TMA: saiba tudo sobre esse importante indicador financeiro

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Um dos maiores medos de investidores é realizar um investimento errado. Seja iniciante ou experiente, esse receio é natural, afinal ninguém entra no mercado financeiro para perder dinheiro. Assim, indicadores de rentabilidade têm grande utilidade no momento de se avaliar um investimento, e ganham ainda mais importância na questão de riscos. E entre esses indicadores, a TMA merece destaque.

Afinal, a TMA é uma das ferramentas que o investidor possui com maior utilidade no momento de buscar um investimento e, especialmente, evitar riscos.

O que é o TMA

TMA é a sigla para taxa mínima de atratividade, sendo que essa é a taxa que indica, em porcentagem, o retorno mínimo que um investimento tem que dar de rendimentos para que o negócio valha a pena ao investidor.

Dessa forma, esse indicador é utilizado em diferentes situações, sendo ele fundamental nos momentos de se realizar investimentos ou tirar um projeto do papel. Afinal, através da TMA é possível identificar riscos e possibilidades.

Além disso, a taxa de atratividade também pode ser utilizada em situações de financiamento e empréstimos, sendo que em casos assim esse indicador é considerado como a taxa máxima que o financiador está disposto a pagar.

Portanto, entender como se dá a formação da TMA se torna fundamental para profissionais que atuam no setor financeiro e investidores.

Normalmente a taxa de atratividade é fundamentada nas principais taxas de juros utilizadas pelo mercado. Assim, é possível citar quatro exemplos:

  • Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia;
  • TMF – Taxa Básica Financeira;
  • TR – Taxa Referencial;
  • TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo.

Ainda vale ressaltar que se há outra taxa de juros está exercendo impacto na economia no momento em que se está pesquisando sobre um investimento. Caso exista, provavelmente essa taxa de juros também impactará na taxa mínima de atratividade. Assim, é necessário considerá-la.

Ainda vale reforçar que a TMA sempre será a menor taxa que o investidor ou a empresa tem à disposição no momento de se avaliar um negócio.

Entendido o que é, se torna possível compreender como é o funcionamento da TMA.

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Funcionamento da taxa mínima de atratividade

Como não há uma fórmula exata no momento de se calcular a taxa mínima de atratividade, um grande número de investidores se utiliza da taxa básica de juros da economia, no caso a Selic, como base.

Especialmente porque ao estar atrelado à Selic, o investimento representa maior segurança.

E para ter um entendimento maior acerca disto, é necessário se levar em conta três componentes, sendo que estes têm impacto direto no momento de se avaliar a TMA. São eles:

  1. Custo de oportunidade;
  2. Risco do investimento/negócio;
  3. Liquidez.

Dessa forma, é necessário levá-los em consideração. Portanto, conhecê-los é fundamental.

Custo de oportunidade

Esse é o componente que indica se o retorno do que será investidor, valerá o custo de ter deixado outras oportunidades de lado, isso é, se a exclusão de outras opções para a escolha de uma em específico foi benéfica.

Dessa forma, esse fator é um dos mais relevantes no momento de se entender a taxa mínima de atratividade.

Afinal, através do custo de oportunidade é possível chegar ao valor que os mesmos investimentos em outras opções dariam de retorno, com isso conseguindo entender se o investimento realizado foi um bom negócio ou não.

Vale ressaltar que a escolha menos atrativa sempre será a TMA.

Risco do investimento/negócio

Através do risco do investimento, ou risco-TMA, é possível entender se o retorno de ganhos obtidos por um investimento valem os riscos envolvidos no negócio.

Dessa forma, quanto maior for o risco, maior será a remuneração esperada posteriormente. Com isso, mais alta a TMA será.

Liquidez

O componente da liquidez é o dado que vai indicar ao investidor quanto tempo ele terá que aguardar até que seu investimento inicial gere receitas, ou seja, se transforme em caixa.

Exemplo prático

Para reforçar o conceito que envolve a taxa de atratividade imagine a seguinte situação: um investidor conservador tem seu patrimônio alocado a um fundo de investimento que lhe dá um rendimento anual de 12%.

Ou seja, quando esse investidor for buscar novos investimentos, ele, provavelmente, irá atrás de negócios que lhe rendam mais do que 12% anualmente.

Portanto, é possível concluir que a TMA para esse investidor será de 12%.

Essa mesma ideia pode ser aplicada em investimentos realizados por empresas ou na atuação de profissionais do mercado financeiro.

Desvantagens da TMA

Assim como grande parte dos indicadores, a taxa mínima de atratividade também possui desvantagens.

Inicialmente é necessário apontar que a TMA não é um valor exato, mas sim uma estimativa. Portanto é fundamental que se tenha cuidado com essa diferença.

Outro ponto de desvantagem da TMA se dá no momento de se identificar investimentos promissores.

No caso do investidor, ele pode interpretar que um investimento com uma taxa de atratividade alta e sem retorno no curto prazo é um mau negócio, com isso descartando aquele negócio que poderia ser rentável no longo prazo.

O mesmo conceito vale para empresas. Muitas vezes os negócios buscam retornos no curto prazo, com isso projetos que possuem uma taxa mínima de atratividade elevada tendem a ser descartados com maior facilidade.

Assim, se perdem inúmeras oportunidades, especialmente em projetos que têm o fator inovação em sua estrutura.

Portanto, é necessário entender a TMA como uma ferramenta extra, no qual seu funcionamento é mais efetivo quando aliado com outros indicadores financeiros.

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Importância da TMA para o profissional do mercado financeiro

TMA: saiba tudo sobre esse importante indicador financeiro

O entendimento da TMA é um passo fundamental para quem busca atuar no mercado financeiro profissionalmente.

Especialmente porque este instrumento o auxilia no momento de apresentar as perspectivas de retornos acerca dos investimentos aos seus clientes, sejam eles investidores ou empresas.

Além disso, a taxa mínima de atratividade também o auxilia na hora de elencar bons negócios, sendo que esses conseguem aliar tanto rendimento quanto segurança.

Portanto, cabe ao profissional da área, seja ele um Agente Autônomo de Investimentos (AAI), gestor financeiro, consultor de investimento, entre tantas outras opções, saber interpretar e utilizar a TMA da melhor forma.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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