Design for Six Sigma: veja como funciona e qual sua importância

Design for Six Sigma
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Todo indivíduo envolvido com a criação de algo sabe o quanto isso é um processo delicado e que envolve uma série de desafios e obstáculos a serem vencidos. Por conta disso, o Design for Six Sigma se mostra essencial.

O motivo é que, na intenção de otimizar uma série de processos, o Design for Six Sigma garante maior simplicidade e eficácia não somente para o criador, mas para a equipe como um todo. Assim, o resultado atinge níveis muito mais altos de satisfação.

O que é Design for Six Sigma?

Design for Six Sigma é um processo, uma nova abordagem que tem como característica a auto disciplina e a facilidade para integrar todos os princípios. Uma das siglas para se referir ao Design for Six Sigma é DFSS. Por vezes, também pode ser chamado de DSS.

Assim, a elaboração de um design, de um novo produto, a repaginação de um projeto já existente ou até mesmo a elaboração de uma ideia, através da abordagem, tornam-se muito mais eficazes.

Além do mais, essa estratégia possui o foco voltado para a satisfação do cliente. Logo, para garantir que o atendimento seja feito de forma completa e eficaz, é preciso conhecer o público-alvo e definir as melhores estratégias voltadas especificamente para o grupo selecionado e suas particularidades.

Qual a metodologia utilizada no DSS?

Primeiramente, a metodologia do DSS surgiu a partir de uma necessidade extrema de otimização que muitas equipes sentiam. Sempre na hora de criar ou implementar algo novo, uma série de aspectos entravam no caminho e impossibilitavam que tudo ocorresse de maneira fluida e rápida.

De maneira mais clara, a empresa responsável por criar essa metodologia foi a Motorola. A partir do momento que o Design for Six Sigma foi criado, a marca se tornou muito mais relevante no mercado.

Portanto, é correto afirmar que o Design for Six Sigma foi criado como uma alternativa que visa possibilitar e otimizar o planejamento de um produto. A otimização visa acompanhá-lo desde o estágio inicial, até a realização de análises, etapas de criação, etc.

Quando utilizar o Design for Six Sigma?

Uma das maiores dificuldades das empresas atuais é saber qual o momento exato de dar início à aplicação do Design for Six Sigma. Para esclarecer de melhor forma:

  • Sempre que a empresa vai iniciar algum processo ou projeto do zero;
  • Quando um processo atingiu seu nível máximo de excelência, mas é necessário aumentar a produção ou substituí-lo por algo mais eficiente;
  • Quando é necessário realizar uma melhoria, ou seja, um reprojeto.

Principais tipos de Design for Six Sigma

Um dos maiores equívocos das pessoas, é justamente pensar que o Design for Six Sigma se resume em somente um tipo. No entanto, reconhecê-los e saber como aplicá-los, através de cursos e certificações, é a melhor forma e fazer com que trabalhem em em prol de uma mesma causa.

1. DMADV

Entre os métodos mais populares está, sem dúvidas, o DMADV.

A intenção do DMADV é desenhar um produto ou serviço de acordo com os requisitos do cliente, empregando formas de medição técnicas e com conclusões embasadas.

Outra questão muito importante para abordar é que o DMADV possui 5 fases que poucas pessoas conhecem. São elas:

  1. Define: etapa onde é necessário definir os objetivos e também quais as principais e mais realistas necessidades de cada consumidor. Além disso, o cronograma do projeto também é definido;
  2. Measure: como o próprio nome sugere, é a etapa para medir e determinar as necessidades de cada cliente;
  3. Analyse: nesse momento, ocorrem análises minuciosas e detalhadas sobre a execução de um determinado projeto. A intenção é, de fato, priorizar e definir ideias;
  4. Design: nessa parte, o objetivo é que um projeto seja desenvolvido de forma detalhada e com protótipos que sejam próximos à versão final;
  5. Verify: a partir desse momento, inicia-se a verificação de desempenho do projeto e também se todas as necessidades do cliente estão sendo devidamente atendidas.

2. IDOV

A segunda fase é o IDOV. Dentro dela há um processo minuciosamente composto por quatro fases que se caracterizam na identificação, desenvolvimento, otimização e validação.

  1. Identify: nessa fase, é necessário iniciar com o desenvolvimento formal;
  2. Design: momento em que as especificações do consumidor são devidamente transmutadas para um requisito e alternativa funcional;
  3. Optimize: utiliza-se um ótimo método para adquirir dados, bem como uma análise estatística diferenciada;
  4. Validate: validação de todos os dados coletados.

3. DCCDI

Por incrível que pareça, a metodologia DCCDI possui uma semelhança muito grande com a metodologia DMADV. Afinal, também possui fases que definem, medem e desenham. Em suma, a DCCDI é feita de 5 etapas:

  1. Define: os reais objetivos começam a ser definidos;
  2. Customer: momento em que se encerram as análises para que o cliente seja atendido;
  3. Concept: fase onde é necessário realizar uma revisão detalhada e atenta sobre as ideias que foram, até então, selecionadas;
  4. Design: essa etapa pega o design do processo que surge da etapa anterior e o submete a testes rigorosos para garantir que atenda às necessidades de todos os clientes. Ele também deve estar em conformidade com as especificações comerciais exigidas;
  5. Implementation: aqui, a implementação já se encontra devidamente finalizada. A comercialização do produto também já pode ser efetuada ao consumidor.

4. DMEDI

Diferente das outras abordagens, a DMEDI possui o foco voltado para que seja possível obter benefícios que sejam, de fato, competitivos para com os concorrentes. Assim como os outros, possui fases que são:

  1. Define: responsável por capta os principais objetivos do projeto, assim como nas metologias citadas anteriormente;
  2. Measure: momento em que são feitas medições dos mais variados parâmetros do projeto;
  3. Explore: produz o projeto para que ele seja devidamente viável;
  4. Develop: fase onde se começa a oferecer um projeto ideal e que consiga atender os requisitos do consumidor;
  5. Implement: momento de implementação, onde o produto passa a ser produzido de forma abundante.

O Design for Six Sigma oferece efeitos impressionantes para melhorar o desempenho de um produto ou serviço. Mesmo com a eficácia já devidamente comprovada em diversos casos de sucesso, muitas pessoas ainda insistem em evitá-lo.

No entanto, ele é capaz de oferecer ótimos retornos financeiros, bem como destacar a empresa como um todo em um momento econômico delicado. Por conta disso, saber como dominar o Design for Six Sigma é fundamental para ter um diferencial perante os concorrentes.

Diego Souza
Diego Souza
Diego Souza é Engenheiro de Produção, especialista em Gestão de Processos. Atua em indústrias na área de Excelência Operacional há 7 anos, com experiência em treinamentos e orientações de líderes de projetos com foco em resultados tangíveis. Tem formação como Lean Six Sigma Black Belt e utiliza ferramentas quantitativas e qualitativas de forma prática no dia a dia para suportar a tomada de decisão. No Certifiquei, tem como missão difundir os métodos de solução de problemas para contribuir com a formação profissional dos alunos, auxiliando-os alcançar um novo nível em suas carreiras.

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