Ativos Financeiros: o que são, quais os tipos e como utilizar?

Ativos Financeiros: o que são, quais os tipos e como utilizar?
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Atualmente, a ação de investir é algo que tem se tornado cada vez mais comum entre as pessoas. Contudo, por vezes ainda existe um baixo conhecimento sobre essa área e os termos usados, como é o caso de um termo muito utilizado: “ativos financeiros”.

Por isso, por meio deste artigo abordaremos o que são os chamados ativos financeiros, um ponto de grande importância dentro do mercado financeiro e de capitais.

O que são ativos financeiros?

“Ativos financeiros” é um termo que se refere a todo ativo negociado no mercado financeiro e de capitais que é intangível. Alguns exemplos de ativos líquidos intangíveis são os depósitos bancários e ações.

Assim, tudo o que é intitulado como pertencente a essa categoria não possui presença física, exceto pelo documento ou papel que mostram a posse do ativo em si.

Além disso, essa documentação de representação do ativo não possui algum valor inerente ao produto em questão.

Para ficar ainda mais claro o que são considerados como ativos financeiros, trouxemos abaixo outros exemplos, como:

  1. moedas;
  2. ações;
  3. câmbio;
  4. títulos públicos e privados; e
  5. mercado de opções.

Sendo assim, é possível entender que o ativo é considerado financeiro somente em casos onde ele existe como direito econômico e quando o valor é obtido por meio de um direito contratual.

Vale lembrar ainda que, por se tratar de algo intangível, ele não existe fisicamente, mas recebe valor conforme a oferta e demanda do mercado que ele faz parte.

Quais os tipos de ativos financeiros?

A principal separação que existe quando falamos em tipos de ativos financeiros se dá entre os de renda fixa e os de renda variável. Na renda fixa os mais comuns são:

  • CRI/CRA;
  • debêntures;
  • fundos de renda fixa;
  • letras de câmbio;
  • poupança; e
  • títulos públicos.

Já para os de renda variável, normalmente recomendados para investidores com maior conhecimento sobre o mercado, temos:

  • ADR;
  • ações;
  • COE;
  • derivativos;
  • ETF; e
  • fundos de ações, multimercado ou imobiliários.

Todos esses 12 exemplos, no entanto, são possibilidades de aplicações, e vale lembrar que eles se diferenciam entre si no quesito de objetivos que o investidor possui.

Sendo assim, a principal recomendação é que a pessoa tenha um maior conhecimento sobre o perfil pessoal de investidor e também sobre cada um dos tipos de investimentos.

Contudo, somado a isso deve estar presente o objetivo almejado por meio da aplicação dos recursos, fator entendido como crucial na hora de decidir em qual local colocar capital e onde não.

Existe alguma outra forma de separação entre os tipos de ativos financeiros?

De acordo com o mercado, é possível separar ainda os ativos da seguinte maneira:

  • ativos geradores de renda;
  • para reserva financeira; e
  • ativos de crescimento.

A principal diferença entre eles se encontra na indicação entre cada um.

O primeiro é recomendado para quem quer ter uma renda periódica, enquanto o segundo é indicado para quem não quer gastar dinheiro e o terceiro é para quem deseja possuir um retorno de capital.

O que diferencia os ativos dos chamados passivos financeiros?

Quando falamos sobre ativo financeiro em âmbito empresarial, é necessário ter em mente que eles se juntam aos chamados passivos para gerar o balanço do patrimônio que a instituição possui mensalmente.

E para entender o que difere o ativo e passivo financeiro, seja em questões empresariais ou até mesmo na vida financeira pessoal, existe uma forma bem simples.

A primeiro momento, ativo é tudo aquilo que pertence a empresa ou pessoa, ou seja, os bens. Seja dinheiro físico, móveis, imóveis, ou dívidas a receber.

Por outro lado, os passivos são as obrigações, ou despesas. Alguns exemplos, aqui, são as contas a pagar ao final do mês, dívidas ou impostos.

