Tesouro Direto: conheça essa importante plataforma financeira

TESOURO DIRETO: conheça essa importante plataforma financeira
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Por décadas o investimento mais popular para o brasileiro foi a poupança, contudo nos últimos anos a rentabilidade dessa modalidade vem caindo consideravelmente. Com isso, muitas pessoas estão procurando no mercado financeiro uma alternativa para alocar seu dinheiro, ainda assim nem todos os investidores iniciantes conhecem esse segmento da economia e os produtos existentes nele, como por exemplo: ações, Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), além de suas plataformas, como é o caso do Tesouro Direto.

Além disso, muitas pessoas ainda associam o mercado financeiro apenas à Wall Street, ou seja, algo fora da realidade nacional. Todavia, a bolsa de valores do Brasil está em crescente, e dentre as modalidades existentes nesse mercado, o Tesouro Direto é uma das ferramentas de investimentos que mais ganhou destaque nos últimos tempos, especialmente por ser uma forma prática para adquirir títulos públicos.


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    1. O que é o Tesouro Direto?
    2. Tipos de títulos de Tesouro Direto
    3. Características do Tesouro Direto

O que é o Tesouro Direto?

TESOURO DIRETO: conheça essa importante plataforma financeira

O Tesouro Direto é a plataforma onde o Tesouro Nacional disponibiliza os seus títulos de renda fixa, sendo que o objetivo do Estado nessa operação é arrecadar fundos para financiar o orçamento, além de permitir que pessoas físicas adquiram este tipo de ativo.

Sendo que a democratização dos títulos públicos foi um dos principais motivos para criação dessa plataforma, no ano de 2002.

Também vale destacar que a criação dessa ferramenta é fruto de uma parceria entre o Tesouro Nacional com a Bolsa de Valores, a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

Assim, ela se tornou uma das iniciativas na busca pela popularização de investimentos na bolsa de valores por parte dos brasileiros.

Afinal, através dessa plataforma surgiram opções de investimentos a custo baixo, alcançando assim maior parte da população.

Além disso, a praticidade e o número de opções de títulos também foram outras características que serviram como atrativo ao TD.

Todavia, para entender melhor esse processo é necessário compreender como é o funcionamento do Tesouro Direto.

Como funciona o TD

Como foi apontado anteriormente, o TD é apenas uma plataforma de investimentos destinada aos títulos públicos.

Ou seja, não é possível investir diretamente nele, mas sim nos produtos que fazem parte desta ferramenta.

Assim, o entendimento de seu funcionamento é essencial para investidores que estão começando, afinal é necessário ter cuidados antes de investir em qualquer tipo de capital.

Dessa forma, pode-se definir três fatores que auxiliam na explicação do funcionamento da plataforma e suas vantagens. São eles:

      1. Onde é alocado o dinheiro que é investido no TD;
      2. Vantagens para o investidor;
      3. Vantagens para o Estado.

Onde é alocado o dinheiro que é investido no TD

É comum que muitos investidores iniciantes tenham receio em alocar seu capital, especialmente por não saber para onde seu patrimônio está indo.

Inicialmente, é necessário destacar que o capital que é investido em títulos do Tesouro Direto não tem um destino específico.

Afinal, os títulos ofertados nessa ferramenta tem como objetivo gerar caixa para o Estado, portanto o valor aplicado vai para conta da União.

Assim, é possível que esse dinheiro possa ser utilizado com diferentes propósitos.

Todavia, isso não quer dizer que investimentos realizados em títulos do TD sejam arriscados.

Ao contrário, por ser uma modalidade de investimentos de renda fixa, a tendência é que seja um dos produtos mais seguros do mercado financeiro.

Além disso, vale destacar que por conta da queda no rendimento da poupança nos últimos anos, o TD teve um crescimento considerável de investidores e de capital.

Não à toa, esse número chegou a marcas históricas no início de 2021, sendo que foram registradas mais de 6 milhões de pessoas cadastradas no Tesouro Direto, sendo que mais de 1.2 milhões dessas contas estavam ativas.

