IGP-M: saiba tudo sobre esse importante índice de inflação

IGP-M: saiba tudo sobre esse importante índice de inflação
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Em um contexto de instabilidade econômica é natural que alguns termos econômicos ganhem mais destaque que outros, e entre esses estão os índices que medem a inflação. Assim, IPCA, IPC, IGP-DI, IGP-M, INPC, IPA-M, se tornam siglas frequentemente utilizadas nos noticiários, e isto não é à toa, afinal tais medidores têm impacto direto na rotina do brasileiro.

E dentre esses, o IGP-M é um dos que possui maior relevância, sendo que sua influência atinge diretamente a grande parte dos brasileiros. Além disso, esse índice é de extrema importância para aqueles que atuam profissionalmente no setor financeiro, em especial o mercado financeiro. Dessa forma, é comum que o conceito por trás desse dados seja tema de exames de certificações como CFP, CNPI, Ancord, CEA, entre outros.


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O que é o IGP-M?

IGP-M: saiba tudo sobre esse importante índice de inflação

O Índice Geral de Preços de Mercado, ou IGP-M, é um dos índices utilizados para medir a inflação do Brasil, sendo que ele é uma das versões do Índice Geral de Preços, assim como o IGP-DI. Esse medidor ainda é muito conhecido por ser um dos indexadores inflacionários mais utilizados no mercado imobiliário.

Desse modo, esse índice se posiciona entre os principais medidores da inflação nacional.

Não à toa, afinal esse é um dos dados mais tradicionais da economia, sendo que sua medição é feita desde 1989, após uma parceria realizada entre a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Confederação Nacional de Instituições Financeiras.

Assim, se faz necessário entender o contexto de criação desse medidor.

História do IGP-M

Criado no dia 30 de junho de 1989, o Índice Geral de Preços surgiu como uma ferramenta voltada para indexar correções em títulos públicos que eram emitidos pelo Tesouro Nacional.

Inicialmente, esse indicador também foi utilizado na correção anual dos juros voltados para os Certificados de Depósitos Bancários, os CDBs.

Todavia, a metodologia de produção realizada pela FGV na medição do IGP-M fez com que esse índice começasse a se tornar referência para outros tipos de contratos.

Entre esses, destaque para o papel que esse medidor passou a possuir para a cobrança de tarifas e, em especial, ao setor imobiliário.

Dessa forma, esse índice se tornou um dos principais da economia nacional, especialmente pelo impacto que ele tem na vida das pessoas e na forma que ele exemplifica como a inflação afeta um país.

O que é inflação?

A inflação é um dos termos mais utilizados quando o assunto é economia, não à toa, afinal esse índice é fundamental para o monitoramento do poder de compra da população e o valor da moeda utilizada.

Ainda assim, boa parte da população não sabe claramente o que é a inflação, como ela é medida e qual o seu real impacto.

Inicialmente, vale-se destacar que a inflação nada mais é do que o aumento na média de preços de bens e serviços, sendo que isso é medido em um determinado período de tempo.

Além disso, é necessário ressaltar que cada item incluído nessa lista está presente em uma cesta de produtos específica.

Ou seja, cada índice que mede a inflação do Brasil utiliza uma cesta específica em sua coleta de análise de dados.

Dessa forma, é necessário saber interpretar diferentes medidores e, especialmente, entender os diferentes tipos de inflação existentes.

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Tipos de inflação

Diferente do que se pensa, os movimentos relacionados à inflação não necessariamente indicam um problema. Por isso, é fundamental entender o real funcionamento desse medidor.

Para isso, a compreensão dos tipos de itens existentes nessa área é essencial. Nesse sentido, pode-se citar quatro tipos de inflação:

  1. Demanda;
  2. Custos;
  3. Inercial;
  4. Hiperinflação.

Demanda

A inflação de demanda é um dos casos em que a presença desse índice não aponta obrigatoriamente um cenário de crise.

Como o próprio nome indica, esse tipo de inflação acontece quando o aumento da demanda é superior ao crescimento da oferta.

Ou seja, houve um aumento da demanda agregada.

Esse tipo costuma acontecer quando o país está passando por um processo de crescimento em seu Produto Interno Bruto (PIB).

Assim, investimentos internos aumentam, o que ocasiona, na maior parte das vezes, em um aumento nos salários e a redução do desemprego.

Custos

A inflação de custos acontece quando a demanda permanece constante, porém os custos de produção têm uma elevação.

Esse crescimento nos custos pode ser ocasionado por diferentes fatores, sendo possível destacar impostos, salários e insumos, entre as causas.

Como resultado desse aumento, é natural que haja uma redução na oferta de bens de mercado, o que causa um impacto direto na vida da população, afinal a diferença de preços é repassada ao consumidor final.

