Cheque especial: saiba mais sobre essa linha de crédito

Cheque especial
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Saber lidar com as finanças e os limites da conta é algo que requer bastante organização. Muitas pessoas têm certa dificuldade em manter as contas em dias e o hábito de checar a conta do banco com frequência e por isso acabam no cheque especial.

Apesar de fácil, o cheque especial é uma linha de crédito com juros altos e uma das principais razões de endividamento no nosso país.

O que é o cheque especial?

Cheque especial é uma linha de crédito oferecida pelo banco que não necessita de solicitação. Ela está atrelada ao seu limite e fica disponível automaticamente quando você gasta mais do que tem na conta.

Isso acontece porque, muita das vezes, as pessoas não entendem como funciona o cheque especial e, muito menos, o quão nocivo ele pode ser na vida financeira.

O nome cheque especial surgiu quando as folhas de talões de cheques eram a forma de descontar pagamentos. Por isso, apesar de parecer algo antigo, se aplica aos dias de hoje.

Os maiores problemas do cheque especial são:

  1. Disponível sem solicitação
  2. Juros altos
  3. Possibilidade maior de endividamento
  4. Falta de conhecimento de outros meios menos arriscados para empréstimos

Por isso é recomendado evitar ao máximo o seu uso. Apesar de fácil, ele traz grandes riscos. Conheça mais sobre como ele funciona a seguir.

Como funciona essa linha de crédito?

Cheque especial
Cheque especial: saiba mais sobre essa linha de crédito

O cheque especial é uma espécie de empréstimo automático que funciona quando você gasta mais do que tem na conta. Isto é, quando o banco te empresta um valor automaticamente para você continuar consumindo.

Essa linha de crédito é disponível de forma automática em diversos bancos e é um valor pré-aprovado. E, claro, como qualquer empréstimo bancário existe um juros que cobre esse valor.

Além disso, assim como esse valor é cobrado de forma automática, ele é debitado de forma automática também.

Ou seja, uma vez que você utiliza esse limite você fica em débito com o banco. Assim que entrar uma quantia na sua conta, o banco cobra automaticamente o valor que você deve mais os juros que ele acrescenta.

Para fugir dele você precisa:

  • Checar sempre sua conta bancária
  • Ter um bom planejamento financeiro
  • Manter uma reserva de emergência para evitar utilizar essa via financeira
  • Caso tenha utilizado uma parte do seu limite do cheque especial, pague assim que puder para evitar mais juros

Por isso é importante saber qual o juros que o seu banco cobra em cima desse limite. Cada instituição tem sua porcentagem, mas o Banco Central do Brasil estabelece que não pode ser maior que 8% ao mês. Essa nova porcentagem vale desde 2020.

E, também, é importante lembrar que se você estourar o limite do cheque especial ou não tiver o dinheiro para o pagamento na data estabelecida, o banco pode cobrar uma multa em cima da dívida.


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Novas regas do CMN 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) mudou algumas regras do cheque especial que começaram a valer a partir de janeiro de 2020.

Entre as principais medidas estão:

  • Juros mensal máximo de 8%
  • Cobrança de uma taxa de 0,25% ao mês sobre os valores do limite acima de R$500 que forem usados
  • Isenção da taxa de R$ 0,25% ao mês para quem tem o limite do cheque especial de até R$ 500
  • Ampliação da portabilidade de crédito

Ao anunciar essas mudanças, o CMN levou em consideração que a maioria dos endividados com o cheque especial fazem parte da população de baixa renda.

Sendo assim, o órgão regulador entendeu que era necessário realizar mudanças para reduzir o custo de juros e auxiliar essa parcela da população com o endividamento causado pelo cheque especial.

Por que os juros são altos?

Um dos principais problemas do cheque especial são os juros altos. Não a toa essa é uma modalidade não recomendada por diversos especialistas da área financeira, além de causar endividamento facilmente.

Mas, para entender o porquê o juros do cheque especial são altos, é importante levar em conta que:

  1. É um valor pré-aprovado com base na movimentação financeira da conta
  2. Como não é solicitado, o banco não tem garantia de que será pago
  3. Por não ter uma análise prévia de crédito, o banco teme o alto número de inadimplência
  4. Diferente do empréstimo consignado, por exemplo, o dinheiro do cheque especial é gasto sem solicitação e por isso muitas pessoas o utilizam de forma imprudente

Mas, se caso você precise desse auxílio financeiro extra, o mais indicado é procurar outras formas de empréstimo que tenham juros menores e menos risco de endividamento.

E, caso você já esteja endividado com o cheque especial, tenha em mente a possibilidade de fazer a portabilidade de crédito para uma instituição que tenha a taxa de juros menor.

O mais recomendado em todos os casos é evitar a utilização de meios de empréstimo financeiro. Se puder, faça uma reserva de emergência e a utilize nesses momentos extremos para não ficar refém dessa modalidade de crédito.

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Diferença entre empréstimo e cheque especial

Apesar de não ser intitulado empréstimo, o cheque especial também pode ser considerado dentro dessa modalidade financeira.

Mas existem diferenças entre ele e o empréstimo, afinal são linhas de crédito diferentes.

Para começar, o empréstimo é feito baseado no seu histórico de pagamento e, por isso, é feito com juros menores. Isso porque como a instituição financeira já sabe qual o seu histórico de pagamento, ela estabelece um juros que garante que ela não levará um calote.

E essa é a grande diferença entre o empréstimo e o cheque especial: a falta de garantia de pagamento do valor ofertado. Por isso, evite sempre usar essa linha de crédito e busque ter alternativas mais saudáveis para o seu bolso.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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