Reserva de Emergência: o que é e por que possuir uma?

Reserva de Emergência: o que é e por que possuir uma?
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Um ponto muito recomendado para pessoas que desejam alcançar a independência financeira, sejam elas investidoras ou não, é possuir uma reserva de emergência.

Mas a reserva de emergência não serve somente para isso, afinal, ela é essencial para que uma pessoa passe por situações emergenciais sem prejuízos para o bolso, evitando cair em dívidas.

O que é uma reserva de emergência?

Reserva de emergência é uma quantia de dinheiro considerada essencial que todos tenham em mãos para eventuais emergências financeiras que podem acontecer.

Dentre as possíveis situações que podem acontecer e que se torna útil possuir um fundo de emergência, podemos citar:

  1. um acidente de carro;
  2. ser demitido do emprego;
  3. necessidade urgente de reforma em sua residência ou troca de algum equipamento; e
  4. falecimento de algum colega ou familiar.

Além disso, possuir um fundo emergencial pode ser algo importante para momentos como a aposentadoria, por exemplo.

Afinal, por meio dessa reserva é possível passar por momentos inesperados de forma segura e sem afetar de forma direta suas finanças, evitando cair em dívidas ou precisar de empréstimos para manter as contas positivas.

Por que é aconselhado ter dinheiro em caso de emergências?

A primeiro momento, devemos analisar que esse tipo de fundo serve para prevenir a pessoa contra eventuais situações que não foram previstas em um planejamento financeiro.

Essa reserva funciona de maneira parecida a uma proteção, evitando com que ele tenha prejuízos financeiros. Por isso, é altamente aconselhado que todas as pessoas possuam um montante emergencial, a fim de evitar maiores problemas.

E isso se dá uma vez que acasos não podem ser previstos ou evitados, mas é possível diminuir os danos causados por eles.

Agora, se nada acontecer, a pessoa não sai em prejuízo também. Aliás, muito pelo contrário, ela se beneficia bastante se não tiver nenhum imprevisto ou problema.

Afinal, caso ela possua essa reserva, o dinheiro estará rendendo por se encontrar em um investimento que, na maioria dos casos, é conservador e mais seguro dos que os demais.

Contudo, vivemos em um país onde poucas pessoas estão preparadas para eventuais imprevistos. De acordo com dados da Anbima, cerca de 52% dos brasileiros não possuem uma reserva emergencial.

Isso porque vivemos em um país onde, normalmente, o “agora” é priorizado e poucas pessoas se preocupam com o futuro. Isso pode gerar um grande prejuízo financeiro para as pessoas caso ocorra alguma situação inesperada.

Portanto, é aconselhado contar com uma quantia destinada a reserva de emergência em um planejamento financeiro, a fim de que ele seja realmente efetivo.

Quanto eu devo ter de reserva de emergência?

De acordo com alguns especialistas, o cálculo da reserva de emergência deve somar, pelo menos, seis meses dos custos mensais fixos que o indivíduo possui.

A intenção de tal valor é justamente para possuir uma segurança e tranquilidade caso surjam eventuais problemas.

Porém, dependendo da situação da pessoa, da família e dos objetivos e planos que ela possui para o futuro, pode ser aconselhado dobrar o valor, tendo então o equivalente a 12 vezes o custo fixo.

Vale lembrar que o custo fixo é tudo o que é necessário pagar a cada mês e que os valores mudam com pouca frequência, quando são alterados.

Como exemplos aqui temos: aluguel, preço do condomínio, contas de consumo como internet e energia, entre outros.

Agora, para ficar mais fácil de entender, vamos a um exemplo prático.

Uma pessoa precisa de, pelo menos, R$3.000 por mês para manter a qualidade de vida. Nesse caso, é aconselhado que ele possua seis vezes o valor para se manter seguro, chegando a um total de R$18.000 na reserva.

Como guardar dinheiro de forma efetiva?

