Holding: entenda como funcionam essas empresas

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 A palavra Holding é bastante familiar para quem acompanha o mundo dos investimentos e corporativo. Essa palavra de origem inglesa tem o significado de controlar, manter e guardar.

Mas, no mundo corporativo, empresa holding é um tipo de instituição com a finalidade de deter participação acionária em uma ou mais empresas. Isso significa que ela detém a maioria das ações das empresas e as controla, seja nas políticas ou na gestão.  

  1. O que é holding?
  2. Como funciona?
  3. Quais suas principais características?
  4. Como criar uma holding?
  5. Quais são os tipos de holding?
  6. Como aumentar a pontuação no score?Diferenças entre holding, joint venture e truste 
  7. Exemplos no Brasil
  8. Benefícios de uma holding
  9. Vantagens e desvantagens da holding 
  10. A criação de uma holding vale a pena? 

    O que é holding?

    Holding é um modelo de empresa que tem o objetivo de participar de outras companhias. Essa participação acontece por meio da detenção de quotas ou ações do capital social dessas empresas.

    Assim, a holding começa a ter controle, através das quotas acionárias, sobre essas empresas. Ou seja, ela tem domínio de uma sociedade sobre a outra. Essa expressão é derivada do verbo inglês “to hold”, que significa segurar. 

    Através do controle das empresas, as holdings determinam a gestão das companhias por ter a sociedade majoritária delas, e por esse fato muitos conhecem como holding empresarial. Além da gestão, as holdings podem gerir empresas de diversas áreas. 

    Mas, apesar disso, uma holding geralmente atua na gestão. Isso porque facilita a sinalização para o mercado sobre como a empresa ou um grupo atua, especialmente analisando a administração delas. 

    É muito comum, inclusive, que as holdings possuam um ativo que seja a maior parte do seu capital e a empresa administradora acaba sendo confundida com uma empresa administradora.

    Assim, as holdings podem controlar diversos ativos diferentes, entre eles:

    • Ações
    • Fundos de Investimentos
    • Imóveis
    • Patentes

    Por isso, é importante compreender que a holding representa todas as empresas que detém e mesmo que algumas de forma mais forte, as outras também interferem nos resultados. 

    Um dos principais papéis da holding das suas empresas é organizar e estruturar o papel das suas subsidiárias através da administração política e gerencial. Com isso, elas também têm o papel de manter parcerias com outras empresas para mantê-las de forma global. 

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    Como funciona?

    Holding: entenda como funcionam essas empresas

    Já sabemos que a função principal de uma holding é controlar outras empresas, e essas empresas podem ser de diferentes setores e tipos jurídicos. Como controladores, essa empresa também pode ter função administradora ou ser acionista da companhia. 

    Elas se classificam como Sociedades Anônimas (S/A) ou Limitadas (LTDA). O tipo de regime jurídico varia de acordo com as empresas administradas pela companhia ou também pelas vantagens fiscais que cada regime pode ter acesso.

    Apesar das holdings administrarem uma série de empresas, nesse caso a gestão de cada subsidiária pode ser independente. Com isso, mesmo que a empresa seja controladora e participe do conselho deliberativo, o corpo executivo tem o poder de executar as operações diárias da companhia. 

    Outro ponto de dúvida em relação ao funcionamento de uma holding é como funcionam e como são geradas as receitas da empresa. Nesse modelo empresarial, a receita é indexada aos pagamentos de lucros e dividendos feitos pelas empresas sob o seu controle.

    Assim, a receita dessas empresas cresce à medida que o tamanho do montante de dividendos distribuídos cresce também. 

    Mas, apesar disso, o lucro de uma empresa sob controle de uma holding não traz implicações de forma automática no lucro da controladora. Isso porque a distribuição dos dividendos da companhia depende de diversas questões. 

    Mesmo a finalidade principal da holding ser o controle de outras empresas, elas também podem realizar diretamente atividades econômicas para adicionar às suas receitas. Mas esse tipo de atividade é incomum e só é possível como atividade secundária da holding. 

    Quais suas principais características?

    Como as holdings são empresas que têm como finalidade ter controle sobre outras empresas, é possível afirmar que elas exercem seu objetivo de participar de outras empresas com sociedade holding ou através da participação em ações. 

    Independente se serem sociedades anônimas ou limitadas, elas são regidas pela Lei das Sociedades Anônimas (nº 6.404/76), além de serem monitoradas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

    O patrimônio dessas empresas tendem a ter em sua composição lucros e dividendos de suas empresas subordinadas. Além disso, o valor das ações das empresas em que a holding é proprietária. 