Inercial

A inflação inercial talvez seja a que tem o conceito mais complexo, afinal não são considerados diretamente demanda e oferta em sua análise.

Ou seja, este tipo é baseado na soma de índices passados mais expectativa futura sobre a inflação, medida chamada de memória inflacionária.

Assim, os preços são reajustados de forma automática quando há a existência da inflação inercial.

Hiperinflação

A hiperinflação é a mais “temida”. Não à toa, afinal a existência da hiperinflação indica que os índices de inflação estão fora de controle.

O impacto causado por cenários desse tipo é tanto que não existe nem um índice pré-determinado voltado para medição da hiperinflação.

Geralmente, ela acarreta em graves problemas na economia nacional, sendo que pode-se citar o aumento do desemprego, desvalorização da moeda, aumento do custo de vida, entre outros produtos.

O Brasil passou por um cenário econômico de hiperinflação nos anos 80.

Contudo, esse contexto se tornou mais incomum nas últimas décadas.

O que causa a inflação?

Diferentes fatores podem acarretar na inflação de uma nação, dentre os quais é possível listar:

  • Inércia na economia;
  • Insegurança em relação ao cenário econômico;
  • Pressão e desconfiança do mercado;
  • Redução na taxa básica de juros;
  • Emissão de papel-moeda.

Sendo que esses dois últimos pontos são os principais causadores da inflação.

Afinal, a redução na taxa de juros é uma medida utilizada pela União como forma de aquecer a economia através de linhas de crédito.

O que em um primeiro momento pode gerar frutos, especialmente aumentando a demanda, contudo que não é necessariamente acompanhada pela oferta. Gerando assim a inflação.

Enquanto, a emissão de papel-moeda também gera um efeito semelhante na economia, especialmente porque está ocorrendo um processo de injeção de moeda superior ao que é necessário para o nível de transações existentes naquele momento.

Esse cenário ocorre especialmente quando o governo busca equilibrar o déficit público.

Novamente, a demanda supera a oferta.

Ainda vale destacar que todo esse cenário é agravado quando as políticas aplicadas pelo Estado não conseguem surtir efeito no momento de equilibrar a demanda e oferta da economia nacional.

E em um cenário de instabilidade em relação à inflação, diversos segmentos da economia sofrem oscilações.

Entre eles, os serviços ligados ao setor imobiliário estão incluídos. E o medidor responsável diretamente por essa variação é o IGP-M, principal indexador utilizado nesse segmento da economia.


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Características do IGP-M

IGP-M: saiba tudo sobre esse importante índice de inflação

O IGP-M serve como um dos índices de inflação do país, todavia, esse índice tem maior peso quando se é analisado o setor imobiliário.

Assim, o IGP de mercado se torna de extrema relevância para a economia nacional.

Portanto, entender suas características é de extrema relevância para maior parte das pessoas, com destaque especial para aqueles que atuam no setor financeiro.

Inicialmente, é importante destacar como é feito o cálculo para chegar em seu resultado.

Como o IGP-M é calculado

O primeiro ponto necessário a se destacar é o recorte de tempo que a FGV utiliza para fazer a análise e cálculo desse medidor da economia.

Geralmente a pesquisa é realizada entre o dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês referente.

Por exemplo: para chegar ao valor desse índice no mês de novembro, a pesquisa começou a ser feita em 21 de outubro, e foi finalizada no dia 20 de novembro.

Além disso, vale ressaltar que na construção desse indexador são utilizados como base as oscilações de valores referentes a outros índices de inflação.

Entendido esses dois pontos necessários, se torna possível compreender o cálculo do IGP-M, sendo ele composto da seguinte forma:

  • 60% é composto pelo IPA-M, ou Índice de Preços do Produto Amplo – Mercado;
  • 30% é composto pelo IPC-M, ou Índice de Preços ao Consumidor – Mercado;
  • 10% é composto pelo INCC-M, ou Índice Nacional de Custo de Construção – Mercado.

Assim, se chega a seguinte equação:

It = 0,6 Xt+0,3 Yt+0,1 Zt

No qual:
I = IGP-M
X = IPA -M
Y = IPC – M
Z = INCC – M

Visto como é feito o cálculo, agora faz-se necessário entender como é formado cada componente que forma o IGP de mercado.

IPA-M

O Índice de Preços ao Produto Amplo, antigo Índice de Preços do Atacado, representa 60% do cálculo do IGP, assim se torna o de maior relevância.

Vale destacar que a pesquisa realizada para chegar nesse denominador é feita em escala nacional.

Ou seja, são analisadas as mudanças de preços que acontecem em todo território nacional.

A função do IPA é monitorar a variação de preço dos produtos voltados para consumo doméstico, assim são analisadas toda cadeia de produção de cada componente que é monitorado por este índice.

