Investidor Arrojado: tudo sobre esse possível perfil de investidor

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O mercado de investimentos possui uma diversidade de ativos que oferecem diferentes rentabilidades e riscos ao investidor. Por isso, saber qual o melhor investimento para si depende de uma análise de perfil que varia entre investidor arrojado, moderado e conservador.

Nesse artigo você irá conferir quais as características do investidor arrojado e quais os investimentos mais interessantes para esse perfil.

O que é ser um Investidor Arrojado?

O investidor arrojado é aquele que possui um perfil mais agressivo e que deseja alcançar os maiores lucros a longo prazo, mesmo que para isso seja necessário ter algumas perdas a curto prazo.

Ele é, dentro dos três possíveis tipos de investidor, o que mais tolera riscos em troca de investimentos mais rentáveis.

Embora a tolerância a maiores riscos seja uma das suas principais características, isso não significa necessariamente que o perfil de investidor arrojado invista apenas visando correr mais riscos de forma imprudente. Na verdade, esse tipo de investidor busca segurança na diversificação da carteira.

Ou seja, se por um lado seus investimentos são mais arriscados e possuem maiores chances de insucesso se comparados a investimentos conservadores, o investidor arrojado equilibra esse risco diversificando seus investimentos.

Essa diversidade na carteira dá ao investidor mais chances de ganho. Em outras palavras, se um de seus investimentos não oferecer a rentabilidade esperada, há ainda outros investimentos em sua carteira que poderão oferecer.

Outra característica comum no perfil arrojado é o maior domínio da área onde se deseja investir. Logo, isso significa que, apesar dos riscos, há muita pesquisa por trás de seus investimentos.

Afinal, tolerar mais riscos é uma estratégia com grande possibilidade de perda de recursos, fazendo com que seja necessário pensar bem antes de aplicá-la.

Quais são os outros perfis de investidor possíveis?

Existem três tipos de perfil de investidor e suas características variam de acordo, principalmente, com o objetivo que cada um possui.

Um ponto crucial que separa cada um deles é o quanto de risco ele está disposto a tolerar para que os investimentos tenham maior rendimento. Assim, temos:

  1. conservador: aquele que não quer perder dinheiro e não tolera muitos riscos;
  2. moderado: o investidor que aceita correr um pouco de risco para investimentos a longo prazo; e
  3. arrojado, também conhecido como agressivo.

Em todos os casos, ninguém quer perder dinheiro. Por isso, o recomendado para todos os três perfis é ter um bom estudo dos ativos e do mercado financeiro.

Porém, quando entramos no perfil agressivo, é altamente recomendado que ele conheça muito bem os ativos mais indicados para a categoria.

Afinal, se ele não compreender bem as opções que possui, existe uma alta possibilidade de que a estratégia não dê certo.

Quais podem ser os investimentos mais interessantes para o investidor arrojado?

A carteira de investimentos arrojada possui a maior parcela de seus ativos em renda variável, enquanto uma menor parte de seus recursos está alocada em produtos que oferecem menor risco, normalmente em renda fixa, a fim de preservar uma parte do seu dinheiro.

É preciso intender que não existe uma receita que classifica os melhores investimentos para perfil arrojado. Isso depende dos objetivos de cada investidor e de fatores externos, como índices econômicos e a situação política do momento, por exemplo.

Contudo, dentre os títulos mais comuns a esse perfil temos:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • LCI/LCA, que são as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio;
  • debêntures;
  • ETFs, ou exchange-traded fund;
  • COE, o Certificado de Operações Estruturadas; e
  • CRI/CRA, os Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio.

Além disso, normalmente o investidor arrojado procura também por alguns fundos, como o multimercado de média e alta volatilidade, os de ações e os imobiliários também.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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