Custo de oportunidade: o que é e como calcular?

Custo de oportunidade: saiba mais sobre está matemática financeira
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Estudar e comparar opções é uma prática comum para qualquer pessoa no momento de se realizar uma compra. No mercado financeiro não é diferente, mas nesse setor é relevante conhecer alguns cálculos e conceitos próprios, como é o caso do custo de oportunidade.

O custo de oportunidade é um conceito usado pelo investidor para entender quais opções do mercado são interessantes e o que ele perde em suas escolhas. Tal prática é tão relevante que conceitos aplicados nela costumam ser estudados para exames de certificação, como a CFP e outros.

O que é o custo de oportunidade

O custo de oportunidade nos investimentos é considerado o valor que o investidor “perde” ao optar por um ativo financeiro em detrimento de outras opções.

Ou seja, este é um conceito que considera que a partir do momento em que você lucra ao escolher um ativo financeiro, também pode sofrer perdas, isto é, deixando de aproveitar as oportunidades existentes em outros ativos.

Tal ideia faz com que este cálculo também seja conhecido como custo econômico.

Dessa forma, é necessário compreender como calcular o custo de oportunidade.

Como calcular o custo de oportunidade

Como apresentado, o custo de oportunidade busca mensurar o que foi deixado de ganhar ao se realizar um investimento específico.

Assim, para se calcular este indicador, é necessário colocar na balança a taxa de rentabilidade de outro investimento e como ela oscilou ao longo do tempo.

Nesta análise, é necessário comparar os investimentos com seus benchmarks. 

É comum que investidores utilizem a taxa SELIC para realizar este cálculo, já que se trata de um dos investimentos mais seguros no Brasil e de mais fácil acesso.

Todavia, neste conceito também devem ser considerados fatores que não entram no cálculo,  como o perfil do investidor e o conhecimento do mesmo sobre aquele ativo.

Ainda há a possibilidade de que nesta análise o investidor chegue à conclusão de que não há perdas ao optar por um ativo em detrimento de outro.

Situações assim são conhecidas como custo de oportunidade zero.

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Tipos de custo de oportunidade

Custo de oportunidade: saiba mais sobre está matemática financeira

O custo de oportunidade pode aparecer de diferentes formas, dessa forma cabe ao investidor estar atento aos tipos existentes.

Assim, é possível dividir em quatro partes, são elas:

  1. Aberto;
  2. Escondido;
  3. Contábil;
  4. Ambiental.

Aberto

Inicialmente, vale destacar este método aplicado em situação aberta, sendo este o tipo de investimento em que os valores são colocados de forma automática no momento em que se realiza uma operação de mercado.

Escondido

Por outro lado, no custo de oportunidade escondido ocorre o caminho oposto, isto é, existe complexidade para se chegar ao valor que o investidor “perdeu” ao realizar o trade-off.

Normalmente, este tipo de situação ocorre porque existem valores que foram colocados na operação e causam impacto, todavia foram colocados de forma prévia, ficando “escondidos” da análise.

Contábil

O custo de oportunidade na contabilidade é aplicado quando uma empresa busca compreender o valor que deixou de ganhar ao investir em uma opção específica.

Ou seja, é o capital perdido por optar por uma operação, deixando outras sem este investimento.

Ambiental

Ainda há a aplicação deste método em situação ambiental, que, como a própria ideia indica, considera o valor agregado quando se utiliza recursos naturais.

Como é o caso de empresas que se utilizam de fontes de energia ou exploram algum tipo de mineral.

Portanto, caberá ao investidor, profissional do setor ou, até mesmo, empresa, entender a melhor forma de utilizar o custo de oportunidade, optando, por fim, pelo investimento que trará os melhores resultados.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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