Fundos de renda fixa: conheça os principais e suas características

Fundos de renda fixa: conheça os principais e suas características
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Constituem-se como fundos de renda fixa as aplicações financeiras de cotistas que visam receber retorno financeiro derivado de juros. A administração do fundo cabe a um gestor encarregado de incluir ou excluir aplicações da carteira de investimento.

Os produtos a compor os fundos de renda fixa são diversos, contudo, a diversidade precisa atender uma divisão específica para caracterizar a formação do fundo. Os participantes dos fundos de renda fixa se informam sobre a rentabilidade da operação por meio de informativos divulgados pelo próprio fundo.

O que são fundos de renda fixa?

Fundos de renda fixa são uma carteira de investimentos que reúne vários ativos de renda fixa. Um sistema de cotas, onde cada investidor adquire um ativo a compor o fundo e aguarda retorno financeiro sobre esse investimento por meio de juros.

O fundo conta com um gestor que fica encarregado de administrar os ativos do fundo, quais investimentos fazer, quais ativos comprar e vender, incluir ou excluir, tudo para garantir o maior retorno possível aos participantes.

Os fundos de renda fixa normalmente são compostos por produtos de renda fixa e derivativos, sendo a divisão 80% renda fixa e 20% de derivativos.

A ideia básica do fundo de investimento renda fixa é emprestar o dinheiro ao emissor do ativo, que pode ser um banco, empresa ou governo, e receber esse empréstimo de volta com juros. Por isso, se diz que um título em um fundo de investimento se trata de uma emissão de dívida.

O que significa investir em renda fixa?

A renda fixa se trata de uma opção conservadora de investimento, pois o investidor consegue ter uma noção do quanto terá de restituição ou retorno do capital investido no momento que faz a aplicação.

Por isso, se trata de uma opção mais segura para se investir, pois o risco de perda é pequeno. E isso se deve muito ao dispositivo de segurança chamado Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Caso o emissor do título de renda fixa não honre com seu compromisso, este fundo garante o patrimônio de até 1 milhão de reais por CNPJ ou CPF a cada 4 anos.

No entanto, o melhor resultado possível com esse tipo de fundo sempre será inferior ao melhor desempenho possível de ativos de renda variável. Estes ativos não dão dimensão da remuneração que podem proporcionar no momento da aplicação.

Eles estão sujeitos à variação do mercado, podendo oscilar positiva ou negativamente. Desse modo, se ocorrer uma grande alta no mercado, esse tipo de título certamente vai surfar na onda e proporcionar ganhos fabulosos. Mas se houver uma queda forte e brusca, os danos que causam são traumáticos.

A renda fixa seria o meio termo. Nem ganhos extraordinários, nem perdas calamitosas.

Por isso, ela é indicada para iniciantes no mercado de ações ou pessoas que simplesmente não estão dispostas a arriscar qualquer quantia pelo sonho de uma fortuna imprevista.

Os tipos de fundos de renda fixa

A classificação dos fundos de renda fixa é feita conforme o prazo, finalidade e composição da carteira. Quem faz essa classificação é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Há basicamente 3 tipos de fundos de renda fixa:

  • simples;
  • curto prazo;
  • longo prazo.

Mais detalhes sobre cada um deles a seguir.

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Fundo de renda fixa simples

Sem dúvida, a melhor escolha para os “verdes” no mundo de mercado de ações. Essa opção de renda fixa é mais interessante para os iniciantes e pequenos investidores, porque o fundo constituído por essas ações é composto por títulos públicos quase na sua totalidade: 95%.

Títulos públicos são emitidos por órgãos públicos, que gozam de um longo histórico de estabilidade.

Sem dúvida, uma instituição pública não desaparecerá do dia para a noite e terá que honrar com todas as suas dívidas caso venha um dia a ruir, pois o Estado é encarregado da administração e cumprimento de contratos vinculados a esses órgãos.

O gestor desse tipo de fundo não pode investir em títulos privados de modo que estes superem os títulos públicos. O gestor também está impedido de fazer investimentos no exterior. Essas são medidas que protegem o fundo de volatilidade.

Fundo de renda fixa de curto prazo

Como o nome sugere, é o fundo de renda fixa com prazo menor de vencimento dos títulos.

O limite dos títulos desse tipo de fundo é de 365 dias, com a carteira tendo prazo máximo de 60 dias.

Contudo, esse tipo de fundo necessita de conservadorismo maior e baixo risco. Isso significa que o gestor fica de usar títulos públicos ou privados pré-fixados ou vinculados à Taxa Selic.

Fundo de renda fixa de longo prazo

Certamente, o oposto do curto prazo. O vencimento da carteira desse fundo excede os 365 dias. Isso, sem dúvida, permite maior flexibilidade ao gestor para controlar e compor a carteira.

Outro ponto de distinção em relação ao de curto prazo está no uso de diferentes tipos de títulos. O fundo de renda fixa de longo prazo pode ter tanto títulos pré-fixados como pós-fixados, públicos ou privados.

Outros fundos de renda fixa

Há ainda outros tipos de fundos de renda fixa, mas que certamente exigem conhecimento mais aprofundado sobre o mercado de ações.

São eles:

  1. fundo de renda fixa referenciado;
  2. dívida externa;
  3. crédito privado.

Fundo de renda fixa referenciado

Os fundos referenciados buscam ser rentáveis com um índice de referência. Sem dúvida, os maiores exemplos são CDI ou IPCA.

O gestor tem condições de alocar 95% da carteira em ativos indexados ao índice escolhido. Contudo, ainda assim deve manter a regra de 80% a 20% de títulos públicos e privados.

Dívida externa

Nos fundos de renda fixa de dívida externa, ao menos 80% do patrimônio investido se concentra em títulos da dívida externa da União.

Ou seja, o gestor neste caso está impedido de direcionar a carteira para ativos do país.

Crédito privado

Por fim, temos o crédito privado como uma das opções de fundos de renda fixa. Seu risco é um pouco maior por ser mais flexível. A carteira, por exemplo, tem no mínimo 50% de ativos em títulos privados. O restante pode ser preenchido com títulos derivados ou públicos.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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