RH: o que é e qual o impacto da LGPD sobre esta área?

RH: o que é e qual é o impacto exercido pela LGPD sobre esta área?
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A área de gestão de pessoas dentro de uma empresa, mais conhecida como RH, possui ampla importância para a saúde das empresas.

Afinal, conforme o tempo foi passando e as tecnologias se desenvolvendo, a área de RH das empresas passaram a perceber, valorizar e desenvolver, cada vez mais, tudo que o ser humano é capaz de fazer dentro de uma instituição.

  1. O que é RH?
  2. O que um profissional de Recursos Humanos faz?
  3. Qual a formação necessária para ser um profissional dessa área?
  4. Quais conhecimentos necessários ao profissional de RH?
  5. Quais cargos o profissional especializado nesta área pode possuir?
  6. Qual a relação entre RH e a LGPD?
  7. Qual a importância desta legislação para uma empresa de RH?
  8. Como adequar o RH à LGPD?

O que é RH?


O que é RH?

RH é sigla para Recursos Humanos, isto é, todas as pessoas que compõem uma organização. Quando falamos sobre essa área, normalmente estamos nos referindo à gestão dessas pessoas, setor que tem como finalidade alinhar as políticas da empresa com os colaboradores, buscando um bem comum.

Para chegar a esse objetivo são aplicadas uma série de técnicas e práticas. Em suma, o resultado procurado é a administração dos comportamentos dentro da instituição, a fim de potencializar dons e talentos do ser humano.

E é através deste aspecto que pessoas especializadas em Recursos Humanos realizam o que é chamado de investimento no bem-estar de colaboradores, ou seja, da equipe de trabalho de uma empresa.

Com isso é possível alcançar uma maior produtividade de cada pessoa, explorando principalmente seus pontos positivos, tendo sempre como finalidade gerar um maior lucro.

Mas apesar de gerar benefícios diretos para a organização, por muitos anos essa área foi desvalorizada nos mais variados ramos. Afinal, por muito tempo os superiores tinham uma visão de que este setor apenas gerava custos e gastos, sendo então algo desnecessário para a empresa.

Dessa maneira, não era raro que uma empresa demitisse toda a equipe de Recursos Humanos e colocasse as funções deste cargo para outras pessoas.

O problema é que essa ação fazia com que as ações tomadas não fossem totalmente efetivas. Afinal, estes profissionais não possuíam o conhecimento aprofundado na área.

Assim, a consequência direta era que a empresa não obtinha o objetivo desejado pelas ações, o lucro mensal.

O que um profissional de Recursos Humanos faz?


Apesar da área de gestão de Recursos Humanos ser conhecida por profissionais de diversos ramos, normalmente existe um erro ao pensar quais atividades são desenvolvidas por esta área.

Engana-se quem acredita que o RH serve apenas para contratar pessoas. Essa é uma visão do passado. Na verdade, a atuação dessa área é vista principalmente como uma ponte entre as empresas e seus respectivos funcionários.

Assim, é feita a gestão das pessoas que trabalham naquela organização, priorizando que sejam concebidos ambientes que favoreçam tanto a criação como a produtividade.

Os profissionais de recursos humanos visam através desse espaço de melhor produtividade, que sejam elaboradas iniciativas que motivem, valorizem e conservem os talentos da empresa.

Dessa forma, atualmente existe o chamado RH Estratégico uma vez que, por meio dele, perfis mais compatíveis à cultura da empresa são contratados, enquanto os talentos são auxiliados através de avaliações de desempenho.

A intenção como um todo, desde a contratação até o acompanhamento, é desenvolver o profissional e valorizar o ambiente de trabalho. Os resultados aqui são motivação, engajamento e, consequentemente, maior produtividade e lucro.

As principais funções do RH incluem:

  1. provisão de recursos humanos;
  2. aplicação dos talentos, capitais e recursos humanos;
  3. gerar benefícios e bonificações para motivar os funcionários;
  4. realizar a conservação e sustento dos recursos humanos;
  5. promover o desenvolvimento, tanto em âmbito pessoal como organizacional;
  6. monitorar as métricas e estratégias utilizadas pela empresa.

Cada uma destas atividades compõem o dia a dia de um profissional do ramo que, por sua vez, tem ganhado cada vez mais importância no mercado de trabalho.

Qual a formação necessária para ser um profissional dessa área?


Para ser um profissional de gestão de RH é necessário, primeiro, ter uma graduação. Para isso, deve ser feito o curso de Gestão em Recursos Humanos que dura, em média, cerca de três anos.

Através desta formação o estudante terá um ensino voltado para todas as atividades que são exercidas por profissionais dessa área, sendo então suficiente para que ele atue nela.