Simultaneamente, o volume financeiro em títulos dessa modalidade estava em cerca de R$70 bilhões.

Contexto que atesta o momento positivo de investimentos que fazem parte do TD, além de demonstrar que o brasileiro está, cada vez mais, procurando alternativas à poupança.

 Vantagens do TD para o investidor

É possível colocar como uma das principais vantagens do Tesouro Direto a praticidade que ele trouxe para se investir em títulos públicos, além de favorecer a democratização deste tipo de investimentos entre a população.

Ainda mais quando analisado o contexto em que ele foi criado, quando o mercado financeiro era visto por boa parte dos brasileiros como um segmento exclusivo para pessoas com alta renda.

Além disso, antes da criação do TD investir em títulos do governo não era algo tão simples, fator que afastava até investidores mais experientes.

Dessa forma, por vários anos as pessoas só investiram nessa modalidade de investimentos quando eles estavam presentes nos Fundos de Investimentos.

Posteriormente a sua criação, os títulos públicos se tornaram uma opção interessante para quem busca uma alternativa à poupança, como já citado.

Todavia, essa modalidade também ganhou espaço com investidores de longa data no mercado, especialmente por serem uma opção relevante na hora de se montar uma carteira de investimentos.

Afinal são títulos que representam baixo risco e uma volatilidade interessante.

Vantagens do TD para o investidor

A criação do Tesouro Direto não trouxe vantagens apenas aos investidores, o Estado também colheu frutos desde sua criação.

E dentre os principais pontos positivos, está o fato que o governo conseguiu diversificar sua base de financiamento.  Ou seja, ampliou suas opções de financiadores.

Fator de extrema relevância quando analisado que até então o país dependia, na maior parte das vezes, de financiamento proveniente de instituições financeiras e entidades internacionais.

Além disso, isso trouxe maior estabilidade às contas do Estado, sendo que o TD permitiu arrecadações maiores e com mais frequência.

Por fim, a maior facilidade no momento de se adquirir títulos públicos, atraiu um número maior de brasileiros para o mercado financeiro.

Ou seja, o Estado incentivou a maior educação financeira de sua população.

Entendido o que é e como funciona o Tesouro Direto, também é relevante reforçar os tipos de títulos negociados nessa plataforma.


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Tipos de títulos de Tesouro Direto

TESOURO DIRETO: conheça essa importante plataforma financeira

Como já apontado no texto, o Tesouro Direto é “apenas” a plataforma no qual estão disponíveis os títulos públicos.

Dessa forma, é necessário apresentar os títulos do Tesouro Direto, afinal existem diferenças consideráveis entre as opções de investimentos ofertadas.

Além disso, essas distinções podem fazer toda diferença no rendimento final do investidor.

Afinal, as características são variadas, assim prazos, rendimentos, objetivos, entre outras características são alternadas.

Portanto, o principal ponto é associar o objetivo do investimento com as especificações do título.

E a melhor forma para conseguir isto é entender como é o funcionamento de cada “produto” disponibilizado do TD.

Para isso,vale-se destacar três exemplos de tesouro:

      • Prefixado;
      • Pós-fixado;
      • Selic.

Tesouro Prefixado (LTN)

Assim como o nome já induz, o Tesouro Prefixado, ou LTN, é aquele que tem seu rendimento definido previamente. Dessa forma, o investidor já saberá qual será o valor que receberá ao final do contrato.

Dessa forma, esse é um dos investimentos mais seguros de todo o mercado financeiro.

Todavia, é necessário ficar atento a um ponto de extrema relevância, o valor final pré-acordado só será recebido ao final do contrato.

Ou seja, caso o investidor retire o capital investido antes do final da data prevista em contrato, o rendimento pré-acordado será diferente.

O que não quer dizer que o investidor não possa fazer esse movimento, porém é necessário ter o entendimento sobre essa variação.