Dessa forma, é possível destacar alguns componentes que fazem parte dessa análise:

  • Lavouras temporárias e permanentes;
  • Produtos de papel e celulose;
  • Artigos de vestuário;
  • Produtos alimentício e bebidas;
  • Minerais metálicos e não-metálicos;
  • Aparelhos elétricos;
  • Veículos automotores, carroceria, autopeças, entre outros equipamentos do segmento;
  • Móveis;
  • Produtos feitos de plástico e borracha;
  • Equipamentos do setor de informática;
  • Produtos que são derivados do petróleo e álcool.

Vale destacar que esses são apenas alguns dos produtos da economia analisados na construção do IPA.

IPC-M

Representando 30% do cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor, ou IPC-M, é o índice que mede a cesta de bens e serviços de parte da população.

Ou seja, esse cálculo não é feito levando em consideração todos os brasileiros. Assim, este medidor indica o poder de consumo de famílias que recebem entre 1 e 33 salários mínimos ao mês.

Diferente do IPA, o IPC-M não analisa todo território nacional.

Para produzir esse índice a FGV monitora a variação de preços das capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Salvador, além da capital da nação, Brasília.

Para formar o IPC-M, são analisados os preços dos seguintes gastos:

  • Telefonia;
  • Alimentação;
  • Transporte;
  • Educação;
  • Lazer;
  • Outras despesas.

Dessa forma, é medido gastos comuns à toda população no qual o escopo da análise é realizado.

INCC-M

Por fim, existe o Índice Nacional de Custo de Construção, ou INCC, sendo que esse índice representa apenas 10% do cálculo do IGP de mercado.

Como o próprio nome já indica, a formação desse índice é feita através da análise da variação de custos que envolvem uma construção imobiliária.

Ainda vale destacar que para construção do INCC-M são analisados os mesmos locais que para o IPC.

Ou seja, as sete cidades já citadas no texto.

No geral, são analisados as variações de preços dos seguintes produtos e serviços:

  • Estrutura da obra;
  • Instalação da obra;
  • Acabamento da construção;
  • Mão de obra envolvendo a construção;
  • Outros serviços.

Assim, é possível chegar ao IPCC-M, e completar o cálculo do IGP-M.

Visto como ele é calculado, também é necessário entender quando acontece desse medidor apresentar acúmulo.

IGP-M acumulado

Talvez uma das partes mais relevantes de se entender sobre esse conceito econômico é o IGP-M acumulado.

Isso porque essa é a métrica utilizada para medir ele em períodos de tempo maiores.

Com um conceito semelhante ao juros compostos, o IGP de mercado acumulado indica o IGP-M anual.

Isso é, através dos dados mensais desse medidor é possível calcular o crescimento anual desse índice da inflação ao longo de um ano.

Ou seja, se torna possível compreender a variação que aconteceu entre o fim de um ano e o início de outro.

Assim, a percepção dos movimentos econômicos de um país ao longo do ano se tornam mais claras.

Além disso, o IGP de mercado acumulado é utilizado como base para a alteração de valores de produtos e serviços de setores específicos, aumentando sua importância para a economia.

Portanto, entender as utilidades do IGP-M se faz necessário.

Utilidade do IGP-M

Assim como grande parte dos índices inflacionários, o Índice Geral de Preços de Mercado tem diversas utilizações para economia.

Sendo que sua finalidade pode servir tanto para ajustes de tarifas, quanto como indexador de investimentos.

Assim, esse medidor se torna de extrema relevância para economia nacional como um todo.

Todavia, o impacto do IGP de mercado é mais notório em um mercado, o setor imobiliário. Ainda assim, ele está presente em diversos outros setores de serviço da economia nacional.

Dessa forma é necessário discutir de forma mais profunda como ele é utilizado nesses cenários.

Utilização do Índice Geral de Preços de Mercado no setor imobiliário

Sem dúvidas o setor imobiliário é onde o IGP-M mais se faz presente na vida de boa parte dos brasileiros.

Afinal, o Índice Geral de Preços de Mercado é utilizado como base de cálculo de inflação da maior parte dos contratos de aluguel no país, seja o imóvel locado para moradia, comércio ou outra finalidade.

Ou seja, a grande parte dos reajustes mensais e anuais que acontecem nos contratos de aluguel de imóveis são feitos com base no IGP-M, não à toa esse índice também é conhecido como “inflação de aluguel”.

Também é necessário entender que o cálculo é feito com base no IGP de mercado acumulado.

Assim, a tendência é que o reajuste do aluguel seja diferente da variação de outros produtos, que tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA.

Portanto, é fundamental que a população tenha conhecimento do funcionamento desse indexador.

Afinal, isso afeta diretamente a renda da maior parte dos brasileiros, e sua compreensão permite que não existam gastos inesperados nos contratos voltados para aluguéis.

Contudo, não é apenas em questões imobiliárias que este indexador é utilizado com frequência.

