INPC: conheça o Índice Nacional de Preços ao Consumidor

INPC: conheça o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
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Geralmente os índices ligados à economia nacional, como IGP-DI, INPC e IGP-M, representam um papel importante na rotina dos brasileiros, especialmente para aqueles que trabalham na área de finanças.

Todavia, por vezes o INPC e seus pares são colocados como um fator de menor relevância, um equívoco que causa efeitos em todos os segmentos da economia, inclusive no mercado financeiro.

O que é o INPC?

INPC: saiba tudo sobre um dos índices importantes da nossa economia

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, ou INPC, é o índice da economia que tem seu foco voltado para medir a variação mensal de preços ao consumidor. Ou seja, esse indicador tem como objetivo mostrar o aumento do custo de vida da população, através da oscilação de preços do mercado nacional.

Contudo, vale destacar que ele não abrange todos os brasileiros, sendo que é indicado apenas o consumo da faixa da população em que a renda é de até cinco salários mínimos, o que representa quase metade das pessoas do país.

Ainda assim, a variação de preços nesse índice é mais sentida que em outros marcadores da inflação.

Ou seja, as oscilações nos preços relacionados a alimentos indicadas por este índice tendem a impactar mais na vida da população em geral.

Em outras palavras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor é um dos marcadores mais importantes da economia nacional.

Especialmente por estar diretamente relacionado a importantes aspectos do orçamento da população, como em negociações trabalhistas e reajustes salariais.

Não à toa ele é utilizado há tanto tempo. Esse índice foi criado em setembro de 1979, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o IBGE, desde então tem seus dados divulgados mensalmente.

Período de divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor

Os dados do INPC são coletados entre o primeiro e o último dia do mês de referência, sendo que sua divulgação é realizada dias depois após seu recolhimento.

Todavia, nem sempre essa regra de coleta de dados é seguida.

Por exemplo, em janeiro de 2018, o recolhimento de informações para formação do índice foi realizado entre os dias 29 de dezembro de 2017 e 29 de janeiro de 2018.

Enquanto a coleta referente ao período seguinte daquele ano foi feita entre os dias 30 de janeiro de 2018 e 1 de março de 2018.

Ou seja, a coleta relacionada a esse índice varia de acordo com a quantidade de dias que formam um mês.

Dessa forma se torna possível dar um retrato exato da real variação de preços que ocorreu, sendo ela relacionada a diversos produtos e como seus valores alteraram ao longo de um período determinado.

Visto isso, é necessário destacar outro ponto muito importante desse índice, como é feito o cálculo dele em um período superior ao tempo de um mês.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumulado

O INPC acumulado é um dos termos mais citados quando o assunto é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

Assim como o nome indica, o INPC acumulado nada mais é que a soma dos valores indicados por esse índice ao longo dos meses.

Dessa forma, esse dado pode apresentar desde a variação dele em um mês, em um recorte de meses específicos, ou, até mesmo, a variação do índice ao longo do ano.

Ou seja, o INPC anual.

Como resultado, através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumulado é possível entender como se movimentou  a economia por períodos diferentes.

Mas, afinal, como faz para se calcular esse índice?

Como é feito o cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor?

O recolhimento dos dados para construir o índice é feito por profissionais do IBGE, que vão pessoalmente a estabelecimentos comerciais. Além disso essa medição é realizada em concessionárias que atuam com serviços públicos.

Dessa forma, são coletados os preços pagos à vista em produtos, sejam de serviço ou consumo.

Ou seja, são analisados desde a variação no preço dos alimentos, até as alterações no valor do aluguel.

Ao todo são analisadas as variações de preços referentes a 465 subitens.

Sendo eles divididos em nove grupos de serviços e produtos, no qual o impacto no cálculo é diferente para cada um. São eles:

  1. Alimentação e bebidas – 23,12%;
  2. Transportes – 20,54%;
  3. Habitação (aluguel) – 14,62%
  4. Saúde mais cuidados pessoais – 11,09%
  5. Gastos pessoais – 9,94%
  6. Roupas – 6,67%
  7. Comunicação (telefone, internet, entre outros) – 4,96%
  8. Artigos para residência – 4,69%;
  9. Gastos com educação e formação – 4,37%.

Visto quais produtos são analisados para formação do índice, podemos destacar em quais regiões o IBGE trabalha para a construção dele.