Além disso, vale ressaltar que mesmo tirando antes do final do contrato, o capital terá rendido, afinal a liquidez do Tesouro Prefixado é diária.

Por fim, é necessário destacar que quando acontece a retirada antes do término do contrato há a precificação de mercado.

Assim, ocorre a precificação dos títulos com base no valor dos juros do dia que o investimento é resgatado.

A LTN também tem algumas subcategorias, todavia o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) merece maior destaque.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)

Tal qual na LTN, no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais o investidor também já sabe o rendimento que vai obter ao final do contrato.

Todavia, no NTN-F são pagos a cada período de um semestre juros devidos até aquela data, que são denominados como cupons.

Fator que por si só parece mais vantajoso que em relação ao LTN, contudo a negociação é mais complexa.

Afinal, caso o investidor retire os cupons semestrais serão descontados 22,5% em impostos, isto é, a alíquota máxima do imposto de renda sobre aquele valor.

Assim, no final das contas o LTN e NTN-F se tornam investimentos com prós e contras, sendo que a definição de qual é melhor será de acordo com o perfil do investidor.

Dessa forma, se o investidor que busca fluxo de caixa semestral, o NTN-F é mais vantajoso, enquanto para pessoa que tem seu foco no longo prazo, podendo ser desde o investidor conservador até o investidor arrojado, a LTN é um negócio melhor.

Tesouro Pós-fixado

Da mesma forma que a LTN, a nomenclatura do Tesouro Pós-fixado já indica como é o funcionamento deste tipo de título.

Assim, a grande característica do Tesouro Pós-fixado é que seu rendimento é dividido em uma parte variável e outra fixa.

Ou seja, parte deste título funciona da mesma forma que o Tesouro Prefixado, enquanto a outra é atrelada a algum tipo de indexador.

Assim, vale destacar dois tipos de indexadores, o IPCA e o IGP-M.

Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA, o NTN-B Principal, ou IPCA+, é o título público que está atrelado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA.

Ou seja, o indexador do NTN-B é o principal índice de inflação do Brasil.

Assim, a grande vantagem deste investimento é que o capital alocado neste título nunca perde o valor de compra, afinal o rendimento dele é a soma pré-fixada mais a variação do IPCA.

Dessa forma, o valor sempre será superior à inflação do país no período.

Também vale ressaltar que existe uma variante deste título no qual existe o pagamento de juros semestrais.

Esta modalidade é chamada IPCA+ com juros semestrais.

Tal qual o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, para este título também existe o pagamento de cupons em períodos semestrais.

Um ponto que vale destacar para os dois casos é que quanto mais tempo o dinheiro estiver investido, maior será o rendimento.

Todavia, por ser atrelado a um índice econômico o risco também é maior, especialmente por não ser possível prever a situação econômica do país ao longo do período de contrato.

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Tesouro IGP-M

O Tesouro IGP-M, ou NTN-C, é o título que está atrelado ao Índice Geral de Preços de Mercado, o IGP-M.

Inicialmente vale salientar que o IGP-M é o principal índice de inflação ligado ao setor imobiliário, não à toa é conhecido como “inflação de aluguel”.

Todavia, o NTN-C é um dos títulos menos conhecidos que vieram do Tesouro Direto, afinal só esteve disponível entre 2002 e 2006.

Desde então, esse título público é negociado apenas no mercado secundário.

Além disso, vale destacar que ainda existem NTN-C com vencimento ativo, ou seja, que os contratos não finalizaram. A previsão é que o último esteja concluído em janeiro de 2031.

Tesouro Selic

Por fim, mas não menos importante, existe o Tesouro Selic.

Este é o título em que seus rendimentos estão atrelados à taxa Selic.

Ou seja, estão ligados à taxa básica de juros da economia brasileira, isso é, ao principal índice econômico do país, sendo que este tem influência direta em todas as outras taxas da economia nacional.

