Opção do Copom: saiba mais sobre este produto financeiro

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Investir no mercado de derivativos pode ser uma alternativa interessante para diferentes perfis de investidores, todavia antes de começar a atuar no segmento, é útil ter conhecimento sobre os produtos que existem neste segmento de mercado. Nesse sentido, vale conhecer a Opção de Copom.

O que não é à toa, afinal a Opção de Copom é um produto que possibilita ganhos através das oscilações que ocorrem em importantes taxas da economia, assim é natural que este produto financeiro também faça parte da análise de profissionais da área, como o planejador financeiro, por exemplo.

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O que é a Opção de Copom

A Opção de Copom é um produto financeiro que existe no mercado de derivativos que possibilita a negociação da variação na taxa Selic Meta, sendo esta definida pelo Comitê de Política Monetária, o Copom. 

Dessa forma, ao negociar tal produto, o investidor consegue proteção contras as oscilações existentes na taxa Selic Meta.

Além disso, vale destacar que este tipo de produto pode ser utilizado em negociação de trade.

Todavia, é necessário reforçar que estas operações possuem um risco elevado, assim é importante que o investidor tenha conhecimento elevado sobre o assunto para amenizar estas questões.

Compreendido isto, é importante destacar qual o papel do Copom e da Taxa Selic para a economia nacional e como eles constroem este produto.

Copom

O Comitê de Política Monetária é um conselho composto por diretores do Banco Central do Brasil, o Bacen, que se reúne ao longo do ano para analisar e implementar medidas visando o desenvolvimento da economia nacional.

As reuniões realizadas por esse grupo acontecem a cada 45 dias, isto é, oito vezes ao longo do ano, sendo que às três principais atribuições do Copom são:

  1. Implementação da política monetária do governo;
  2. Analisar os relatórios referentes aos índices de inflação do Brasil;
  3. Definição da meta referente a taxa Selic, também conhecida como taxa Selic Meta.

Para isto, este grupo de diretores tem acesso a uma série de apresentações e estudos técnicos sobre as perspectivas econômicas, incluindo a nacional e internacional.

Após estudar tal material, os diretores se reúnem e tomam as decisões sobre quais rumos a economia nacional deveria tomar em relação a tal contexto.

Ou seja, os membros do Comitê de Política Monetária analisam aspectos macroeconômicos, e, através destas informações decidem os rumos da política econômica nacional.

Ainda vale destacar que cada participante tem direito a voto, sendo que as escolhas de cada membro é divulgada posteriormente.

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Taxa Selic

Como visto no tópico anterior, os membros do Copom definem importantes questões da economia nacional, porém, talvez a Taxa Selic seja a mais impactante de todas.

O que não é à toa, pois esta é considerada a taxa básica de juros da economia nacional, isto é, a taxa que serve de base para todas as outras existentes no Brasil.

Dessa forma, esta taxa tem influência direta na rotina da população, pois suas oscilações impactam diretamente no controle da inflação.

Ou seja, através da Taxa Selic o Estado busca controlar os indicadores de inflação, caso isto saia do controle, a tendência é que o poder de compra da população perca força, fator que, no médio prazo, tende a causar crises econômicas.

Assim, é possível entender o porquê das decisões acerca da taxa Selic terem tanta relevância nos encontros do Copom.

Além disso, vale destacar que a taxa Selic pode ser dividida em outras duas taxas, sendo que cada uma possui objetivos diferentes.

No caso são a taxa Selic Meta e a taxa Selic Over.

Portanto, é útil conhecer separadamente cada uma destas taxas, especialmente a Meta, pois esta tem influência direta na Opção do Copom.

Taxa Selic Meta

A taxa Selic Meta é a taxa com maior importância na economia nacional. Não à toa, é frequentemente noticiada e tem maior impacto na vida da população.

Definida pelo Copom, esta taxa é o valor que os diretores do Banco Central do Brasil definem que o montante que o governo deve pagar de juros, quando o mesmo pegar dinheiro emprestado.

Dessa forma, quando o governo pega dinheiro emprestado, o mesmo deverá pagar um valor acrescido de juros.

Ainda vale destacar que esta é uma prática comum do Estado, utilizada especialmente para manter suas atividades em funcionamento.

Não à toa, este valor é geralmente direcionado para áreas como:

  • Educação;
  • Saúde;
  • Infraestrutura;
  • Auxílio na manutenção das atividades referentes aos três Poderes (Legislativos, Executivo e Judiciário).

Assim, é possível perceber o porquê desta taxa de juros influenciar em diferentes operações do mercado.

Além disso, é importante destacar que a dívida do Estado é baseada na Taxa Selic.

