Juros simples: entenda sua importância e como calcular

Juros simples: entenda sua importância e como calcular
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O juros simples é um dos conceitos mais importantes da matemática financeira . Isso porque ele está presente em muitas operações como empréstimos e financiamentos, além de nortear investimentos em alguns casos. 

Justamente por toda sua importância quem atua com o mercado financeiro ou com investimentos precisa saber calcular o juros simples, além de entender seu conceito e sua prática. 

O que são juros simples?

Os juros simples são um acrescido que é feito ao valor inicial de algo (pode ser um bem ou um investimento). A taxa de juros simples é cobrada em cima do valor inicial da aplicação financeira, e é cobrada de acordo com o tempo que aquele investimento será finalizado. 

Os juros servem como uma forma de retorno para quem vendeu aquele determinado bem ou serviço. No parcelamento, os juros são a garantia para a fonte de que ele não ficará no prejuízo por vender algo dentro de um tempo maior. 

Em resumo, é uma segurança e remuneração para quem disponibiliza o investimento e também por oferecer a opção de parcelamento facilitando a transação para o orçamento. 

Os juros simples levam esse nome porque são lineares. Sendo assim, são aplicados em cima do capital inicial e não sofrem alteração quanto ao avanço das parcelas, diferentemente do juros composto.  

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Qual sua função? 

Juros simples: entenda sua importância e como calcular

A principal função do juros simples em operações financeiras é a remuneração dos credores que oferecem capital para a circulação econômica. Isso é comum a quem empresta dinheiro porque é preciso ter uma logística econômica nesse processo. 

Isso se dá por conta da inflação. Medida pelo IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo) aqui no Brasil, a inflação representa a desvalorização da moeda brasileira em poder de compra, medido em determinado período.

Isso representa uma desvalorização do dinheiro enquanto estiver com o devedor. Portanto, por isso que geralmente os juros são maiores que a inflação para que o credor de crédito receba um valor pelo menos equivalente ao que emprestou. 

Além de que, naturalmente, todo credor deve ser recompensado financeiramente por ter se arriscado ao realizar um empréstimo de capital. Por isso, o juros é importante para esses credores.

E, ademais, os juros simples também são usados por bancos, financeiras, lojistas (em lojas que fornecem crediário) e, também, para calcular a rentabilidade de investimentos. 

Qual a importância dos juros simples?

Os juros simples são uma base importante para outros cálculos da mesma natureza. Como existem formas diferentes de calcular o juros (simples e composto), é importante conhecer ambas as formas para entender qual será utilizada. 

E justamente por serem conceitos que andam juntos, entender os juros simples é essencial para também entender os juros compostos. 

Além de que, como são juros utilizados em contratos mútuos e operações de curto prazo (como duplicatas e empréstimos), é importante entender e saber como calcular para saber o quanto será pago de juros. 

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Como calcular?

O cálculo do montante de juros simples é, geralmente, ensinado na educação básica porque se trata de algo simples e essencial no cotidiano da maioria das pessoas, especialmente no âmbito financeiro.
Portanto, a fórmula do juros simples é: J = C × i × t

O que é importante saber é que:

  • J: é o valor inicial
  • C: é o capital
  • i: equivale à taxa de juros
  • t: tempo que será pago

Nessa fórmula o J equivale ao valor acrescido gerado sobre o valor inicial. Já o capital, que é o C, é o valor do dinheiro no momento. A taxa de juros, o “i”, é a porcentagem ou a remuneração sobre o capital e o tempo, o “t”, o prazo de capitalização do valor. 

Assim, com esse cálculo é possível chegar no resultado da capitalização simples através do capital, taxa cobrada e o tempo total da aplicação do valor. 

No momento da conta, é importante se atentar aos dados para que estejam corretos. Se o tempo, a taxa cobrada ou o valor estiverem equivocados, o valor final será alterado. 

Diferença entre juros simples e juros composto

Os juros simples e juros compostos são termos muito utilizados na matemática financeira. Isso porque a ideia de ambos é semelhante: ter uma taxa sobre o dinheiro emprestado como uma forma de remunerar quem disponibiliza esse valor.

Mas a diferença entre eles é como o cálculo é feito. Enquanto o juros simples é feito através de um cálculo linear e em cima do capital inicial, o juros composto é feito através de um cálculo diferente.

Nesse caso, o juros é aplicado no valor inicial e depois do valor total o juros é parcelado. Assim, não há diferença do valor de um mês para outro.

Já no juros compostos, o valor das parcelas aumenta mês a mês porque os cálculos são feitos de forma exponencial. Por isso são conhecidos como “juros sobre juros”, já que o cálculo é feito com o valor inicial mais o juros do mês anterior. 

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Como aplicar o juros simples? 

Apesar de ser um conceito amplamente conhecido, os juros simples são pouco utilizados no mercado financeiro e pode ser conhecido como regime de capitalização simples. Na maioria dos casos, as instituições financeiras utilizam o juros composto em seus cálculos.

Muitas vezes, no caso de ativos de investimentos, são utilizados os conceitos dos juros compostos para rendimento, como é o caso dos seguintes exemplos:

  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
  • CDB (Certificado de Depósito Bancários

Em alguns casos, pode ser usado em cálculos de juros básicos ou contratos de empréstimo mútuo. Ou seja, em cálculos e operações financeiras de menor complexidade.

Outro exemplo de utilização são os acordos de curta duração. Mas é inegável que na maioria dos casos as partes envolvidas utilizam do juros composto porque pode render muito mais do que os juros simples

 

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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