Fundo Mútuo de Privatização: conheça o funcionamento do FMP

Fundo Mútuo de Privatização: conheça o funcionamento do FMP
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Entre os diversos produtos que existem no mercado estão os negócios ligados ao Estado. Assim, é possível obter renda investindo em empresas relacionadas com o governo brasileiro, sendo que merece destaque o Fundo Mútuo de Privatização.

Ainda que não seja tão popular quanto outros tipos de fundos, como, por exemplo, os fundos referenciados, o Fundo Mútuo de Privatização é uma alternativa interessante para quem busca obter renda com processo de privatização das estatais brasileiras.

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O que é o Fundo Mútuo de Privatização

O Fundo Mútuo de Privatização, também conhecido como FMP, é um fundo de investimento cujo foco é o investimento em empresas estatais que passaram pelo processo de privatização.

Dessa forma, este é o tipo de fundo de investimento cujo o patrimônio está alocado nas empresas ligadas às três esferas da união, isto é:

  1. Federal;
  2. Estadual;
  3. Municipal.

Além disto, este tipo de fundo ainda mantém características semelhantes aos outros fundos da bolsa de valores, como, por exemplo:

  • Gestão profissional;
  • Foco em uma classe de investimentos;
  • Diversificação, em menor parte, de outros tipos de produtos financeiros.

Ainda vale destacar que o FMP foi criado no ano de 2000, sendo que o Estado teve como objetivo acelerar o processo de privatizações.

Portanto, é útil entender o histórico de criação do Fundo Mútuo de Privatização.

História do FMP

Inicialmente, o FMP era restrito apenas aos trabalhadores com contas ativos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS.

Todavia, com o tempo a política por trás do fundo foi mudando, sendo que as cotas do fundo passaram a ser disponibilizadas no Tesouro Direto.

As duas primeiras estatais que tiveram suas ações negociadas nestes moldes foram a Petrobras, em 2000, e a Vale, em 2002.

Ao longo de seus primeiros anos, o FMP foi visto como um investimento interessante, especialmente por conta de sua rentabilidade ser a soma da anual do FGTS com a Taxa Referencial.

Contudo, com o tempo, este tipo de fundo de investimento passou a sofrer com alta volatilidade, aumentando o risco do negócio.

Dessa forma, diversos investidores deixaram de investir no Fundo Mútuo de Privatização.

Tipos de Fundo Mútuo de Privatização

Fundo Mútuo de Privatização: conheça o funcionamento do FMP

Existem dois tipos de Fundos Mútuos de Privatização no mercado financeiro, o FMP-FGTS e FMP Recursos Próprios.

Dessa forma, é útil compreender o funcionamento de ambos e o que os diferencia.

FMP-FGTS

O FMP-FGTS, assim como o próprio nome indica, é o tipo de Fundos Mútuos de Privatização aberto apenas para pessoa física com conta vinculada ao FGTS.

Assim, este tipo de fundo funciona através da aquisição de ações, que ocorrem em ofertas públicas de empresas que estão no processo de privatização.

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FMP Recursos Próprios

Enquanto, o FMP Recursos Próprios é o tipo de Fundos Mútuos de Privatização aberto para todos os investidores do mercado financeiro.

Portanto, esta é a opção em que o investidor utiliza recursos próprios para adquirir ações de empresas estatais que passam pela privatização.

Dessa forma, o Fundo Mútuo de Mercado se torna uma alternativa para o investidor que busca realizar a diversificação de sua carteira de investimentos através da aquisição de ações de empresas privatizadas.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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