Sendo definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetárias, o Copom, a Selic afeta diretamente investimentos como:

      • Certificado de Depósito Bancário (CDBs);
      • Certificado de Depósito Interbancários (CDIs);
      • Poupança;
      • Títulos privados com rendimento pós-fixado;
      • Debêntures;
      • Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
      • Letra de Crédito do Agronegócio(LCA);
      • Juros de empréstimos;
      • Juros de financiamentos.

Portanto, é natural que o peso da Selic para a economia nacional seja destacado.

Dessa forma, não poderia ser diferente com o Tesouro Selic, no qual o rendimento é diário, tendo como base a variação da Selic ao ano e ao dia.

Ainda que seja um dos investimentos com rendimentos mais interessantes na história do país, o Tesouro Selic está em queda nos últimos anos.

Não à toa, afinal a Selic está em seu menor valor histórico no período e tem como previsão acabar em 5,52% no ano de 2021.

Outro ponto que afetou diretamente este investimento foi a crise econômica vivida pelo país, o que reduziu a credibilidade perante o mercado, que por sua vez afetou diretamente a Selic.

Contudo, os dados da inflação também apresentaram oscilações nos últimos anos, o que fez com que o Tesouro Selic seguisse sendo uma opção considerável de investimento.

Entendido o que é o Tesouro Direto e seus tipos, também é importante ressaltar a importância de se compreender suas características.


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Características do Tesouro Direto

TESOURO DIRETO: conheça essa importante plataforma financeira

Como citado até aqui, os títulos públicos do Tesouro Direto podem ser um investimento interessante para diferentes tipos de investidores.

E para entender se esse processo acontece, é necessário entender algumas características do TD, dos quais pode-se destacar:

      • Prazo do TD;
      • Custos do TD;
      • Rentabilidade do TD.

Prazos do TD

Um ponto a ser levado em consideração antes de realizar um investimento em títulos do Tesouro Direto é o prazo daquele investimento.

Ou seja, o período de resgate do valor investido pode ser um fator determinante no momento de se escolher um investimento deste tipo.

Afinal, o rendimento máximo dos títulos está diretamente atrelado ao término do contrato.

Todavia, ainda que seja necessário a retirada antes do vencimento do contrato, há chances do investidor obter ganhos, afinal a liquidez deste tipo de investimento é diária.

Outro ponto a se citar é: a maioria dos investimentos nesta categoria tendem a ser mais rentáveis no longo prazo.

Custos do TD

Outro ponto relevante a se analisar antes de investir em títulos públicos do Tesouro Direto são os custos que envolvem a operação.

E para isso, pode-se citar quatro exemplos. São eles:

      • Tributação;
      • Custo de custódia na B3;
      • Taxa de administração em instituições financeiras;
      • Custo de custódia em instituições financeiras.

Dessa forma, se faz necessário apresentar como funciona cada um desses custos.

Tributação

Assim como grande parte dos produtos de renda fixa, os impostos são calculados de acordo com o lucro, sendo que este valor é alterado à medida que o tempo passa, ou seja, de acordo com a tabela regressiva do imposto de renda (IR).

Com isso, o valor máximo pago em impostos é de 22,5%, enquanto o mínimo é de 15%.

A tabela progressiva do IR sob os títulos do TD é uma forma de exemplificar esse processo:

      • 15% quando o vencimento do contrato é após 720 dias após a data de aplicação;
      • 17,5% quando o vencimento do contrato ocorreu entre 361 a 720 dias após a data de aplicação;
      • 20% quando o vencimento do contrato ocorreu entre 181 a 360 dias após a data de aplicação;
      • 22,5% quando o vencimento do contrato é após 180 dias da data de aplicação;

Novamente é possível perceber que este investimento tende a ser mais vantajoso no longo prazo.

Vale ressaltar que a corretora é que faz o recolhimento deste valor, todavia é necessário que o investidor fique atento, pois ele tem que declarar no IR os títulos que foram tributados.

Além disso, o Imposto sobre Operações Financeiras, ou IOF, é outro tributo que existe neste tipo de investimento.

