Dividendos: saiba tudo sobre este tipo de renda passiva

Dividendos: Saiba Tudo Sobre Este Tipo de Renda Passiva
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Um dos principais atrativos do mercado financeiro é a possibilidade de ganhos, todavia, é necessário destacar que existem diferentes formas para o investidor alcançar este objetivo. Entre esses modos, atrelar os ganhos aos dividendos merece um destaque à parte.

Afinal, os dividendos são uma das formas de ganho mais populares entre aqueles que investem em renda variável com foco no longo prazo. Não à toa, é temática recorrente em provas de certificação para profissionais da área, como a CPA10 e CPA 20.

O que são dividendos

Empresas que negociam suas ações na bolsa de valores dividem parte do lucro líquido entre os acionistas, este valor dividido é conhecido como dividendos, sendo que este valor é distribuído de diferentes modos.

Normalmente, empresas que possuem a prática do pagamento de dividendos são estáveis, e, através destes proventos, buscam atrair novos investidores.

No Brasil, há uma legislação, voltada para área, em que obriga as empresas que têm suas ações negociadas a distribuir parte de seu lucro líquido entre os acionistas.

Todavia, como não há um percentual mínimo estipulado pela lei, as empresas se ajustaram, sendo que a média utilizada no Brasil é de 25%.

Assim, este tipo de provento tem ganhado cada vez mais espaço entre os investidores do mercado financeiro, se tornando um diferencial para muitos negócios.

Dessa forma, entender como funciona o pagamento de dividendos é relevante para aqueles que desejam obter renda passiva no longo prazo.

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Pagamento de dividendos

Como visto no início deste texto, a possibilidade de conseguir renda é um dos principais atrativos do mercado financeiro.

Assim, entender a forma de pagamento possibilitada pelos dividendos é relevante, especialmente, para aqueles que desejam este tipo de renda passiva.

Inicialmente, vale destacar que quanto mais ações o investidor possui da empresa, maior será seu retorno em forma de proventos.

Além disso, é relevante ressaltar a data dos dividendos, isso é, a frequência que este provento é pago aos seus acionistas.

Geralmente, instituições financeiras, como bancos, pagam este valor aos seus acionistas de forma mensal.

Contudo, o mais comum é que as empresas repassem este valor em períodos maiores, como, por exemplo, estes três tipos:

  1. Trimestral;
  2. Semestral;
  3. Anual.

Dessa forma, caberá ao investidor compreender qual o formate de recebimento se encaixa melhor em seu perfil.

Ainda há a possibilidade de montar uma carteira de investimentos com foco no recebimento deste tipo de provento, algo que possibilita tanto a elevação de ganho como a frequência.

Outro ponto relacionado a esta temática e que atrai muitos investidores é a tributação de dividendos.

Isso porque o governo brasileiro não cobra impostos sobre este valor, afinal a tributação já foi realizada durante as operações realizadas pela empresa.

Ou seja, o acionista recebe o valor “cheiro” sobre aquilo que tem direito.

Vale ressaltar que para ter maior segurança quando está procurando negócios deste tipo, existem informações de mercado que podem contribuir.

Informações para cálculo

Independente do contexto, alguns métodos podem auxiliar o investidor no momento de encontrar bons negócios. Nesse sentido é possível citar quatro, são eles:

  • Dividend Yield, o dividendo anual de um título sobre o seu preço atual;
  • Preço da ação;
  • Situação financeira do negócio;
  • Modelos de gestão da empresa.

Enfim, entendido como se dá o pagamento deste tipo de negociação e alguns fatores gerais de análise,  compreender os tipos de dividendos existentes também se faz importante.

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Tipos de dividendos

Dividendos: Saiba Tudo Sobre Este Tipo de Renda Passiva

Entender as formas possíveis de receber dividendos é de importância para aqueles que investem pensando neste tipo de renda.

Assim, é possível dividir das seguintes formas:

  • Dinheiro.
  • Ações;
  • Dividendo especial;
  • Outros proventos.

Dinheiro

Uma das principais formas de receber dividendos é através de dinheiro, sendo que este valor pode ser entrega aos acionistas de forma exata ou através de um percentual por ação que ele possui.

Ação

Outro modo popular para se pagar este tipo de provento é através de ações, isso é, a empresa paga em papéis os dividendos aos seus acionistas, sendo que a quantidade de títulos é proporcional com a porcentagem de ações que o investidor possui do negócio.

Dividendo especial

Normalmente, este tipo é pago quando a empresa teve uma receita não recorrente em seu lucro líquido, isso é, houve uma receita proveniente de um fator extraordinário, como a venda de um ativo, no balanço do negócio.

Assim, os dividendos pagos aos acionistas deste negócio sofrerão alterações, sendo que o valor será correspondente à porcentagem que cada um tem de títulos da empresa.

Outros proventos

Além desses três tipos, existem outros proventos que podem ser confundidos com dividendos. Entre eles, destaque para o Juros sobre Capital Próprio (JCP).

Com uma premissa semelhante ao que foi visto anteriormente, neste tipo de provento o acionista terá direito a uma parte do lucro líquido da empresa.

Contudo, neste caso o investidor tem 15% do Imposto de Renda (IR) taxado na fonte, isso porque a empresa em questão possui isenção fiscal.

Em situações deste tipo, é comum que a empresa divida uma porcentagem maior de seus lucros entre acionistas.

Outro ponto relevante para quem busca investir neste tipo de renda passiva é compreender como se dá o período de pagamento, isso é, a agenda de dividendos.

Agenda de pagamentos

Alguns termos são importantes para os investidores que buscam ações que paguem proventos dentro do mercado de capitais.