Mas existem ainda algumas outras faculdades que podem ser cursadas para formar um profissional de Recursos Humanos, como:

  • Administração;
  • Pedagogia;
  • Psicologia;
  • Serviço Social;
  • Direito.

Por meio destas formações, serão adquiridos conhecimentos importantes, cada um à sua medida, para a profissão.

Também é possível cursar alguns cursos técnicos, como o de relações públicas, ou então o de gestão em Recursos Humanos. Porém, ambos são aconselhados principalmente para pessoas que estão sendo introduzidas na área e desejam ter uma base.

Para aqueles que querem se aprofundar mais no ramo, o ideal é optar por uma especialização em uma pós-graduação.

São várias as quais podem se relacionar à área, agregando conhecimento a um profissional já formado. Cada uma, porém, traz um foco diferente, possibilitando que o pós-graduando escolha a que mais se adapta aos seus objetivos.

Acima de tudo, é recomendado que o profissional do ramo esteja em constante desenvolvimento e evolução, principalmente por meio de formações extras.

Essas, por sua vez, podem ser alcançadas principalmente através de cursos de liderança, relacionamentos com sindicatos ou treinamentos sobre recrutamento e seleção.

Quais conhecimentos necessários ao profissional de RH?


Além da formação acadêmica e dos eventuais cursos complementares que um gerente de RH pode fazer, existem ainda alguns pontos os quais ele deve ter conhecimento ou desenvolver para ser um bom profissional, como:

  • ser comunicativo e desenvolver comunicação multi-áreas;
  • saber lidar com desafios de maneira positiva;
  • possuir uma boa administração do tempo;
  • passar confiança para os demais funcionários e companheiros de trabalho;
  • usar sempre da imparcialidade e objetividade;
  • ter gosto por aprender, uma vez que o recomendado é estar em constante desenvolvimento e aprendizado;
  • ser irrepreensível no quesito ético;
  • ter organização, tanto na vida pessoal como na vida profissional;
  • saber fazer uso do chamado “jogo de cintura”, ou seja, ser um bom mediador;
  • desenvolver habilidade subjetivas;
  • investir na qualificação com frequência e constância;
  • conhecer e, se possível, dispor dos principais certificados em outra língua, preferencialmente o inglês;
  • cuidar dos colegas de trabalho;
  • ser humilde;
  • aprender a dar e receber feedbacks;
  • estar sempre atento;
  • ser um bom líder;
  • tratar as outras pessoas com respeito.

Através dessa característica o profissional de RH poderá gerenciar processos e pessoas da melhor maneira possível.

Quais cargos o profissional especializado nesta área pode possuir?


Uma vez formado na faculdade e tendo adquirido o diploma, o estudante pode então começar a atuar no mercado de trabalho como efetivo dentro de uma empresa.

De tal forma, existe uma série de cargos e áreas de atuação as quais um profissional de recursos humanos trabalhar, como:

  • analista de recursos humanos;
  • assistente de departamento pessoal;
  • consultor de recursos humanos;
  • supervisor, ou analista, de cargos, salários e carreiras;
  • gestor de recrutamento e seleção;
  • analista de treinamento e capacitação;
  • gerente, ou diretor, de recursos humanos.

Existem duas formas as quais o profissional pode atuar: com uma atuação mais difundida, sendo responsável por várias funções de Gestão de RH, ou então se especializar em uma área, como:

  1. Departamento Pessoal;
  2. Remuneração, Benefícios e Áreas de Atuação;
  3. Treinamento e Desenvolvimento;
  4. Recrutamento e Seleção;
  5. Consultoria de Recursos Humanos.

Todos esses são segmentos que possuem suas atividades e funções próprias e, majoritariamente, são desempenhadas dentro de uma empresa principal.

Contudo, no último caso aqui citado existe a possibilidade de ser uma instituição com foco apenas nessa atuação.

E esse, por sua vez, é um tipo de serviço que tem sido desenvolvido e buscado cada vez mais por diversas organizações.

Afinal, o profissional deste ramo irá, principalmente, entender quais são as necessidades de quem o contratou a fim de criar alternativas e implementar a melhoria de soluções para os eventuais problemas.

Qual a relação entre RH e a LGPD?

Qual a relação entre RH e a LGPD?

Em vigência desde setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD apresenta uma série de regras sobre os direitos de privacidade e tratamento de dados dos titulares.

O principal foco da Lei é gerar uma maior proteção e privacidade, assegurando os direitos do titular dos dados e aplicando sanções em casos de descumprimento de suas normas.

Uma vez que regulamenta toda forma de tratamento de dados pessoais, também há efeitos da LGPD no RH e nas relações de trabalho. Isso porque trata-se de uma das áreas dentro das empresas que mais armazena dados pessoais.

