Payback: conheça tudo sobre esse importante índice de desempenho

PAYBACK: conheça tudo sobre esse importante índice de desempenho
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Existem diversas ferramentas e métodos para se calcular a viabilidade de uma aplicação financeira, dentre tantas possibilidades, uma, em especial, merece destaque: o payback.

Isso porque são técnicas como o payback que permitem ao investidor ter uma noção maior de quanto tempo será necessário para ter retorno no capital investido em uma aplicação.

O que é o payback

Como o próprio nome já indica, o payback, ou payback simples, é um método que indica o período necessário para que o investidor recupere o valor do capital investido, isso é, o tempo que será necessário para que os rendimentos sejam iguais ao capital inicial alocado.

Dessa forma, esse método se torna de suma importância para investidores, agentes do mercado e empresas.

Afinal, essa é uma ferramenta utilizada antes da realização do investimento e que permite com que o investidor tenha noção do tempo mínimo que será necessário para que obtenha retornos no valor investido.

Vale ressaltar ainda que o payback é uma das principais ferramentas utilizadas por investidores experientes, sendo que esse índice se posiciona entre os principais do mercado financeiro.

Portanto, é essencial entender como se calcula o payback.

Cálculo do payback

Sendo um dos cálculos mais relevantes do mercado financeiro, o cálculo payback é determinado de acordo com a faixa de tempo que será a necessária para se recuperar o valor investido.

Com isso, esse método não considera as variações que ocorrem com o valor do dinheiro ao longo do tempo.

Além disso, vale ressaltar que quanto menor for o tempo de resgate, menor será o risco acerca do investimento realizado, deixando assim a aplicação mais atrativa.

Enquanto, se o cálculo apresentado é maior, o risco sobre o investimento sob ele aumenta.

Para chegar a esses resultados, é necessário entender como funciona a fórmula desse método.

fórmula

calculadora payback nada mais é que a seguinte divisão:

  • PB = investimento inicial/ganhos no período

Para entendermos o “ganhos no período” é fundamental compreender como funciona o fluxo de caixa de um negócio, afinal o método está diretamente ligado a esse dado.

Assim, se o investimento inicial é de R$50.000, em uma empresa que tem um saldo médio de fluxo de caixa de R$5.000, considerando um fluxo referente ao período de um ano, é possível chegar ao seguinte resultado:

  • PB = 50.000/5.000 = 10 meses

Dessa forma, o investidor saberá que para ter o retorno do valor aplicado terá que esperar um período de dez meses.

Ainda vale ressaltar que são naturais oscilações nos primeiros meses do investimento, sendo que a tendência ao longo do tempo é sempre é se equilibrar de acordo com o cálculo feito.

Outro fator essencial ao se analisar é a capacidade e eficiência da empresa em alocar capital.

Por exemplo, se um negócio investe R$300.000 em um projeto que economiza um montante de R$100.000 no período de um ano, essa empresa vai demorar três anos para recuperar o valor inicial investido.

Enquanto, se um outro negócio investe a mesma quantia, R$300.000, porém a economia é de R$150.000, o tempo para recuperar todo valor investido será de dois anos.

Assim, esse segundo negócio tende a ser uma oportunidade mais atrativa aos investidores, especialmente pela capacidade em gerir capital por parte da empresa. Além do menor tempo necessário para se resgatar o valor que foi investido.

Além de saber calcular, é essencial entender as vantagens e desvantagens de se utilizar o payback simples.

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Vantagens e desvantagens do payback

PAYBACK: conheça tudo sobre esse importante índice de desempenho

Visto o que é e como se calcula, é necessário também reforçar os pontos positivos e negativos de se utilizar esse método.

Afinal, entender a melhor forma de utilizar uma ferramenta com tamanha relevância é fundamental para quem busca bons resultados no mercado financeiro, seja com o propósito de investimentos ou de atuar profissionalmente.

Vantagens

Existem diversas vantagens em utilizar o payback simples em uma análise. E entre essas opções, é possível destacar três:

  1. Praticidade;
  2. Tempo;
  3. Análise de risco.

Praticidade

Uma das principais vantagens desse método é como o conceito e o cálculo que são utilizados tendem a ser de fácil compreensão.

Algo que não é tão comum para indicadores de desempenho que têm esse mesmo objetivo.

Com isso, essa técnica se torna uma ferramenta possível tanto para investidores iniciantes, quanto para quem está há anos no mercado.