Entre esses, estão aqueles que traçam o caminho desde a empresa anunciar aquela operação, até a data de pagamento daquele valor aos acionistas.

Assim, é possível separar este processo nas seguintes datas:

  • Declaração;
  • Ex-Dividendo;
  • Registro;
  • Pagamento.

Declaração

A data de declaração é o período em que a empresa e seu conselho administrativo divulgam qual o valor dos dividendos que serão distribuídos, a data de registro e a data de pagamento destes proventos aos acionistas.

Após este período, a legislação passa a obrigar que o negócio cumpra os prazos estipulados e respeito os valores.

Ex-Dividendos

Também conhecido como Data-Ex, a data ex-dividendos é o período que vem após a data de declaração.

Neste processo, a empresa tem como obrigação definir quais acionistas receberão aquele valor e a porcentagem que cada um tem direito.

Vale destacar que acionistas que adquiriram a ação após a data-ex não tem direito a este valor. Sendo que ele será pago ao dono anterior do título.

Ou seja, só recebe o valor dos dividendos aquele investidor que adquiriu o título antes da data-ex.

Registro

Este é o período em que é registrado os acionistas que possuem direito a receber o valor daquele provento.

Ainda neste período é definido quais acionistas devem receber relatórios e informações financeiras que tenham relação com a distribuição de dividendos.

Pagamento

Como o próprio nome indica, a data de pagamento é o período, definido previamente pela empresa, em que todos os acionistas do negócio com direito aos dividendos devem receber o valor.

Vale destacar que grande partes das empresas que possuem está prática, disponibilizam aos investidores o Plano de Reinvestimento de Dividendos (PRD).

Ou seja, uma política voltada para que o acionista reinvista o valor recebido em dividendos em novas ações do negócio.

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Características de empresas que pagadoras de dividendos

Dividendos: Saiba Tudo Sobre Este Tipo de Renda Passiva

Após entender os tipos de dividendos e como funcionam as datas de pagamento, é importante compreender como mapear as empresas que pagam este provento, ainda mais se o objetivo do investidor foi viver de dividendos.

Dessa forma, é possível citar algumas características e informações relevantes a se analisar sobre o negócio, como, por exemplo:

  • Geração de caixa;
  • Endividamento;
  • Rentabilidade;
  • Crescimento;
  • Risco.

Assim, é necessário compreender como cada uma dessas informações impactam na análise.

Geração de caixa

Saber interpretar a geração de caixa de um negócio é relevante para diferentes tipos de análise, sendo que no caso dos dividendos, está informação tende a ser indicativo de relevância.

É comum que empresas que geram um caixa e levado paguem dividendos maiores e de modo mais recorrente aos seus acionistas.

Portanto, analisar a geração de caixa de um negócio pode se considerado um passo interessante para quem deseja este tipo de renda passiva.

Endividamento

Outra característica comum de empresas que pagam melhores dividendos são as informações relacionadas ao endividamento do negócio.

Ou seja, empresas que apresentam um endividamento baixo tendem a ser melhores na questão de pagamento de proventos.

Afinal, a segurança financeira possibilita com que o fluxo de caixa não seja comprometido, com isso os compromissos são cumpridos de modo mais eficaz e seguro.

Rentabilidade

Assim como o endividamento é um bom indicativo sobre a saúde financeira de um negócio e sua capacidade de pagar proventos, a rentabilidade também pode ser encarada desta forma.

Geralmente empresas que possuem um Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) elevado tendem a ter uma reserva de caixa maior para pagar seus acionistas.

Afinal, necessitam investir menos capital para realizar suas operações.

Enquanto, empresa com um ROE baixo costumam operar no limite de sua reserva, ocasionando em um pagamento inferior aos investidores.

Crescimento

É comum que investidores menos experientes busquem observar principalmente a geração de caixa no momento de decidir um investimento a se realizar.

Contudo, compreender o crescimento de um negócio também é importante para quem deseja obter renda passiva no longo prazo.

Isso porque diversos fatores interferem no crescimento de um negócio.

Ou seja, o fator de caixa não necessariamente que dizer que aquela companhia seja um negócio menos interessante para se investir.

Por exemplo, empresas de segmento subpenetrados, como o setor de inovação, tendem a ter um crescimento acelerado, mesmo que não tenham uma geração de caixa tão relevante quanto outros negócios.

Tal situação ocorre devido ao fato destes tipos de negócios estarem inserido em um setor que cresce acima do PIB, isso é, um setor da economia em franca expansão.

Aliado a isto está o fato de que por vezes este negócio deverá gastar menos recursos em suas atividades, assim sobrará um valor maior para o pagamento de dividendos aos seus acionistas.

Portanto, no momento de se montar uma carteira de dividendos é importante encontrar empresas que consigam apresentar um crescimento moderando no longo prazo.

Risco

Por fim, mas não menos importante, estão as informações relacionadas ao riscos que envolvem a empresa.

Assim, o investidor deve ficar atento aos riscos que envolvem a empresa e o investimento naquele negócio.

Como foi possível perceber nos itens anteriores, uma empresa que paga bons dividendos tende a ter um equilíbrio financeiro e capacidade de crescimento.

Portanto, é natural que os riscos que envolvem um investimento naquela companhia sejam menores.

Dessa forma, o investidor deve ficar atento a este tipo de empresa, visando especialmente ganhos consistentes no longo prazo.

Afinal, a compreensão desses fatores que auxilia no mapeamento de empresas que pagam bons dividendos, também são fatores de relevância dentro de algumas análises de investimento do mercado, como a análise fundamentalista, por exemplo.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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