Cheque pré-datado: tudo sobre essa forma de pagamento

Cheque pré-datado: tudo sobre essa forma de pagamento
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No mercado financeiro, planejar é algo que faz diferença para uma pessoa ser bem sucedida financeiramente ou não, principalmente quando falamos em pagamentos que podem ser feitos com um cheque pré-datado.

O cheque pré-datado funciona parecido com o cartão de crédito, forma de pagamento que vem ganhando cada vez mais força nos dias de hoje.

O que é o cheque pré-datado?

Cheque pré-datado é um cheque comum, mas que é preenchido com uma data futura para quando uma pessoa quer comprar a prazo.

E a principal diferença para o cheque nominal se encontra em um fator: a data na qual o valor será compensado por meio desse documento.

Esse tipo de documento é a garantia que a pessoa que realizou a venda do produto possui de que receberá o valor do comprador, seja uma compra pela Internet ou não.

Entretanto, de acordo com a lei brasileira, o cheque é uma forma de pagamento à vista. Em outras palavras, não é possível, legalmente falando, realizar qualquer tipo de parcelamento por meio desse documento.

Por isso, começou a crescer o uso de cartões de crédito, fazendo com que esse cheque com data posterior deixasse de ser tão utilizado.

Outro fator que foi decisivo para a baixa no uso desse tipo de documento foi a baixa segurança gerada para quem realiza a venda.

Mas o uso deste método de pagamento ainda pode ser utilizado hoje em dia, mesmo que seja mais raro.

Para isso é necessário que a pessoa tome uma série de cuidados específicos quanto ao preenchimento, ponto que explicaremos melhor mais para frente.

Qual a diferença entre o cheque pré-datado e pós-datado?

Mas, afinal, qual é a diferença entre o cheque pré-datado e pós-datado?

Na verdade, o termo correto para qualquer um dos casos é cheque pós-datado, tendo em vista que ele é um acordo entre o emissor do pagamento e quem irá receber o valor.

Sendo assim, mesmo que na prática tenha se tornado comum chamar esse tipo de pagamento de pré-datado e o correto seja pós-datado, ambos os termos podem ser utilizados para retratar o mesmo tipo de pagamento.

Independente de qual for a terminologia utilizada para chamá-lo, o termo se refere a uma possível forma de pagamento em crédito, parcelado, com uma data futura e que será cobrado ao chegar a data.

É possível cruzar cheques pré-datados?

Cruzar o cheque é uma forma de evitar que o dinheiro seja roubado ou utilizado por uma outra pessoa que não a que recebeu o cheque. Sendo assim, a única forma de realizar o pagamento é por meio de um depósito em conta corrente.

De tal maneira, é possível cruzar cheque pré-datado, deixando-o impossível de ser sacado.

Dessa forma, a pessoa consegue uma maior segurança para casos de roubos, por exemplo. Afinal, se o documento for perdido e depositado em outra conta, será possível rastreá-lo, encontrando o ladrão.

Ainda assim esse tipo de pagamento nem sempre é considerado muito seguro, o que gera uma situação desfavorável para os vendedores.

Somado a isso, esse tipo de pagamento sempre tem um alto índice de inadimplência. E é por isso que hoje são poucas as empresas que realizam vendas parceladas que podem ser feitas por meio de cheques.

Como consequência, realizar compras com o cheque pré-datado se tornou complicado, sendo preferível pagamentos à vista ou parcelados no cartão de crédito, que substitui o cheque nesse caso.

Como funciona essa modalidade de pagamento?

Para entender melhor como funciona o cheque a prazo, é bom destacar alguns pontos, como:

  • viabilidade de suspender o pagamento;
  • probabilidade de que o documento seja depositado antes da data estabelecida; e
  • possibilidade de que o cheque volte, ou seja, que o pagamento não seja aprovado.

Após recebido o cheque, é preciso ir até o banco comercial e sacar o valor ali escrito.

Normalmente, a recomendação é que esse saque seja feito somente no dia inscrito no papel que, por sua vez, deve ser combinado entre as duas partes.

É possível realizar um desconto do cheque fora da data, mas atitudes como essa podem gerar um processo de indenização por danos morais com valor variável, conforme o caso.

Há ainda a possibilidade de que o cheque retorne. Normalmente isso ocorre quando não há saldo suficiente na conta no momento em que o cheque é descontado, principalmente quando antes da data estipulada.

Porém, isso também pode ser causado por alguma informação errada ou incompleta.

Mas se for o primeiro caso, existe a possibilidade de que quem recebeu o dinheiro proteste o cheque, sujando o nome de quem realizou o pagamento.

Em situações como essa, o recomendado é conversar com a outra parte, realizar outro acordo e pedir novo prazo para o pagamento.

Passo a passo para preencher corretamente o cheque pré-datado

Para evitar que o cheque volte, preencher cheque pré-datado de forma correta é um passo fundamental para que tudo dê certo na transação.

Por isso, se você não sabe como preencher cheque pré-datado ou ainda está com dúvidas, siga os passos que colocamos aqui abaixo e evite problemas caso realize compras desta forma. Veja conosco:

  1. preencher as informações vitais do cheque, que são nome do beneficiado, valor, data de emissão e assinatura;
  2. no campo de data de emissão, informar em qual dia o cheque pode ser compensado;
  3. anotar uma nota ou bilhete com o cheque, com um grampo para fixar ambos e escrever na parte da frente “bom para:” com a data que ele poderá ser sacado.

Esse último ponto funciona mais como uma garantia de que ele não será compensado antes da data estipulada.

Além disso, pode ser interessante acrescentar no campo de valor da compra símbolos como # antes e depois da quantia. Essa medida é de segurança para que ninguém altere o valor.

Também é válido colocar o valor por extenso e colocar traços ou linhas para preencher o campo por completo e impedir que o valor seja modificado.

Assim, vemos que não é muito complicado de preencher esse tipo de cheque, mas é sempre importante prestar muita atenção.

Seguindo esses passos, você consegue realizar o preenchimento correto do cheque pré-datado e evita maiores problemas, como o retorno do documento, e consequentemente, problemas com as finanças pessoais.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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