Uma forma mais fácil de entender ambos os conceitos é assim: ativos são ações que fazem o dinheiro entrar e passivo é tudo aquilo que faz com que o dinheiro saia.

Ambos possuem grande valor tanto para pessoas físicas quanto jurídicas uma vez que servem como base fundamental para a elaboração do balanço mensal. Afinal, relacionando ambos os dados é possível chegar ao patrimônio líquido.

Como utilizar corretamente esse tipo de ativo?

Um dos maiores desafios quando falamos sobre esse assunto se encontra na administração de ativos financeiros. Mas, para que isso fique mais fácil, um ótimo conselho é possuir um bom planejamento financeiro.

Além disso, não é recomendado investir patrimônio sem antes conhecer e compreender qual o melhor tipo de aplicação de acordo com a situação que você está passando.

Outro ponto importante ao falarmos sobre utilização de recursos é entender qual o perfil de investidor, tendo em mente que existem três possibilidades: conservador, moderado ou audacioso.

Feito isso, o próximo passo é procurar pelo serviço de consultores de investimento, a fim de que eles ofereçam auxílio sobre onde investir.

Aqui é feito uma comparação entre cada uma das opções, tendo como base os rendimentos, custo de taxa de administração, incidência do IR e performance de cada uma das opções.

Existe diferença entre ativo real e financeiro?

Por fim, separamos um tópico onde abordaremos a diferença entre ativos reais e ativos financeiros. Afinal, é possível confundir facilmente os dois termos. A primeiro momento, é válido pontuar que ambos se encontram como tipos de ativos.

Sendo assim, como colocamos até o momento, os financeiros são, normalmente, títulos ou contratos negociados posteriormente no mercado financeiro e de capitais.

Além disso, eles são intangíveis, o que os faz não existirem de forma física e tendo uma representação apenas por meio de documentos que realizem um registro da posse do ativo.

Já os ativos reais, por outro lado, são os bens e direitos da chamada Economia Real, motivo do nome que eles recebem. Eles são, normalmente, algum bem material ou imaterial ou direitos, e ajudam na geração de receita.

Este termo é utilizado ainda como um sinônimo para investimentos alternativos de acordo com o contexto o qual ele é aplicado, mas faz referência a:

  • bens físicos;
  • direitos; ou
  • valores.

Cabe dizer que esse tipo de investimento não gera um ganho somente através da negociação dos ativos que passam por vendedores e compradores.

Em contraponto, tudo o que for obtido por meio dessas aplicações não é somente para quem o aplicou, mas para a sociedade como um todo, gerando um crescimento econômico.

É preciso ter em mente que os rendimentos dos ativos financeiros acontecem devido aos ativos reais, justamente por eles serem tangíveis. Logo, existe então uma relação entre ambos os pontos, apesar de serem diferentes.

E quais as diferenças entre ambos os termos?

As principais diferenças entre ambos encontra-se:

  1. na relação que cada um possui com o mercado financeiro;
  2. na taxa de liquidez de cada um; e
  3. possibilidade de rentabilidade.

Essas características estão interligadas, sendo consequência uma da outra. No primeiro ponto, os ativos financeiros sofrem com a volatilidade do mercado, enquanto os reais possuem baixa ou nula relação com o mercado tradicional.

Além disso, existe uma alta liquidez no ativo financeiro, mas devido a volatilidade ele se não se torna um investimento muito atrativo para algumas pessoas.

Já o ativo real possui baixa facilidade de venda, o que contribui para a segurança na aplicação e equilíbrio na carteira de investimentos.

Por fim, falando de rentabilidade, no investimento em ativo real ela é alta, principalmente por  não se relacionar com o mercado financeiro e a sua baixa liquidez.

Em contraponto, uma vez que os financeiros são impactados pela volatilidade, eles possuem interferência em seu rendimento.

Lembre-se que um dos principais tipos de ativos financeiros procurados para investimentos são os de renda fixa. Mas, antes de aplicar alguma quantia de capital, procure entender melhor sobre esse mercado.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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