    Outra questão que pode acontecer é quando a holding também exerce outras atividades econômicas além das definidas no início da sessão, o que também traz lucro.

    Como criar uma holding?

    A criação de uma holding envolvem processos que são separados em 4 etapas, que são:

    • Custos
    • Planejamento
    • Captação de bens
    • Regularização

    O primeiro custo é o de formalização. Isso porque os interessados em holdings, sejam familiares ou patrimoniais, precisam considerar a capacidade de arcar com a demanda de gastos da empresa. 

    Para justificar a criação de uma holding, é preciso comprovar se a relação entre custos e benefícios, tanto fiscais quanto financeiros, são vantajosos para a empresa.

    Caso o resultado não seja atraente, é importante analisar o mercado e a economia de forma macro para escolher um outro momento que seja mais viável a criação da holding. 

    Agora, se os resultados forem animadores, é possível seguir com a criação da holding e com a angariação de capital (caso o patrimônio levantado não for capaz de financiar as aquisições). 

    Outros pontos importantes na criação da holding é providenciar os requeridos para abertura, que são o Registro do Contrato Social e o Estatuto nos órgãos de registro. 

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    Quais são os tipos de holding?

    As holdings são compostas por diversos tipos, classificações e atividades exercidas pela empresa, além de também serem separadas por suas características. 

    Geralmente, organizações empresariais médias e grandes são as que mais recorrem à criação de holdings. Isso porque, em regra geral, as empresas usam esse recurso como uma forma de aumentar a eficiência das companhias. Conheça os tipos de holding a seguir.

    Holding pura 

    Esse tipo de holding é a que tem a finalidade única de participação no capital social de outras empresas. Isso significa que essa empresa não faz outras atividades econômicas, mas atua no controle das empresas que detém. 

    Justamente por isso, as receitas provenientes dessas holdings são dividendos distribuídos pelas suas empresas. No mercado brasileiro, há muitas holdings puras com o intuito exclusivo de controlar outras empresas. 

    Holding mista 

    Já no caso da holding mista, além de ter o objetivo de participar de outras empresas, também utiliza da atividade empresarial para obter lucros. E como a atividade vai além de ser uma holding, é considerada mista. 

    Com isso, esse tipo de holding tem duas fontes de lucro, mas a principal ainda são os dividendos distribuídos pelas empresas. Mas as outras atividades contribuem com os resultados financeiros dessa empresa. 

    Holding familiar 

    No caso da holding familiar, é possível considerar mais como uma configuração. Essas empresas têm como característica principal a administração feita por membros de uma mesma família, por isso o nome. 

    Nesse caso, a holding pode ser considerada uma empresa familiar que pode ou não administrar grupos de companhias que pertencem à mesma família. Algumas holdings familiares são especializadas em administrar empresas de diferentes famílias, por exemplo. 

    Holding patrimonial 

    A holding patrimonial é a empresa que administra os bens próprios. Ou seja, é uma empresa criada para gerir seus bens para que eles sejam integrados ao capital social da empresa.

    O objetivo dessa holding é tornar mais fácil a gestão da empresa e ter benefícios fiscais. Assim, quem gere os seus bens ou holding patrimonial facilita que as famílias com grande quantidade de bens consigam gerir seu patrimônio de forma centralizada. 

    Holding de controle 

    A holding de controle tem o objetivo principal de controlar outras empresas. Por isso, esse tipo de holding tende a ser sócia majoritária das companhias para, assim, exercer gestão das empresas em que tem atuação. 

    A maioria das grandes holdings brasileiras aderem a esse modelo, especialmente se considerarmos as que têm capital aberto na Bolsa de Valores. Nesse caso, existem as holdings com uma subsidiária e outras que mantém o controle de diversas empresas. 

    Holding de participação 

    Esse tipo de holding tem o foco principal ter participação minoritária em diversas companhias através da compra de ações dessas empresas. Assim, essas empresas não têm atuação direta na gestão de outras. 

    A holding de participação tem o objetivo de facilitar as empresas ou grupo de pessoas a manter um percentual de uma ou mais de uma empresa. Assim, elas costumam demandar menos estrutura para operar no mercado. 

    Holding administrativa 

    A holding administrativa tem o objetivo principal ter eficiência no controle das empresas. Assim, atua diretamente no processo de decisões das empresas que detém a administração. 

