Fundos Referenciados: saiba tudo sobre este tipo de investimento

Fundos Referenciados: saiba tudo sobre este tipo de investimento
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Segundo a B3, em setembro de 2020, foi batida a marca de 3 milhões de investidores na bolsa de valores nacional. Dado que indica que muitas pessoas têm buscado esse segmento financeiro como opção para investir, e entre os tipos de investimentos mais indicados a esse novo público estão os fundos de investimentos e os fundos referenciados.

Contudo, a opção dos fundos referenciados, por vezes, acaba sendo deixada de lado no momento desse investidor planejar onde alocar seu capital. Algo que ocorre especialmente pela falta de divulgação sobre o que é este fundo.

O que são os fundos referenciados

Fundos Referenciados: saiba tudo sobre este tipo de investimento

Os fundos referenciados são fundos formados de modo a replicar e acompanhar a performance de um índice específico, ou seja, é uma modalidade de investimentos cujo foco principal está em conseguir uma rentabilidade igual a uma taxa de referência, também conhecido como benchmark.

Vale ressaltar que esse tipo de fundo é obrigado a possuir, no mínimo, 95% dos investimentos ligados a ativos que estão referenciados à taxa de investimentos, comumente atrelada à renda fixa.

Normalmente, as taxas mais utilizadas como benchmark são o Certificados de Depósito Bancário (CDI) e o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Taxa Selic).

Os CDIs são títulos emitidos no curto prazo por bancos com objetivo de realizar empréstimos.

Já a Selic é a taxa básica de juros da economia nacional, ou seja, é a taxa utilizada em operações de duração diária no mercado interbancário.

As taxas: PTAX, IPCA e IGP-M, também são outros índices utilizados como benchmark.

Por tudo isso, muitas vezes o fundo referenciado é conhecido também como fundos de renda fixa.

Mas afinal, como funciona este tipo de fundo?

Como funcionam os fundos referenciados

Como apresentado anteriormente, para se encaixar nessa modalidade de investimento é necessário ter, no mínimo 95%, de seus ativos financeiros ligados ao benchmark.

Porém, há outro dado percentual ligado a esse tipo de fundo. Cerca de 80% do patrimônio líquido que compõem este negócio deve estar atrelado a três tipos de emissões e títulos:

  1. Emissões realizadas pelo Tesouro Nacional;
  2. Emissões realizadas pelo Banco Central do Brasil (Bacen);
  3. Títulos de renda fixa de baixo risco.

Isso ocorre porque os fundos de referência possuem como uma das principais funcionalidades dar segurança aos investidores.

Não à toa, não é permitido realizar alavancagem financeira com os ativos que compõem este tipo de fundo de investimento. Por isso o indexador é estabelecido de forma prévia, sendo isso uma ferramenta de proteção maior aos investidores desta modalidade.

Contudo, é necessário destacar que cabe ao investidor buscar instituições financeiras com experiência na área para aplicar seu capital.

Esse seu trabalho “individual” pode fazer toda diferença no retorno do investimento, além de possibilitar uma maior segurança ao seu patrimônio.

Para isso, vale analisar alguns fatores interessantes antes de escolher um fundo para se investir:

  • modelo transparente de atuação, com fácil dos cliente as atividades prestadas;
  • experiência e gestores financeiros com capacidade comprovada na gestão de recursos;
  • capacidade de investir capital em ativos diferentes de forma simultânea;
  • diversificação de ativos investidos e entendimento do funcionamento das taxas de referências.

Vale ressaltar que essas são apenas algumas características que podem fazer diferença a favor de quem busca investir seu dinheiro na modalidade, que também possui vantagens destacadas.

Vantagens dos fundos de referência

Os fundos de referência têm diversas características que podem ser encaradas como vantagens por investidores. Entre as principais, se destacam, por exemplo:

  • possível começar a aplicar com pouco capital, pois a aplicação inicial é baixa se comparado com outros fundos;
  • por ser direcionado à renda fixa, os riscos são baixos;
  • liquidez diária.

Essas são algumas vantagens que atraem muitos investidores a favor da modalidade.

Apresentadas, outro ponto importante para se comentar é sobre uma confusão feita entre os fundos de referência e outro tipo de fundo.

Diferenças para os fundos de índices

Ainda que o nome de “fundos de índices” possa sugerir que eles são semelhantes aos fundos de referência, existem diferenças primordiais entre esses dois tipos de investimentos.

Todavia, a “confusão” entre as duas modalidades ainda existe, especialmente entre investidores que estão iniciando sua jornada no mercado financeiro.

Como dito anteriormente, os fundos de referência estão ligados diretamente aos investimentos de renda fixa.

Enquanto isso, os fundos de índices devem ter sua carteira composta por, no mínimo, 95% de investimentos em ativos de renda variada ou valores mobiliários.

Normalmente a taxa de referência mais utilizada por esse modelo de ativo é o Ibovespa.

Também é necessário ressaltar que a nomenclatura dos fundos de índice, assim como dos fundos referenciados, tende a ser formada com a taxa de referência utilizada na parte final, por exemplo: “Fundo de Índice Ibovespa”.

Para quem é recomendado os Fundos Referenciados

Como apresentado até aqui, o Fundo de Investimento Referenciado é uma boa opção para aqueles que buscam maior “segurança” no mercado financeiro.

Isso porque são fundamentados na renda fixa, ou seja, são investimentos mais seguros em detrimento daqueles de renda variável.

E mesmo não tendo a possibilidade maior de ganhos, como nos de renda variada, possibilitam um retorno interessante em comparação com outros investimentos em renda fixa.

Por tudo isso, essa modalidade atrai alguns tipos de investidores, como, por exemplo, pessoas que estão iniciando sua jornada no mercado financeiro. Afinal esse tipo de fundo é um dos que melhor consegue aliar segurança e rentabilidade.

Para investidores com menos tempo para atuar no mercado, os fundos de referência também podem ser vistos como uma opção válida.

Todavia, é muito comum que investidores com maior experiência na bolsa de valores também busquem os fundos referenciados, isso porque esse tipo de investidor tende a ter uma carteira diversificada, ou seja, possuir capital investido em modalidades que lindam com diversos tipos de ativos financeiros.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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