Regiões onde o Índice Nacional de Preços ao Consumidor é medido

Para construir o Índice Nacional de Preços ao Consumidor o IBGE realiza uma pesquisa que abrange todas as regiões do país, no qual são analisados consumidores assalariados que moram nas seguintes áreas urbanas:

  • Rio de Janeiro;
  • Belo Horizonte;
  • São Paulo;
  • Vitória;
  • Porto Alegre;
  • Curitiba;
  • Goiânia;
  • Campo Grande;
  • Distrito Federal;
  • Salvador;
  • Recife;
  • Fortaleza;
  • Rio Branco;
  • São Luís;
  • Aracaju;
  • Belém.

Assim, o índice consegue traçar uma média mais fiel a realidade sobre as oscilações no preço de consumo do país, haja vista que essa variação pode ocorrer de forma diferente em cada município, estado e região da nação.

Não à toa, o índice INPC é posto como um dos índices de inflação do país.

Todavia, vale ressaltar que existem diferenças entre ele e seu “próximo”, o principal índice de inflação do país, o IPCA.

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INPC x IPCA

Ainda que INPC e IPCA sejam índices que medem a inflação, existem dúvidas em relação ao que difere ambos.

A primeira grande diferença entre os dois já é perceptível pela nomenclatura, o IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Ou seja, o acréscimo do “amplo” indica que a análise de dados feita pelo IPCA corresponde a uma parcela maior de brasileiros.

Enquanto o INPC analisa a oscilação no poder de consumo de famílias que recebem até cinco salários mínimos, o IPCA aponta a variação no custo de vida médio da população brasileira que recebe entre um e 40 salários mínimos.

Assim, o IPCA consegue ter um recorte ainda maior sobre as alterações de preços existentes na economia ao longo de um período determinado.

Por isso, ele é utilizado pelo governo federal como índice oficial de inflação do Brasil.

No entanto, existem semelhanças entre ambos índices. Entre elas, podemos citar:

  • ambos foram criados e são executados pelo IBGE;
  • o período de análise de ambos para a criação do índice é igual;
  • a região de cobertura para se fazer a análise é igual nos dois;
  • o número de itens que fazem parte da pesquisa para construção do índice é igual nos dois;
  • os grupos de produtos de serviços analisados é o mesmo para ambos os índices.

Dessa forma, ambos possuem premissas semelhantes. Assim, se tornando importantes indicadores para analisar a inflação e os movimentos da economia nacional.

Afinal, além de indicar as variações econômicas, esses índices demonstram o peso que essas oscilações representam no orçamento de uma pessoa ou família.

 Por que o profissional de investimentos deve conhecer o INPC?

INPC: saiba tudo sobre um dos índices importantes da nossa economia

Da mesma forma que a maior parte dos índices econômicos, o INPC é extremamente importante para o cotidiano de profissionais que atuam no mercado financeiro.

Afinal, o entendimento de índices econômicos é essencial para assessores, gestores, contadores e todas as outras profissões do setor.

Todavia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor merece um destaque especial, principalmente por ele ser utilizado como indexador, por indicar um o poder de compra da população e como os setores oscilam.

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Índice Nacional de Preços ao Consumidor como indexador

Como citado anteriormente, esse índice pode ser utilizado para referência em investimentos, entre os quais, destaque para as metas atuariais relacionadas aos fundos de previdência complementar.

Ou seja, esse índice é utilizado no momento de se analisar as expectativas e riscos em relação a este tipo de investimento.

Afinal, o índice INPC é o indexador mais utilizado para os fundos de previdência complementar.

Contudo, aos profissionais de investimentos vale o destaque, esse índice não é utilizado como indexador para títulos do governo. Uma dúvida pertinente, pois por anos ele foi usado como referência também em títulos ligados ao governo.

Em relação ao segmento de títulos privados, o mais corriqueiro nos últimos anos é que os fundos estejam atrelados ao IPCA.

Ainda assim, também é possível encontrar fundos privados que sejam associados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

Porém, esse índice também interfere em outras frentes para os profissionais do mercado.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor no monitoramento do mercado

Como o INPC é utilizado como um índice de inflação, é natural que ele tenha um papel importante nas análises realizadas por quem trabalha no setor financeiro.

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Isso porque através desses dados é possível entender como cada setor da economia está.

Portanto, analisar bons investimentos ou segmentos que apresentam maior risco de retorno se torna uma tarefa possível.

Além disso, através desse índice se torna viável entender o comportamento do consumidor brasileiro, além da compreensão do poder de compra de parte da população do país.

Ou seja, entender esse índice faz parte da compreensão da economia nacional.

Não à toa o INPC é tão relevante para aqueles que buscam trabalhar no mercado financeiro. Portanto, se manter atualizado sobre esse índice deve fazer parte da rotina de qualquer profissional que busque ser competitivo no mercado.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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