Fundo exclusivo: saiba mais sobre este tipo de fundo

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Fundo exclusivo: saiba mais sobre este tipo de fundo

Uma das características mais marcantes do mercado financeiro é o fato de ser um segmento que comporta diferentes perfis de investidores, assim é natural que existam produtos financeiros voltados para públicos específicos. Neste sentido, vale conhecer o funcionamento do fundo exclusivo.

Ainda que seja um tipo de negócio voltado para investidores com mais renda, o fundo exclusivo pode ser uma alternativa interessante a depender do contexto. Não à toa é um tipo de negócio que está no radar de profissionais da área, como é o caso do planejador financeiro.

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O que é fundo exclusivo

Assim como o nome indica, o fundo exclusivo é um fundo de investimento pensado e estruturado para um investidor, isto é, um ativo com características comuns a outros fundos, todavia que possui apenas um cotista.

Dessa forma, é natural que as políticas do fundo, seu funcionamento e alocação de recursos sejam pensados de acordo com o investidor deste tipo de produto.

Portanto, é natural que este tipo de negócio seja disponível apenas para poucas pessoas, sendo um produto financeiro enquadrado no perfil do investidor qualificado e de alta renda.

Não à toa, o aporte inicial mínimo deste tipo de fundo de investimento é de R$10 milhões.

Estrutura

A estrutura deste tipo de fundo é composta por quatro participantes. São eles:

  1. Gestora de recursos – Equipe responsável pela alocação dos ativos do fundo junto com o cotista;
  2. Custodiante –  Participante responsável por registrar, guardar e garantir a segurança dos ativos investidos;
  3. Administrador – Parte responsável pela parte administrativa relacionada ao fundo;
  4. Auditor independente – Realize a auditoria acerca da atuação do fundo, considerando custos, valores e taxas que envolvem o mesmo.

Além disso, este tipo de fundo fechado também conta com a participação de seu cotista.

Tipos de fundo exclusivo

Estes tipos de fundos de investimentos podem ser divididos entre o Fundo Exclusivo Aberto e o Fundo Exclusivo Fechado.

Dessa forma, é importante entender as diferenças entre ambos.

Aberto

O Fundo Exclusivo Aberto possui as seguintes características:

  • Livre movimentação de capital, isto é, aportes e resgates ilimitados;
  • Tributação regressiva do Imposto de Renda, exceto quando não é um fundo de ações;
  • Incidência do imposto come-cotas, exceto quando não é um fundo de ações.

 Fechado

Enquanto, o Fundo Exclusivo Fechado pode ser definido pelas seguintes características:

  • Apenas dois aportes e resgates por ano, isto é, movimentos limitados;
  • Amortização de capital de 12 e 12 meses;
  • Isenção do imposto come-cotas;
  • Resgate total quando houver o encerramento do fundo de investimento.

Vantagens do fundo exclusivo

Fundo exclusivo: saiba mais sobre este tipo de fundo

Entendido a estrutura do fundo exclusivo, é possível compreender as vantagens deste tipo de produto financeiro.

Inicialmente, vale destacar que há uma separação jurídica, isto é, o fundo opera com CNPJ próprio, facilitando algumas questões legais para o investidor.

Entre estas facilitações, vale destacar que, por haver tal separação, há uma dedução nos impostos cobrados. Isto ainda serve como blindagem patrimonial.

Além disso, a gestão personalizada deste tipo de fundo de investimento é outra vantagem, pois este produto é feito pensado no perfil do seu cotista.

Portanto, o fundo exclusivo se torna uma alternativa interessante para o investidor qualificado, afinal é um produto com importantes vantagens e que pode ser uma solução para este perfil de pessoa.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).