Contudo, o IOF só é cobrado caso o valor seja retirado nos primeiros 30 dias após sua aplicação. Dessa forma, é necessário que o investidor fique atento a esta característica.

Custo de custódia na B3

Esta é uma taxa que é cobrada em quase todos os investimentos que existem no Tesouro Direto. Afinal, ela é utilizada pela B3 como forma de disponibilizar o sistema.

Normalmente, esta taxa de custódia é cobrada semestralmente, além de ser um custo a mais quando o investidor retira seu capital antes do fim do contrato.

Vale destacar que seu valor anual é de cerca de 0,25% sobre o capital que o investidor tem aplicado em títulos do TD.

Além disso, outra peculiaridade deste custo é que ele só é aplicado em investimentos de até R$5 milhões, sendo que valores que superem esta marca são isentos da taxa da B3.

Taxa de administração em instituições financeiras;

Talvez esta taxa seja uma das que o investidor deva ter maior atenção. Isso porque ele simplesmente não é mais cobrada em diversas instituições financeiras.

Ou seja, existem corretoras e bancos que extinguiram a taxa cobrada na compra e vendas de títulos públicos do TD.

Assim, cabe ao investidor pesquisar quais instituições financeiras que não cobram este valor.

Afinal, é um gasto facilmente excluível no momento em se realizar investimentos.

Custo de custódia em instituições financeiras

Assim como o custo de custódia da B3, esta é uma taxa que corretoras e bancos cobram sob o capital investido em títulos do Tesouro Direto.

Contudo, vale ressaltar que da mesma forma que a taxa de administração das instituições financeiras, o custo de custódia já não é cobrado em diversas empresas do setor.

Portanto, é aconselhável ao investidor pesquisar instituições no qual esta taxa não seja mais cobrada, assim evitando um gasto extra.

Rentabilidade do TD

Do mesmo modo que entender as taxas, ficar atento à rentabilidade do Tesouro Direto é de suma importância para quem investe nesta modalidade.

Inicialmente, é importante reforçar que existem tipos diferentes de títulos públicos, portanto o cálculo, como já visto, é diferente.

Especialmente nos Títulos Pós-fixado e no Título Selic, sendo que nas duas modalidades existem indexadores com volatilidade diferentes atrelados a eles.

Além disso, se faz necessário reforçar que existem títulos de renda fixa, como CDB e LCI, no qual a rentabilidade tende a ser maior do que os títulos que estão no Tesouro Direto.

Contudo, os títulos públicos geralmente são mais seguros que os exemplos citados.

Afinal, ele está exposto ao risco soberano do Brasil. Assim, para que acontecesse a “quebra” do TD, seria necessário que todo o Sistema Financeiro Nacional (SFN) também quebrasse.

Algo que não é impossível, todavia que é muito difícil de acontecer. Dessa forma, muitos economistas colocam os títulos públicos como taxa livre de risco.

Outro fator que atesta a segurança deste investimento é a possibilidade do Estado imprimir dinheiro caso não tenha caixa para pagá-lo, assim o retorno ao investidor está assegurado.

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Para quem o Tesouro Direto é indicado

Como apontado até aqui, existem diversas opções de investimentos no Tesouro Direto. Dessa forma, é natural que essa plataforma atraia investidores de diversos perfis.

Assim, determinar um público específico para que este tipo de investimento seja destinado se torna uma tarefa equivocada.

Todavia, é possível apontar que os títulos do Tesouro Direto tendem a ser um dos investimentos mais interessantes para os investidores que estão iniciando sua jornada no mercado financeiro, especialmente para aqueles que não querem expor seu capital a muito risco.

Além disso, as opções existentes no TD são interessantes para investidores que possuem uma carteira diversificada.

Afinal, são investimentos seguros e com rendimentos consideráveis.

Dessa forma, o Tesouro Direto é um negócio interessante para o investidor arrojado, moderado e conservador. Não à toa, seus títulos estão entre os mais populares do mercado financeiro nacional.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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