Securitização: saiba mais sobre este processo financeiro

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Buscar formas de captar recursos financeiros é de suma importância para pessoas, empresas e, até mesmo, países. Assim, é útil conhecer as diferentes práticas que levam para este objetivo, sendo que, dentre as opções, a securitização é uma das mais relevantes.

O que não é à toa, afinal a securitização é uma forma de valorizar diferentes ativos através da combinação entre eles, assim, conhecer esta prática é importante tanto para investidores, quanto para quem atua profissionalmente na área, como é o caso do gestor de investimentos.

 


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O que é a securitização

Securitização, titularização, é um processo que envolve a junção de diferentes ativos financeiros em apenas um ativo específico e padronizado, sendo que este pode ser negociado como unidade.

Assim, este é um processo cujo objetivo é juntar ativos financeiros homogêneos que não possuem atratividade individualmente, e combiná-los de forma que se tornar um produto financeiro mais atrativo para o mercado, tornando o processo de negociação mais fácil.

Tal mecanismo é prático e eficiente, além de conseguir gerar renda, assim se torna uma prática replicada nos mais diferentes contextos.

Por exemplo, uma empresa, ao invés de solicitar empréstimo, pode utilizar da securitização para conseguir gerar receitas de curto prazo, sendo que estas podem ser utilizadas para reforçar o fluxo de caixa do negócio.

Dessa forma, a titularização serve tanto para empresa conseguir captar recursos, quanto para investidores conseguirem renda no mercado.

Portanto, entender seu funcionamento é útil para ambas as partes.

Como funciona a securitização

Inicialmente, vale destacar que a securitização envolve três elementos. São eles:

  1. Cedente;
  2. Securitizadora;
  3. Investidor.

O primeiro elemento deste processo, isto é, o cedente, é a parte que possui os ativos financeiros e irá transferi-los à instituição securitizadora.

Assim, o cedente é a parte que busca a capitalização através da venda à vista de seus títulos e direitos creditórios.

Todavia, importante reforçar que o valor pago nesses ativos é abaixo do mercado, pois, como visto anteriormente no texto, são títulos com baixa liquidez no mercado.

Por sua vez, a securitizadora é a parte que faz a ligação de toda a operação, isto é, esta instituição financeira realiza a compra dos ativos da parte cedente e realiza a junção dos mesmos, criando apenas um título.

Após este processo, a securitizadora disponibiliza este título securitizado no mercado financeiro, sendo que o valor de venda será maior que o montante que o negócio pagou anteriormente.

Por fim, o investidor é a parte que adquire os títulos securitizados disponibilizados pela securitizadora no mercado financeiro, sendo que o grande atrativo deste título financeiro é a possibilidade de conseguir renda através dos direitos creditórios.

Além disso, vale destacar que o investidor pode ser tanto uma pessoa física, quanto um investidor institucional, como um banco ou um fundo de investimentos, por exemplo.

Todavia, ainda que seja um ativo que representa uma boa possibilidade de ganho, a partir do momento que o investidor adquire os títulos securitizados, os riscos de calote passam a ser dele.

Ou seja, o cedente e a securitizadora deixam de ter responsabilidade sobre eventuais problemas envolvendo aqueles ativos financeiros.

Ainda assim, este tipo de produto financeiro é uma alternativa interessante para quem busca realizar a diversificação da carteira de investimentos.

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Utilidade da securitização

Como visto até aqui, a importância da securitização se apresenta especialmente no fato desta ser uma forma de conseguir captar recursos.

Assim, este se torna uma prática útil para capitalizar empresas e credores que possuem direitos a receber.

Dessa forma, em situações que o negócio necessite fazer renda no curto prazo, porém, possui títulos com baixa liquidez, esta prática pode ser uma alternativa.

Contudo, é importante reforçar que aqueles títulos, devido o contexto, serão negociados por um valor baixo.

Além disso, é importante frisar que o fato de haver a transferência de risco para outras partes influencia diretamente no valor daqueles ativos.

Portanto, ainda que a titularização seja uma prática interessante para quem busca formas de capitalização, existem limitações que envolvem tal método.

Tipos de securitização

Ao longo do texto, foi apontado a utilidade que a securitização pode ter, sendo um processo útil em diferentes contextos.

Todavia, tão importante quanto entender sua funcionalidade, é compreender os tipos de securitização existentes.

No Brasil, existem quatro tipos de securitização, são elas:

  • Créditos imobiliários
  • Créditos financeiros;
  • Ativos empresariais;
  • Créditos do agronegócio.

Portanto, é útil compreender como funciona separadamente cada um destes tipos de securitização.

Créditos imobiliários

Assim como o próprio nome indica, a securitização de créditos imobiliários é referente à junção de títulos imobiliários.

Dessa forma, os ativos securitizados são os Certificados de Recebíveis Imobiliário.

Ainda vale destacar que este produto financeiro é interessante para quem busca ter investimentos relacionados ao setor imobiliário, sendo esta uma alternativa para realizar a diversificação do portfólio de investimentos.

Créditos financeiros

Enquanto a securitização de créditos financeiros é relacionada a ativos relacionados a títulos de crédito.

Assim, passam pelo processo de securitização, por exemplo, empréstimos, hipotecas, leasing, financiamentos, entre outros.

Ou seja, este tipo de título é recomendado para quem busca investir em ativos financeiros com lastro no setor de crédito.

Ativos empresariais

Por sua vez, a securitização de ativos empresariais é relacionada aos títulos de uma empresa com menos saída.

Dessa forma, estão inclusos ativos financeiros como cheques, aluguéis, crediários, vendas no cartão de crédito, contratos de empréstimo, duplicatas, parcelamento, entre outros.

Assim, este ativo financeiro se torna interessante para o investidor que busca alocar seu capital em ativos empresariais que foram securitizados.

Créditos do agronegócio

Por fim, mas não menos relevante, há a securitização de créditos do agronegócio, sendo que o foco que estes ativos possuem são com lastro no agronegócio.

Assim, o foco deste processo é relacionado aos Certificados de Recebíveis do Agronegócio, os CRAs.

Tal qual a securitização de créditos imobiliários, este tipo de ativo é interessante para quem busca diversificar a carteira de investimentos.

Portanto, é possível perceber que este processo de junção e comercialização de ativos financeiros pode ser interessante para diferentes perfis de investidores.

Afinal, os títulos relacionados à securitização de um ativo tendem a ser boas alternativas para quem está realizando a diversificação de seus investimentos.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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