Spin-off: saiba mais sobre este tipo de estratégia empresarial

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Quem investe em ações no mercado financeiro deve ter atenção aos movimentos realizados pelas empresas, isso porque tão importante quanto saber onde investir, é acompanhar o investimento. Assim, é natural que processos como o do spin-off sejam relevantes para os investidores.

O que não é à toa, afinal o spin-off é uma prática realizada por empresas que pode ter vários desdobramentos, afetando inclusive no valor de suas ações e em indicadores financeiros relevantes que um negócio possui, como é o caso do equity value.

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O que é spin-off

Spin-off: saiba mais sobre este tipo de estratégia empresarial

O termo spin-off é utilizado no mercado financeiro quando uma empresa é criada a partir de outra, conhecida como empresa-mãe, sendo que este negócio pode ter deixado parcialmente a matriz ou se tornar totalmente independente.

Tal prática é comum entre empresas do mercado financeiro, em especial os negócios que atuam em segmentos marcados por inovação.

Isso porque esta operação geralmente acontece em contextos no qual a nova empresa apresenta bons fundamentos, todavia necessita se tornar mais independente para seguir seu processo de crescimento.

Ou seja, o negócio se utiliza do spin-off para captar novos recursos e dar seguimento à sua atuação e, por vezes, conseguindo crescer de modo mais acelerado.

Afinal, a partir do momento que se torna independente da empresa mãe, o negócio passa a ter uma maior capacidade de atrair novos investidores.

Portanto, é relevante entender como funciona este processo.

Como funciona o spin-off

No spin-off o objetivo da empresa é instituir um modelo de negócio repetível e com capacidade para evolução, sendo que tais fatores podem contribuir para seu crescimento e, consequentemente, o potencial de lucro.

Todavia, é importante ressaltar que tal processo não seja exclusivo do meio empresarial, sendo que é possível acompanhar movimentos semelhantes no campo acadêmico.

Assim, torna-se possível dividir tal movimentação de duas formas, a corporativa e a acadêmica.

Portanto, é útil conhecer como funcionam estes dois tipos de spin-off.

Spin-off corporativa

Assim como o próprio nome indica, a spin-off corporativa ocorre quando uma empresa surge de outra já existente.

Ou seja, este o processo citado anteriormente neste texto, onde um negócio é criado a partir de uma empresa-mãe.

Ainda vale destacar que este processo, em grande parte das vezes, começa a ser desenvolvido dentro da própria empresa-mãe.

Dessa forma, esta nova empresa pode surgir como um projeto que se expandiu ao ponto de se tornar independente do negócio principal.

Além disso, isto também pode ocorrer em segmentos da empresa, isto é, áreas específicas que foram ganhando destaque em seu setor de atuação.

Portanto, é possível considerar uma spin-off corporativa como um processo, por vezes, natural.

Isto é, a partir de determinado momento a separação se torna importante para dar sequência no crescimento do negócio.

Spin-off acadêmica

Enquanto, a spin-off acadêmica é um processo de separação que ocorre dentro de faculdades e institutos de pesquisas e estudos.

Semelhante às startups, este tipo de separação ocorre a partir de projetos e pesquisas que ganham força.

Inicialmente, este destaque acontece no campo acadêmico e, posteriormente, ruma para o setor empresarial.

Normalmente, tal prática ocorre como uma ferramenta para capitalizar projetos e produtos que são frutos de pesquisas que ocorrem nesta área.

Ou seja, este é um modo que as instituições de ensino utilizam para manter suas atividades e seguir financiando pesquisas.

Portanto, é natural que tal tipo de movimento tenha um peso grande dentro do campo da educação.

Não à toa, a spin-off acadêmica é uma prática incentivada por governos, sendo que diversos países adotam este modelo para fomentar a área de tecnologia e inovação.

Por exemplo, no caso do Brasil há a Lei de Inovação de Tecnologia (n° 10.973), desde 2004, sendo que entre os seus objetivos, está a fomentação de criação de spin-off acadêmicas.

Por fim, vale reforçar que tal prática tem peso inclusive para o setor empresarial.

Afinal, iniciativas do campo acadêmico podem ser replicadas em indústrias, potencializando a economia como um todo.

Exemplos de spin-off

Para ficar mais claro o que é este tipo de empresa, vale destacar três exemplos de spin-off, são elas:

  1. Smiles;
  2. Wiz Soluções;
  3. BB Seguridade.

Smiles

A Smiles começou como um programa de fidelidade criado pela Varig, na década de 90, e, posteriormente, se tornou posse da companhia aérea GOL.

Ao passo que o Smiles foi crescendo, foi iniciado o processo de separação do negócio de sua empresa-mãe, medida que visou atender a novas demandas de seu setor de atuação.

Em 2007, a Smiles se tornou uma empresa independente da GOL, se tornando um dos principais negócios do setor de fidelidade com clientes.