    Esse tipo de holding é especializada em administração profissional de outras empresas. Por isso, no mercado, elas são reconhecidas pela sua alta capacidade de gestão. 

    Diferenças entre holding, joint venture e truste 

    Holding, joint venture e truste são conceitos de empresas que podem ser confundidos, mas têm efeitos muito diferentes. Enquanto a holding tem o objetivo de exercer o controle sobre empresas, seja uma ou mais de uma, assim atua na gestão e nos bens das companhias. 

    Já a joint venture é um tipo de empresa que funciona com um acordo estabelecido entre empresas que têm os mesmos objetivos. Assim, quando o objetivo dessas empresas é alcançado através da formação da joint venture, a sociedade é desfeita. 

    Na joint venture as entidades jurídicas de cada participante da sociedade é mantido durante todo o acordo em busca dos objetivos em comum. 

    E o truste é diferente do holding e da joint venture. Nesse caso, acontece uma fusão entre duas ou mais empresas que atuam no mesmo setor ou na mesma cadeia produtiva. O objetivo do truste é exercer maior controle sobre o mercado do setor das empresas. 

    Nessa modalidade, as empresas se unem e são extintas e, através da união, é formada uma nova empresa que contém o mesmo quadro de acionistas das companhias que participam da fusão. 

    Quando a operação termina, a nova empresa formada através do truste possui uma fatia que consegue proporcionar o controle daquele segmento do mercado. 

    Mas, aqui no Brasil, as trustes estão proibidas desde 1994 através da Lei Antitruste. Essa proibição nasceu com o objetivo de manter a concorrência no mercado e evitar o monopólio de empresas, o que pode gerar atitudes abusivas contra o consumidor.  

    E, com essa proibição aqui no Brasil, as holdings são opções para quem deseja realizar esse movimento no mercado e juntas empresas para atuar, de certa forma, juntas. Por isso o CADE fiscaliza a formação de holdings, para manter a livre concorrência no mercado brasileiro.

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    Exemplos no Brasil

    Holding: entenda como funcionam essas empresas

    O mercado brasileiro tem diversos exemplos de holdings disponíveis. As que são mais conhecidas são as negociadas no mercado de renda variável, mas há outras em diversos segmentos. 

    Uma das holdings mais famosas na Bolsa brasileira é a Itaúsa, que é o resultado da fusão entre os bancos Itaú e Unibanco. 

    Tanto a Itaúsa quanto outras holdings brasileiras têm diversos ativos investidos, o que resulta para elas atuação em diferentes segmentos econômicos ou atuação internacional em outros países. 

    Um exemplo diferente que também podemos considerar é a Bradespar. Essa holding brasileira tem exclusividade nas ações da Cia Vale do Rio Doce. Sendo assim, ela tem o objetivo de ter vantagem com a sua estrutura. 

    Aqui no Brasil, as holdings familiares também são uma estrutura comum e fácil de encontrar. As famílias mais ricas do país apostam nesse modelo de empresa para tornar o negócio administrado parte da família. Um exemplo é a Península Participações, criada para administração dos bens familiares do Abílio Diniz. 

    O modelo familiar está se tornando comum no mercado brasileiro. Isso porque as conhecidas multi family offices administram bens materiais de várias famílias, criando uma diversificação nesse modelo de holding.

    Benefícios de uma holding

    Uma holding é uma opção porque traz muitos benefícios para quem adere a esse modelo. Os benefícios mais comuns são a economia tributária, planejamento de sucessão e a declaração do IRPF que fica mais fácil. Por isso os empresários consideram esses benefícios. 

    Mas o benefício mais considerado é a carga reduzida de impostos sobre pessoa física, por isso é a área mais utilizada atualmente. É natural que empresas façam holdings imobiliárias para comprar e vender imóveis, por exemplo.

    Assim, a carga tributária pode ser reduzida consideravelmente nos valores que são recebidos nas locações desses imóveis. Outro benefício nesse exemplo é a compra e venda do imóvel em questão, que também pode reduzir o IR (Imposto de Renda). 

    A holding patrimonial também pode ter redução de custos. Isso porque a união de mais empresas de um grupo econômico pode auxiliar em algumas práticas de gestão, o que também reduz o custo operacional de administração. 

    Ademais, também pode facilitar ter acesso à capital de menor custo, já que o grau de garantia dos credores aumenta também. Assim, é possível compreender que a holdings carregam muitos benefícios e por isso são cogitadas por inúmeros empresários. 