De maneira geral, a forma mais efetiva de se guardar a reserva de emergência é aplicando-a em algum título que possa trazer rentabilidade sobre o valor aplicado, permitindo que o dinheiro renda enquanto não é usado.

Além da rentabilidade, isso permite que o dinheiro esteja em um local seguro e que não seja utilizado se realmente não se tratar de uma emergência.

Contudo, é preciso considerar quatro características fundamentais na hora de escolher o título de aplicação da reserva de emergência. Assim ele precisará:

  1. não ter volatilidade;
  2. possuir alta segurança;
  3. ser de curto prazo e de resgate facilitado; e
  4. possuir uma boa liquidez.

Assim, para a pergunta de onde investir a reserva de emergência, temos algumas possibilidades como:

  • tesouro Selic;
  • fundos DI, que normalmente são de renda fixa;
  • títulos de crédito privado de liquidez diária; ou
  • poupança.

No caso da poupança, ela não é a opção mais recomendada, afinal, a utilizando é possível perder oportunidades de melhor rentabilidade, uma vez que ela rende somente uma vez por mês.

Agora, tendo em vista que o Tesouro Selic é o investimento mais seguro em nosso país, ele é considerado por alguns profissionais do mercado financeiro como o melhor investimento para reserva de emergência.

Afinal, por meio desse título, o investidor somente não recebe o dinheiro de volta caso país quebre, algo que é menos provável do que um banco ou entidade financeira.

Por outro lado, esse tipo de aplicação possibilita resgatar o dinheiro diariamente e tem uma rentabilidade diária, ou seja, a cada dia o valor investido pode aumentar.

Dicas para fazer a sua reserva de emergência

Agora, após entendermos melhor sobre esse montante tão importante e recomendado para todos, separamos abaixo uma série de dicas as quais você pode seguir para criar a sua reserva agora mesmo.

Antes de guardar dinheiro de fato, é necessário realizar um bom planejamento financeiro. Assim, todas as contas devem ser organizadas, e pagas, bem como é necessário entender qual o valor recebido mensalmente, tirando impostos, e todos os gastos.

Esse é um ponto muito importante, uma vez que, sabendo exatamente os gastos, se torna mais fácil realizar os cálculos e planejamentos financeiros, cortando consumos desnecessários.

Dito isso, podemos seguir para os passos seguintes, que são:

  1. realizar um comparativo entre ações, títulos, ativos e outros possíveis investimentos a fim de encontrar o melhor;
  2. estipular um valor que será guardado a cada mês, sendo uma meta realista conforme as contas; e
  3. aplicar, mensalmente, a quantia definida nos investimentos para reserva de emergência.

Vale dizer que a pessoa deve ter comprometimento para sempre depositar o valor na aplicação escolhida.

Uma outra alternativa para começar a juntar sua reserva, além de reduzir gastos, é aumentar sua receita mensal. Esse é considerado como um passo mais rápido para aumentar o valor da reserva.

Uma boa dica, nesse caso, é vender produtos e artigos não mais utilizados, trabalhar como motorista de transporte ou entregas, entre outros.

Porém, vale pontuar que esse caminho pode ser mais exaustivo quando somado a fonte de renda primária da pessoa.

Quando retirar o dinheiro da reserva e o que fazer após utilizá-lo

Quando falamos sobre situações as quais pedem que seja retirado o patrimônio acumulado no fundo, devemos ter em mente que elas são situações ocasionais e singulares.

E o aconselhado a se fazer sempre que retirados recursos do fundo é dar prioridade para a sua reposição. Afinal, você precisará ter o valor novamente para se manter em segurança contra acasos.

Por isso, nunca deixe o seu fundo totalmente zerado, pois isso pode gerar dívidas ou outros problemas.

Sendo assim, a reserva de emergência deve caminhar junto de um bom planejamento das finanças pessoais a fim de possuir uma vida financeira saudável.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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