Além disso, suas ações passaram a ser negociadas no mercado financeiro.

Dessa forma, este se tornou um caso de spin-off de sucesso.

Wiz Soluções

A Wiz Soluções foi criada no início dos anos 70, como o setor responsável pela área de corretagem da Caixa Econômica Federal.

Com o passar das décadas, a Caixa Seguridade passou a ter maior independência em relação à sua empresa-mãe, o que afetou diretamente o modelo de atuação da Wiz Soluções.

Buscando atender ao crescimento da Caixa Seguridade a Wiz Soluções se tornou independente, com isso se posicionando entre as principais empresas de corretagem do país.

BB Seguridade

Por fim, outro exemplo de spin-off na área de seguros, no caso, a BB Seguridade, empresa responsável pela atuação do Banco do Brasil no setor.

Com a expansão do mercado de seguros e o crescimento do Banco do Brasil, houve o processo de separação da BB Seguridade.

Sendo que esta nova empresa se tornou uma das mais rentáveis do mundo no setor de seguros.

Assim, este se tornou outro exemplo de spin-off de sucesso no mercado de bancos.

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Motivos para criação de um spin-off

Spin-off: saiba mais sobre este tipo de estratégia empresarial

Diversos motivos podem levar uma empresa ou instituição de ensino a criar uma spin-off. Nesse sentido, é possível destacar alguns pontos. São eles:

  • Diversificação do campo de atuação;
  • Retenção de talentos;
  • Desenvolvimento tecnológico;
  • Manter competitividade;
  • Estratégia financeira.

Dessa forma, é importante entender como funciona cada um destes aspectos.

Diversificação do campo de atuação

Inicialmente, vale destacar que a prática de separação pode ser útil no processo de diversificação de área de atuação de uma empresa.

Ou seja, o negócio spin-off pode ter um foco em um setor diferente da empresa-mãe.

Assim, o campo de atuação da empresa-mãe, caso a mesma mantenha alguma ligação com o novo negócio, tende a aumentar, explorando novas oportunidades de mercado.

Além disso, o processo de separação pode atrair novos investidores, que vão desde o investidor profissional, até aquele que está entrando no mercado naquele momento.

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Retenção de talentos

Uma spin-off corporativa pode ser uma forma de reter profissionais, isso porque aquela nova empresa pode ter novos atrativos ao profissional.

Por exemplo, é possível que neste novo momento o corpo tenha maior liberdade de trabalho, uma remuneração maior ou, até mesmo, sejam bonificados com as ações da nova empresa.

Enquanto, na spin-off acadêmica, este processo de separação também pode incentivar o corpo de pesquisadores, seja com bolsas mais elevadas ou com perspectivas mais interessantes.

Por fim, vale destacar que a retenção de um corpo profissional com know-how da área também é útil, especialmente para atrair novos investidores e ganhar destaque no mercado.

Desenvolvimento tecnológico

Este ponto ocorre especialmente na área acadêmica, sendo que o processo de separação tende a ser um incentivo para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Isso porque esta separação possibilita um aumento nos investimentos realizados nos projetos.

Além disso, como apontado no tópico anterior, a prática do spin-off também tem o potencial de manter a equipe.

Ou seja, a tendência é que projetos e pesquisas de longo prazo tenham mais constância e menos percalços no caminho.

Portanto, é natural que esta prática favoreça o surgimento de novas tecnologias.

Não à toa, é incentivada por governos e empresas do setor privado.

Manter competitividade

O spin-off também é importante para empresas se manterem competitivas no mercado.

Fator que não é à toa, pois diversificação da área de atuação, inovação e incentivo interno são fatores que auxiliam uma empresa a se manter em destaque na sua área de atuação.

Além disso, este tipo de prática também é útil para atrair novos acionistas. 

Ou seja, a separação pode ser uma forma do negócio conseguir capital.

Por tudo isso, também vale destacar que o spin-off é uma alternativa para reverter cenários de crise financeira.

Afinal, a capacidade de captar novas fontes de renda pode fazer a empresa reverter cenários negativos.

Estratégia financeira

Por fim, mas não menos relevante, esta prática também é útil para concepção de uma estratégia financeira.

Como visto no tópico anterior, o spin-off possibilita fontes de renda, algo que pode interferir diretamente na estratégia financeira adotada pela empresa.

Além disso, empresas deste tipo podem ter uma gestão financeira diferente da empresa-mãe, sendo que o foco é mais voltado para suas questões internas.

Fator que pode interferir diretamente na capacidade de crescimento do negócio.

Afinal, a independência financeira neste aspecto pode potencializar a capacidade de crescimento do negócio.

Portanto, o spin-off se torna uma alternativa para negócios que buscam superar concorrência e se destacar no longo prazo, especialmente entre as empresas que negociam suas ações no mercado financeiro.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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