    Vantagens e desvantagens da holding 

    Todos os modelos de empresas e negócios têm vantagens e desvantagens, e não seria diferente com a holding. E esses pontos precisam ser levados em conta para saber se vale a pena optar ou não por elas. Conheça a seguir as principais vantagens e desvantagens. 

    Vantagens 

    A primeira vantagem de uma holding é a facilidade de fazer diferentes investimentos, mas sem os gastos e o trabalho de criar uma nova companhia. Assim, a facilidade de criar uma holding e, ao mesmo tempo, aumentar os investimentos dela é uma vantagem significativa. 

    Além disso, a economia em escala é outra vantagem que essas empresas podem gerar. Isso acontece porque a estrutura administrativa exerce controle em todas as diversas empresas subsidiárias. 

    Como os serviços de contabilidade, jurídico, entre outros são concentrados e têm uma mesma estrutura, todos os modelos de holding têm esses benefícios (incluindo as familiares). 

    E, por último, como a controladora e a subsidiária são separadas legalmente, isso se reflete em uma redução dos riscos da holding. Assim, apesar da possibilidade de queda na rentabilidade das subsidiárias se tornarem um impacto financeiro, esse impacto é reduzido. 

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    Desvantagens 

    Assim como em todas as empresas e modelos de negócios, há vantagens e também há desvantagens. Assim, a primeira desvantagem de uma holding é que algumas dessas empresas podem realizar uma exploração em suas subsidiárias, o que impacta negativamente os acionistas. 

    Como essas empresas têm o poder de controlar as outras companhias, elas podem tomar decisões em relação à gestão que esteja de acordo com as necessidades da holding. 

    Ademais, a criação de holdings pode ter um impacto negativo no mercado, já que a concentração do poder econômico pode se tornar centralizada. Isso prejudica os concorrentes e os consumidores, e tende a favorecer demais os empresários. 

    Um último ponto a se levar em conta é que é possível ter fraudes nesses modelos de empresa, especialmente nas contas das subsidiárias por parte da holding. Assim, as subsidiárias precisam ter um setor de compliance forte para evitar que isso aconteça. 

    Centros de Serviços Compartilhados 

    Além de todas essas vantagens, é possível classificar mais uma que se enquadra nesse ponto. Com a possibilidade de aperfeiçoar as operações e reduzir os custos e despesas, muitas holdings criam um CSC (Centro de Serviços Compartilhados). 

    Com isso, serviços e atividades como TI, marketing, contabilidade, RH e outros são retirados das filiais e são centralizados em apenas um ponto, que é o CSC. 

    O principal motivo de optar por esses centros é que eles reduzem custos das empresas. Os

    Centros de Serviços Compartilhados são uma atividade muito comum em holdings, e os profissionais da área tendem a saber disso.

    Mas, mesmo assim, uma holding pode operar sem os CSCs tranquilamente, já que não é uma obrigação legal ter um. Porém, diante das suas vantagens, muitas escolhem centralizar tudo para manter um padrão de qualidade e ainda otimizar diversos custos relacionados a esses serviços. 

    A criação de uma holding vale a pena?

    Depois de tantos pontos, é possível pensar se criar uma holding é viável ou não. A criação de uma holding leva em conta a gestão de ativos de uma empresa, um grupo de pessoas ou até um indivíduo. 

    No caso de empresas familiares, a holding facilita diversos processos, especialmente os de sucessão, e pode ajudar a evitar conflitos judiciais que podem acontecer entre os herdeiros da empresa  e dos patrimônios atrelados à ela. E, por último, facilita a gestão dos ativos da empresa, principalmente os imóveis. 

    Se os ativos e imóveis geram renda passiva de forma considerável, é bom ter uma administradora que cuide dessa parte. Mas, se quem os controla não consegue comprar ou vender imóveis frequentemente, pode ser considerado inviável na tributação. 

    No caso das empresas que precisam fazer diversas operações em larga escala e em diferentes setores, unificar as atividades na holding cria uma maior eficiência no serviço.

    Assim, as subsidiárias focam em atuar nas atividades finais da empresa, o que reduz os custos operacionais já que concentra algumas atividades. 

    E, ademais, ter uma gestão centralizada em um grupo de empresas gera ganho de imagem e reputação também. Isso é um ponto de vantagem, inclusive, já que essa holding será reconhecida no mercado por uma boa gestão e assim, ter mais aceitação no mercado. 

     

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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