Portanto, esta se torna a taxa balizadora dos juros cobrados no Brasil, isto é, as outras taxas possuem juros mais elevados, pois representam um risco maior.

Taxa Selic Over

Por sua vez, a taxa Selic Over é a taxa utilizada pelo setor bancário, voltada para negociações existentes entre as instituições financeiras.

Ou seja, esta taxa serve para que o mercado interbancário realize suas operações diárias, alastrando essas negociações aos títulos públicos federais.

Para ficar mais claro, é importante entender na prática como corre este processo.

No Brasil, todos os bancos devem depositar parte do dinheiro que está sob custódia ao Bacen.

Todavia, por serem instituições que movimentam um volume elevado de dinheiro ao longo de um dia, é natural que existam situações em que o banco possua mais ou menos capital, se comparado ao valor de quando o dia começou.

Assim, existem situações em que o banco necessita depositar sua parte ao Bacen, porém, pelo volume financeiro movido naquele dia não há essa quantia.

Dessa forma, este banco pega empréstimos de curtíssimo prazo e com risco baixo, conseguindo equalizar as finanças para aquele dia.

Tal prática é comum no setor, conhecida como overnight.

São em casos assim que a taxa Selic Over “entra”, afinal é esta taxa que define os juros referentes a estes empréstimos de curto prazo.

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Como funciona a Opção do Copom

Opção do Copom: saiba mais sobre este produto financeiro

Entendido como funcionam a Taxa Selic é o Copom, é importante compreender como funciona a Opção do Copom, pois este produto é diretamente relacionado a estes dois fatores.

Inicialmente, vale destacar que neste tipo de produto o mercado projeta a variação que a taxa Selic Meta sofrerá após o encontro do Copom.

Dessa forma, traders conseguem avaliar especular a cada reunião dos diretores do Bacen, visando assim obter ganhos através das variações.

Neste contexto, o prêmio pode variar de acordo com uma escala de 0 a 100, sendo que cada ponto equivale ao valor de R$100.

Assim, só é possível obter lucro nesta operação em caso de acerto, pois, o payoff da Opção do Copom é do estilo “tudo ou nada”, também conhecido como “cash-or-nothing”.

Ou seja, quem erra sua escolha acerca da variação tem seu investimento zerado.

Enquanto, o comprador que acertar a variação, receberá o valor de 100 pontos, que representa o montante de R$10 mil.

Este dinheiro é executado de forma automática e cai na conta do investidor no dia seguinte à reunião do Copom.

Tal operação é tão “rápida” que não há nem a necessidade da troca de titularidade de ativos.

Ainda vale destacar ser possível negociar uma Opção do Copom até o dia útil anterior ao vencimento deste produto financeiro, isto é, investidores conseguem comprar tal ativo ainda no dia da reunião do conselho.

Além disso, é útil entender sobre as vantagens e desvantagens deste tipo de negociação.

Vantagens e desvantagens da Opção do Copom

É possível concluir que a grande vantagem de se investir em uma Opção do Copom da B3 é a possibilidade de obter lucro com as variações da taxa Selic, independente se estas são de alta e baixa.

Por ser uma operação de curto prazo, outra vantagem é a possibilidade de obter lucro em um curto espaço de tempo.

Além disso, este tipo de produto financeiro é útil para quem busca uma estratégia de proteção frente às variações nas taxas de juros.

Por fim, vale ressaltar que as perdas são limitadas, pois, o investidor perderá apenas o valor pago no prêmio.

Ou seja, há um limite para o prejuízo que o investidor pode ter nesta operação.

Contudo, é importante reforçar que este tipo de operação é voltada para especuladores, isto é, os riscos são elevados.

Portanto, o indivíduo deve considerar se este tipo de investimento faz sentido para o seu perfil de investidor e estudar sobre o tema.

Quem pode investir neste tipo de produto

A Opção do Copom é um investimento aberto para qualquer investidor ou instituição financeira que deseja este tipo de produto financeiro.

Assim, é necessário apenas ter conta aberta em uma instituição financeira ou plataforma que realiza a negociação de derivativos.

Todavia, antes de realizar uma negociação desse tipo, o investidor deve ter atenção a alguns pontos, sendo possível destacar, por exemplo:

  • Este tipo de negociação só pode ser executada no dia do vencimento;
  • As negociações de compra e venda podem ocorrer até o dia útil anterior ao vencimento;
  • O vencimento ocorre no dia útil após o fim da reunião do Copom.

Portanto, antes de investir em uma Opção do Copom, o investidor deve se atentar ao formato deste tipo de negociação e analisar se o mercado de derivativos faz sentido dentro do seu perfil.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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