Com isso, entendemos que a LGPD traz impactos e mudanças para essa área.

LGPD e impactos no RH

A seguir, falaremos mais sobre a LGPD e impactos no RH.

A maior mudança relacionada à área diz respeito aos sistemas e cadastros do Departamento Pessoal. Afinal, o banco de dados de uma empresa armazena dados sensíveis e pessoais de todos os funcionários da empresa.

Por exemplo, a partir do momento em que alguém se candidata para preencher uma vaga dentro da empresa, o departamento de Recursos Humanos já está coletando dados do candidato. Todos os processos que envolvem o tratamento de dados, portanto, necessitam de maior atenção.

Com o advento da Lei, se torna importante alterar a forma como são feitos vários procedimentos da empresa no RH, a fim de promover a segurança dos dados do titular. Isso inclui maior transparência e o consentimento de uso dos dados por parte do titular, direito assegurado pela Lei.

É de grande importância seguir todas as diretrizes da Lei, uma vez que, em caso de descumprimento, a empresa pode sofrer multas que podem chegar a um valor total de R$50 milhões, sem contar o prejuízo na imagem da empresa, que ficará manchada.

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Qual a importância desta legislação para uma empresa de RH?


De uma maneira geral, a Lei possui uma importância para todas as empresas que trabalham com dados, sejam eles de clientes ou de funcionários.

De igual modo, as mudanças relacionadas à LGPD nas rotinas do RH possuem a mesma finalidade: assegurar os direitos dos titulares dos dados pessoais.

Uma vez que uma pessoa, seja ele funcionário ou usuário, tem os seus dados protegidos devidamente em uma empresa, isso gera confiança.

Sendo assim, um dos valores que esta Lei possui para este setor em específico é melhorar a relação principalmente entre os funcionários e a instituição.

Dessa forma torna-se mais fácil desenvolver as funções de um gestor de Recursos Humanos e, por exemplo, aumentar as capacidades de uma equipe.

Afinal, se algum colaborador confia na organização na qual ele trabalha, a chance de que ele participe de treinamentos oferecidos pela empresa é maior, evoluindo seus dons e talentos.

Por outro lado, quanto maior for a aplicação da lei, maior será, consequentemente, a marca empregadora que a instituição possui.

E, de tal maneira, a imagem da companhia cresce até mesmo entre quem não é contratado por ela, se tornando então um destaque no mercado e podendo então aumentar o lucro mensal obtido através dos serviços oferecidos.

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Como adequar o RH à LGPD?

Principais mudanças e responsabilidades para a área de recursos humanos com o advento da LGPD

Como citado anteriormente, o impacto da LGPD no RH deve causar diversas mudanças quanto ao tratamento dos dados pessoais nesta área. 

Alguns dos cuidados para estar de acordo com a Lei incluem:

  1. quando necessário, pedir o consentimento do titular dos dados pessoais antes de coletá-los, deixando clara a finalidade pretendida diante da coleta;
  2. criar novas maneiras de armazenar tudo o que for coletado, seja de clientes ou de funcionários;
  3. mudar a prática de conservação de informações vigente na instituição;
  4. assegurar que, durante todo o tempo em que o funcionário estiver naquela organização ou que o cliente adquirir o serviço, os dados estejam protegidos devidamente;
  5. revisar todos os processos, a fim de adequar procedimentos de coleta e organização de dados.

Outros passos que podem facilitar a implantação da LGPD no setor de Recursos Humanos são:

  1. procurar por uma consultoria especializada;
  2. realizar um diagnóstico da situação atual da empresa quanto ao cuidado com dados;
  3. desenvolver um plano com todas as mudanças necessárias na forma de agir da empresa;
  4. listar eventuais situações de risco e mapear as fragilidades de cada setor que participa do tratamento de dados pessoais;
  5. saber como são coletados e armazenados os dados e qual área é responsável por cada etapa do tratamento destes;
  6. analisar se é utilizado algum sistema de proteção, como o uso de usuário e senha ou criptografia no banco de dados e contratar algum, caso não seja usado;
  7. Refinar principalmente os procedimentos que tratam de dados pessoais e sensíveis dos funcionários.

Por último, é necessário realizar treinamentos com todo o RH e a equipe envolvida no tratamento de dados pessoais, a fim de que todos estejam cientes e alinhados aos novos processos.

 

Carla Batistella
Carla Batistella
Carla Batistella é formada em Redes de computadores e MBA em gestão de projetos pela FGV, atua há 18 anos com tecnologia da informação, sendo os últimos cinco anos com projetos de compliance de segurança da informação. Estuda Privacidade e Proteção de Dados há algum tempo e é DPO EXIN. Atua em diversos projetos, auxiliando os clientes nas adequações de empresas e seus processos e negócios à LGPD.

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