CNPI ou CEA? Saiba qual certificado se encaixa melhor em seu perfil

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Uma das áreas de trabalho que mais cresceu na última década foi o mercado financeiro, não à toa cada vez mais pessoas buscam o setor como opção de carreira. Contudo, assim como em outros segmentos, o diferencial do profissional pode estar em sua especialização. E entre as mais importantes estão CNPI e CEA, mas afinal, você sabe escolher entre CNPI ou CEA?

Escolher entre CNPI ou CEA pode ser um dilema comum para quem deseja ingressar no mercado financeiro. Neste artigo, você vai descobrir as vantagens de cada certificação para, finalmente, descobrir qual a ideal para você.

Como decidir entre CNPI ou CEA?

Assim como os mais conhecidos CPA10 e CPA20, CNPI ou CEA são certificados para quem busca não apenas trabalhar em áreas específicas do mercado financeiro, mas estar preparado para a concorrência do mercado. Mas antes de saber qual a melhor opção para você, vamos conhecê-los individualmente.

O que é CNPI?

O Certificado Nacional de Profissionais de Investimento, popularmente conhecido como CNPI, é um certificado concedido pela Associação de Analistas e Profissionais do Mercado de Capitas (Apimec) ao profissional do mercado financeiro e de capitais do Brasil que busca atuar na função de analista de investimentos de valores mobiliários.

Isso é, o CNPI é o certificado que permite ao profissional recomendar o leque de investimentos existentes na Bolsa de Valores.

Segundo a própria Apimec, os candidatos que buscam esse certificado tem como objetivo aprender ou se aprimorar nas seguintes áreas:

  • Administração de recursos;
  • Pesquisa e análise financeira;
  • Investment Banking;
  • Finanças corporativas;
  • Consultoria;
  • Gestão de capital e riquezas;
  • Relacionamento com investidores;
  • Vendas e negociações nos mercados de capitais e financeiro.

Por tudo isso, não é à toa que muitos profissionais da área buscam o certificado, mas, afinal, o que é necessário para obtê-lo?

Como obter o certificado CNPI

Para obter o CNPI é necessário que o candidato seja aprovado em provas desenvolvidas pela Apimec, sendo elas aplicadas em todas regiões do Brasil pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Vale destacar que a certificação é dividida em três categorias, são elas:

  1. CNPI – voltada ao analista fundamentalista;
  2. CNPI-T – voltada ao analista técnico;
  3. CNPI-P – voltado aos analistas fundamentalista e técnico, o analista pleno.

Para conseguir essas certificações, são aplicadas os seguintes exames:

Conteúdo Brasileiro – CB, fase comum a todos os analistas.

A prova CB contém 60 questões de múltipla escolha e o candidato possui até 2h para concluir o exame.

Nessa fase caem temas como: sistema financeiro nacional, mercado de capitais, renda fixa, conceitos da economia, mercado de derivativos, relação com investidores, entre outros assuntos.

Conteúdo Global 1 – CG1, fase voltada ao analistas fundamentalistas.

A prova CG1 contém 60 questões de múltipla escolha e o candidato possui até 2h para concluir o exame.

É dividida em 30 questões sobre avaliação e análise de finanças corporativas, e 30 questões de análise de relatórios financeiros e contabilidade financeira.

Conteúdo Técnico 1 – CT1, fase voltada ao analista técnico.

A prova CT1 contém 60 questões de múltipla escolha e o candidato possui até 2h para concluir o exame.

Ela é composta por questões ligadas a temas como: indicadores, gerenciamento de risco, análise técnica, entre outros assuntos.

O candidato que for aprovado nos três exames, CB, CG1, CT1, consegue o certificado de CNPI-P.

Vantagens de ter CNPI

O analista CNPI tem seu leque de atuação maior do que outros profissionais do campo, isso porque o certificado permite ao profissional recomendar uma gama de produtos mais variada ao cliente, incluindo os existentes na bolsa de valores.

Além disso, o certificado CNPI passa maior credibilidade ao currículo do profissional, atestando sua capacidade e sua proatividade em seguir se aprimorando no campo de trabalho.

