Cheque nominal: saiba mais sobre este documento financeiro

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Ainda que tenha perdido espaço nas últimas décadas, o cheque, incluindo o cheque nominal, ainda é utilizado como forma de pagamento por diversas pessoas. Segundo a pesquisa: “Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro”, promovida pelo Banco do Central, cerca de 7% dos brasileiros utilizam cheques, crediários e boletos para realizar o pagamento de suas contas.

Dessa forma, mesmo não sendo o modo mais comum para realização de transações econômicas, saber como funciona o cheque nominal e como preenchê-lo é útil, afinal este ainda é um tipo de renda ativa utilizado.

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O que é cheque nominal

Como o nome indica, o cheque nominal é uma forma de pagamento por meio de cheque no qual o nome do beneficiário está incluído. Dessa forma, apenas a empresa ou pessoa que tiver o nome escrito naquele instrumento financeiro terá o direito de realizar o depósito ou saque daquele valor.

Ainda vale destacar que caso o assinante deseje que aquele cheque não seja transferível, ele deverá deixar explicito no documento, utilizando a expressão “não transferível” ou “proibido o endosso”, após o nome do destinatário.

Caso isto não aconteça, o beneficiário poderá repassar aquele documento para terceiros.

Para isto ser possível, é necessário que o beneficiário inicial coloque o nome desta nova pessoa, junto de seu CPF, no verso do documento.

Tal prática pode ser feita inclusive após a assinatura do documento. Contudo, este procedimento acontece de formas diferentes entre as instituições financeiras.

Além disso, vale ressaltar que nem todo cheque precisa ser nominal, isso é, ter o nome do beneficiário escrito. Contudo, em documentos que o valor ultrapasse R$100, é exigido que o nome do destinatário seja colocado.

Dessa maneira, a maioria dos cheques existentes costumam se encaixar neste tipo de forma de pagamento.

Assim, é relevante saber como preenchê-lo.

Preenchimento do cheque

Para realizar o preenchimento do cheque nominal é necessário colocar uma série de informações no documento, sendo que estas podem ser divididas em cinco campos. São eles:

  1. “R$”;
  2. “Pague por este cheque a quantia de”;
  3. “a”;
  4. “Traços”;
  5. “Assinatura”.

“R$”

Neste campo é necessário preencher com o valor referente àquele cheque, sendo que é necessário colocar o símbolo “R$” antes do valor, e o símbolo “#” após um valor, como forma de evitar fraudes.

Dessa forma, o modo correto de preencher seria: R$1000,00#, por exemplo.

“Pague por este cheque a quantia de”

Este é o campo em que é preenchido o valor em extenso.

Aqui são necessários dois cuidados. O primeiro é com a legibilidade da letra utilizada, o segundo é colocar em parêntese o escrito, como forma de evitar fraudes.

Assim, o modo correto de preencher seria: “Mil reais”, por exemplo.

“a”

Como este é um cheque nominal, aqui seria o campo em que se colocaria o nome do favorecido do pagamento, sendo que é necessário se atentar tanto a legibilidade da escrita, quanto com a utilização correta do nome do beneficiário.

Desse modo, o correto seria preencher: José Carlos, por exemplo.

“Traços”

Na área de traços do cheque, o assinante deve colocar informações como o nome da cidade e a data em que o documento financeiro foi feito.

Assim, o correto seria colocar, por exemplo: São Paulo, 25 de março de 2021.

“Assinatura”

Por fim, é necessário colocar a assinatura da pessoa que está preenchendo o cheque, sendo que está deve estar igual ou semelhante à assinada no documento do banco.

Cuidados

Como visto, a assinatura de um cheque nominal não é um processo demorado nem complexo, todavia é necessário se tomar alguns cuidados.

Portanto, é necessário que o usuário desse topo de instrumento financeiro deve tomar alguns tipos de cuidados com algumas questões, como, por exemplo:

  • Espaços e linhas vazias;
  • Ortografia;
  • Caligrafia;
  • Assinatura.

Na questão do espaço e linhas vazias, é sempre aconselhável que o assinante utilize algum tipo de símbolo ou trace uma linha neste local, evitando assim possíveis fraudes o mal entendidos.

Também evitando possíveis erros, cuidados com a ortografia e caligrafia são indispensáveis ao se utilizar um cheque como forma de pagamento.

Por fim, a assinatura é outro ponto para se ter atenção, sendo que está deve ser igual à assinada no documento do banco ou do RG.

Vantagens e desvantagens do cheque nominal

Cheque nominal: saiba mais sobre este documento financeiro

Como grande parte dos meios de pagamento, como PIX, cartão de débito, cartão de crédito, entre outros, é possível encontrar tanto vantagens, quanto desvantagens na utilização do cheque nominal.

Assim, é necessário destacar tantos os pontos positivos, quanto negativos, desta forma de pagamento.

Vantagens

Inicialmente, é possível destacar como vantagem desta documento financeiro, os seguintes pontos:

  • Escolher a data em que aquele pagamento será compensado;
  • Livre de impostos, como o que ocorre na utilização de máquinas de cartão;
  • Não há a necessidade de depender de conexão por internet;
  • Por especificar o nome do beneficiário, as hipóteses de fraude diminuem.

Desvantagens

Enquanto, em relação às desvantagens que este instrumento financeiro, é possível citar alguns fatores, como, por exemplo:

  • Maior possibilidade de fraudes se comparado com meios de pagamentos mais modernos;
  • Falta de comodidade, devido ao tamanho do documento financeiro;
  • Possíveis problemas com ortografia e caligrafia.

Vale a pena utilizar o cheque nominal

Ainda que existam formas mais rápidas e seguras de se realizar um pagamento, os cheques ainda são um instrumento financeiro constantemente utilizado pelos brasileiros.

Dessa forma, falar que este é um modo de pagamento ineficiente seria errado, afinal, dependendo do contexto, é de grande utilidade.

Por exemplo, o cheque nominal pode ser um documento financeiro de grande utilidade no setor imobiliário, especialmente em contextos de locação, pois, em alguns tipos de contrato, é pedido uma garantia de pagamento do primeiro trimestre, o “cheque caução”.

Através do cheque nominal, é possível realizar este “pagamento”, sem que o valor tenha que sair de uma vez da conta.

Além disso, a outra parte da negociação tem a garantia que receberá aquele valor, pois o documento está em seu nome.

Portanto, está forma de pagamento ainda pode ser considerada uma alternativa interessante no momento de se pagar algo.

Contudo, também é relevante compreender que alternativas como o cartão digital, tendem a ser mais interessantes que o cheque nominal na maior parte das vezes.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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