Utilização do Índice Geral de Preços de Mercado em outros setores

Mesmo sendo conhecido como “inflação de aluguel”, o IGP-M se faz presente em diversos segmentos da economia brasileira.

Com isso, seu impacto na rotina da população é maior do que aparenta.

Uma forma de demonstrar isso é apresentando em quais situações o IGP de mercado pode ser utilizado como indexador.

Assim, seguem exemplos:

  • Energia, sendo um dos indicadores mais utilizados em tarifas de energia elétrica;
  • Saúde, especialmente em planos de saúde;
  • Seguradoras, sendo utilizado para modalidades específicas de seguros;
  • Educação, estando presente em mensalidades.

Dessa forma vale-se reforçar a importância do entendimento em relação ao funcionamento deste índice, ainda mais por seu impacto em questões que fazem parte da rotina da população.

Outra forma que o IGP-M impacta diretamente, contudo, de forma diferente, é a área dos investimentos.

Assim, se torna indispensável que quem atue na área tenha amplo conhecimento sobre esse índice.

Por que o profissional de investimentos deve conhecer o IGP-M

IGP-M: saiba tudo sobre esse importante índice de inflação

Apenas por ser um dos medidores de inflação mais importantes da economia, já seria motivo para os profissionais que trabalham com investimentos terem conhecimento sobre ele.

Todavia, o índice IGP-M é utilizado como indexador em algumas modalidades de investimentos.

Portanto, se torna ainda mais importante para quem trabalha no segmento, pois o conhecimento dele pode afetar diretamente nos resultados obtidos.

Dessa forma, é necessário destacar como o índice IGP-M é indexado em determinadas modalidades de investimentos.


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Investimentos Renda fixa

Por diversos anos o IGP-M foi utilizado como indexador do Tesouro Nacional, assim ele tem importância histórica para investimentos de renda fixa.

Todavia, se engana quem acha que essa relevância é ligada apenas ao passado. Afinal, existe o Tesouro IGP-M, um investimento de renda pós-fixada.

Ou seja, seu rendimento total é fruto da soma da taxa de juros acordada no ato da compra, mais a variação do índice IGP-M ao longo do período de contrato.

Outra característica relevante desse tipo de investimento é a possibilidade do investidor retirar o dinheiro investido a qualquer momento.

Contudo, o recomendado é que esse investimento seja pensado no longo prazo, afinal seu rendimento é maior com o tempo.

Ao passo que sua retirada precoce pode acarretar prejuízos devido a cobrança de impostos maiores.

Historicamente esse tipo de investimento fica acima da inflação, assim o poder de compra do dinheiro investido é, no mínimo, assegurado.

Além disso, existem outros produtos que têm rendimentos atrelados ao IGP de mercado. Entre eles é possível destacar debêntures no mercado que pagam bônus sobre o índice.

Por isso, pode-se destacar dois setores no qual o IGP-M está presente, tanto como renda fixa, quanto na forma de renda variável.

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Investimentos no setor imobiliário

Com a importância que o índice IGP-M tem para o mercado imobiliário, é natural que isso se reflita no mercado de investimentos.

Dessa forma, o Índice Geral de Preços de Mercado está diretamente ligado aos contratos dos Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs).

Assim, a prática de reajustes existentes em aluguéis por meio deste índice, também é aplicada nessa modalidade de investimentos.

Vale destacar que não só os fundos de tijolos sofrem essa alteração de acordo com o IGP de mercado. Fundos imobiliários de papel também estão incluídos, sendo que o já citado CRI faz parte desta categoria.

Além disso, também há Letra de Crédito Imobiliário (LCI) pós-fixada que tem seu rendimento atrelado ao índice IGP-M.

O que pode ser uma opção interessante para diversos investidores, afinal está modalidade é isenta da cobrança do Imposto de Renda (IR).

Além disso, é assegurada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), fator que dá maior credibilidade à LCI.

Investimentos no agronegócio

Além da LCI, a Letra de Crédito do Agronegócio, ou LCA, é outra aplicação em que o IGP de mercado pode ser indexado.

Com um conceito semelhante à LCI, a principal diferença entre ambas modalidades é o setor no qual está atrelada, ou seja, o do agronegócio.

Vale ressaltar que o IGP-M como índice de base para a LCI pós-fixada, ou seja, o rendimento será a soma dos juros pré-determinados mais a variação do IGP de mercado no período.

Assim como na LCI, a LCA está insenta do IR, além de ser segurado pela FGC.

Além disso, existem outros produtos de mercado que utilizam o IGP de mercado como base.

Simultaneamente, ele é de extrema relevância para o entendimento da economia, as possíveis boas oportunidades e formas de evitar risco.

Portanto, o entendimento do IGP-M é indispensável para a maior parte das profissões do mercado financeiro. Afinal se trata de índice de extrema relevância para a economia.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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