Porém, não é apenas o CNPI que possibilita ao profissional essa elevação do currículo. O CEA também é outro certificado de renome na área.

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O que é CEA?

A Certificação de Especialistas em Investimentos Anbima (CEA) é um certificado concedido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro de Capitais (Anbima), que permite ao profissional que a possui atuar nas seguintes atividades:

  • Assessor e gestor de contas de investidores pessoa física;
  • Apresentar produtos de previdência complementar;
  • Apresentar produtos dos mercados de capitais e financeiro.

Isso abre portas para que o profissional trabalhe em diversas frentes do setor financeiro, abrindo o leque de possibilidades do mercado para ele, especialmente em bancos múltiplos.

Mas então, o que é necessário para obter o certificado CEA?

Como obter o certificado CEA

Para obter o CEA é necessário que o candidato seja aprovado na prova da Anbima. Ao todo são 70 questões, no qual é necessário acertar 49 questões, ou 70%, do exame para ser aprovado.

Vale destacar que o tempo limite para realização da prova é de 3h30.

O conteúdo do exame é dividido nos seguintes temas:

  • Conceitos básicos de finanças e economia;
  • SFN – Sistema Financeiro Nacional;
  • Ferramentas de renda variável e fixa;
  • Mercado de derivativos;
  • Fundos de investimentos;
  • Planejamentos de investimentos;
  • Gestão de risco;
  • Produtos de previdência complementar.

Vale ressaltar que a cada cinco anos a validade do CEA expira. Para renovar o certificado é necessário que o candidato passe por um curso oferecido pela Anbima com duração de 60 horas.

Vantagens de ter CEA

Uma das principais vantagens de possuir o certificado CEA é a de atuar como consultor financeiro. Com isso, o profissional tem a possibilidade de atuar em uma variedade maior de instituições financeiras, especialmente no setor de bancos múltiplos.

Outro grande proveito que o CEA permite é a possibilidade de atuar de modo autônomo, ou seja, esse profissional consegue servir como consultor para investidores de forma individual.

Além disso, vale ressaltar que assim como o CNPI, o CEA passa credibilidade ao currículo de quem o detém

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 É possível ter CNPI e CEA?

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Em síntese, é possível que o mesmo profissional possua os certificados CNPI e CEA. Além de ambos serem concedidos por associações diferentes, eles possuem categorias diferentes.

Enquanto o CNPI tem o caráter de obrigatoriedade para quem quer exercer a função de analista financeiro, o CEA tem a característica de distinção ou diferenciação, isto é, serve como um tipo de especialização, especialmente voltado para o segmento de bancos múltiplos.

CNPI ou CEA?

Por fim, é chegado o momento de debater qual dos certificados é melhor. Em suma, não há uma resposta exata sobre isso. Como visto anteriormente eles podem muito bem se complementar.

Apesar disso, dá para apontar qual certificado se encaixa melhor de acordo com o perfil do profissional.

Uma das vantagens do CNPI é o fato do certificado poder ser dividido, técnico ou fundamentalista, ou seja, há profissionais que dão preferência para atuar em um dos segmentos citados, e essa divisão facilita tal objetivo.

Outro ponto favorável ao CNPI é a profundidade que o certificado possibilita nos segmentos de venda no mercado financeiro e de capitais, além disso esse certificado possibilita a especialização no campo de análise e pesquisa financeira.

Enquanto isso, o CEA é um certificado com destaque especial para vendas. Diferente do CNPI, ele abre um leque maior de vagas em instituições financeiras como bancos.

Umas das vantagens dessa certificação é a inexistência de pré-requisitos para tirá-la, ou seja, basta apenas possuir interesse no mundo dos investimentos e se dedicar para passar no exame.

Por fim, o mais importante é destacar que ambos certificados podem fazer toda diferença para quem busca trabalhar no mercado financeiro. Por tudo isso, é mais interessante pensar na pergunta CNPI ou CEA, com o caráter de possibilidade e não de exclusão.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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