão do negócio;
  • Oscilações no setor em que a empresa está inserida;
  • Novas tecnologias;
  • Alteração na estratégia;
  • Diversificação do campo de atuação do negócio.

Portanto, diferentes fatores interferem no valor de um negócio, assim é útil para o investidor estar atento a estes.

Tipos de spread

O spread financeiro pode ser dividido em três categorias, são elas:

  1. Renda variável;
  2. Renda fixa;
  3. Bancos.

Como o funcionamento do spread em renda variável foi apresentado neste texto, o foco deste tópico será os outros dois tipos.
Renda fixa
Os produtos de renda fixa estão entre os mais populares do mercado financeiro, dessa forma saber comparar as oportunidades é útil para quem deseja investir neste tipo de negócio.

Assim, o spread na renda fixa ganha relevância, pois esta é uma informação importante no momento de se comparar dois possíveis investimentos.

Por exemplo, imagine o Tesouro Selic, com vencimento em 10 anos, cuja rentabilidade é o indexador mais 6% ao ano.

Enquanto, há um Tesouro IPCA, também com vencimento em dez anos, em que o rendimento é indexador mais 4% ao ano.

Dessa forma temos que o spread de rentabilidade do Tesouro Selic é de 2% sobre o Tesouro IPCA.

Portanto, esta informação é útil para encontrar negócios que proporcionam uma maior taxa de retorno, especialmente ao longo do tempo.

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Bancos

Enquanto, o spread bancário é referente à porcentagem de juros que um banco paga aos seus investidores comparado aos juros que a instituição cobra em seus empréstimos.

Dessa forma, esta se torna uma das principais ferramentas no momento de analisar o lucro que as instituições financeiras tiveram em uma operação.

Portanto, é natural que para se definir o spread, o banco considere uma série de informações, como, por exemplo:

  • Taxas de inadimplência;
  • Riscos que envolvem as operações;
  • Tributos diretos;
  • Margem líquida de lucro;
  • Custo administrativo.

Ou seja, a instituição financeira realiza uma ampla análise sobre diferentes dados, buscando assim definir suas taxas de operação.

Além disso, o spread bancário também serve para o cliente analisar as opções do mercado, tanto para investir, quanto para solicitar empréstimos.

Isso porque este dado pode indicar um bom potencial de investimento, caso seja este o objetivo do indivíduo, pois o banco pode estar com margem de lucro alta.

Enquanto, por parte do cliente que busca crédito, esta informação pode servir para achar opções de empresas que possuam taxas menores.

Assim, o spread se torna uma das informações de relevância no setor financeiro nacional, sendo útil para quem busca investir em renda variável, fixa ou algum outro produto financeiro.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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