Tempo

Como apontado anteriormente, o principal objetivo do payback simples é calcular o tempo que levará para recuperar o valor inicial aplicado em um projeto.

Portanto, é natural que essa seja uma das grandes vantagens desse método.

Afinal, isso permite ao investidor um entendimento maior sobre o ativo, assim, chegando ao projeto que se encaixa melhor em seu perfil.

Além de contribuir na construção de um bom planejamento financeiro.

Análise de risco

A partir do momento que se é entendido o tempo para se ter retorno em relação ao investimento realizado em determinado projeto, os riscos caem consideravelmente.

Ou seja, o investidor terá uma noção maior sobre as volatilidades que existirão ao longo do tempo, com isso tendo o entendimento do que é natural e o que se tornou um risco.

Tal vantagem faz com que essa ferramenta seja muito utilizada pelo investidor conservador, todavia, não é regra. Assim, até os perfis mais arrojados têm a prática de considerar o payback simples em suas análise.

Desvantagens

Assim como em qualquer outro indicador de desempenho, o payback também possui desvantagens, das quais é possível listar três:

  1. Desconsiderações de dados econômicos;
  2. Faixa de tempo limitada;
  3. Aplicação.

Desconsiderações de dados econômicos

Como no payback simples não estão incluídas variações posteriores referentes ao fluxo de caixa, isso faz com que esse método tenha algumas lacunas.

Das quais, é possível elencar, especialmente, a desconsideração do fluxo de caixa após a recuperação do valor investido inicialmente.

Assim, não há como saber, através dessa ferramenta, se o negócio seguiu dando lucro após o investimento ser quitado.

Faixa de tempo limitada

A partir do momento em que não é possível entender como o investimento renderá a partir do resgate do valor inicial investido, essa ferramenta ganha uma validade de tempo.

Ou seja, o payback simples geralmente não é tão aconselhado para análise de projetos de longo prazo.

Aplicação

Além disso, o fato de não serem considerados diversos dados faz com que a aplicação dessa ferramenta seja limitada.

Dessa forma, uma das grandes desvantagens do payback simples é o fato dele ser incompatível com projetos de alta complexidade e de grande porte.

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Payback descontado

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Visto o que é payback simples, vale ressaltar a existência de um outro tipo de ferramenta, o payback descontado.

A principal diferença em relação ao payback simples é que no payback descontado são consideradas oscilações no valor do capital ao longo do tempo.

Assim, fatores como:

  • Fluxos operacionais;
  • Fluxo de caixa;
  • Investimento inicial;
  • Taxa de desconto.

São fatores que se tornam necessários no momento de se realizar o payback descontado. Sendo que a taxa de desconto geralmente é informada pela empresa, além de ser considerada como custo médio.

Caso a análise seja sob uma instituição financeira, também é relevante analisar dados como, taxa de poupança.

Para esse tipo de cálculo, é de extrema relevância o entendimento acerca de como funciona a fórmula dos juros compostos.

Assim, como na fórmula payback simples, existem vantagens e desvantagens ao utilizar o payback descontado.

Vantagens

Da mesma forma que o payback simples, o payback descontado também é uma metodologia de fácil entendimento, no qual a fórmula utilizada é de fácil compreensão.

Portanto, pode-se elencar essa como sua principal vantagem, afinal permite sua utilização por parte de um público maior.

Além disso, serão utilizados os juros compostos para se analisar o fluxo de caixa, assim o crescimento ao longo do tempo tende a ser maior.

Do mesmo modo que também é possível entender melhor negócios de grande porte ao utilizar ele, ainda mais em comparação com o payback simples.

Ainda assim, existem indicadores de desempenhos mais recomendados para esse tipo de análise.

Desvantagens

Tal qual o payback simples, questões ligadas a faixa de tempo são uma das grandes desvantagens desta metodologia.

Especialmente porque não são consideradas as variações no fluxo de caixa após a recuperação do capital inicial.

Portanto, é uma ferramenta falha quando pensado no longo prazo.

Além disso, esse indicador considera de modo distinto os fluxos recebidos em tempos diversos, assim podendo causar uma distorção no que se é analisado.

Ainda assim, o payback, seja simples ou descontado, segue como uma das ferramentas de maior relevância do mercado financeiro. Não à toa, é utilizada em análises feitas tanto pelo investidor iniciante, quanto por profissionais, como os analistas de investimentos.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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