Ticker: saiba mais sobre este código financeiro importante

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A utilização de códigos para comunicação é comum no mercado financeiro, todavia alguns investidores, especialmente iniciantes, podem ter dúvidas sobre o funcionamento dessa “linguagem”. Assim, se torna útil conhecer o que é o ticker.

Isso porque o ticker é o tipo de código mais utilizado na bolsa de valores, estando este diretamente ligado com a negociação de ações. Portanto, conhecê-lo é útil tanto para os investidores, quanto para profissionais que estão buscando certificações do mercado, como o CNPI e a CEA, por exemplo. 

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O que é ticker 

Ticker é o tipo de código utilizado na bolsa de valores para a identificação de determinado ativo financeiro, isto é, esta é uma forma de abreviar o nome do produto, facilitando assim sua negociação no mercado financeiro.

Assim, este se torna um dos primeiros passos para quem busca investir na bolsa, pois é através deste código que o investidor vai conseguir identificar e negociar os ativos do mercado financeiro.

Portanto, é útil compreender os propósitos por trás deste tipo de código, além de entender o porquê destes serem importantes para o funcionamento da bolsa de valores. 

Funcionalidade do ticker

O ticker da bolsa tem como principal objetivo auxiliar na identificação dos ativos que são negociados no mercado.

Todavia, vale destacar que este tipo de padronização não é universal, isto é, cada bolsa de valores utiliza regras próprias no momento da construção de um ticker.

Dessa forma, os tickers brasileiros são identificados de forma diferente na Brasil, Bolsa e Balcão, a B3, e na bolsa de Nova York, por exemplo. 

Ou seja, é importante focar inicialmente nas regras voltadas para o mercado nacional, pois é este que o investidor brasileiro terá mais exposição a priori.

Dessa forma, vale destacar que a primeira característica dos códigos nacionais é o fato destes serem compostos por quatro letras e o numeral.

Portanto, todos os ativos financeiros seguem um padrão, auxiliando o investidor no momento de encontrar e realizar suas operações. 

Afinal, basta digitar o ticker referente ao ativo financeiro para se saber a cotação deste, negociá-lo na bolsa, entre outras operações. 

Como o ticker é construído

Exceção aos códigos referentes aos contratos futuros, cuja padronização é responsabilidade da própria B3, os tickers da bolsa costumam a ser escolhidos pelas próprias empresas e fundos.

Compreendendo esta regra, é possível separar a construção deste código de acordo com o produto financeiro que ele é referente. 

Dessa forma, vale destacar que existem cinco variações de tickers, são eles:

  1. Ações;
  2. ETFs;
  3. FIIs;
  4. BDRs;
  5. Mercado futuro.

Portanto, vale destacar separadamente como se dá o funcionamento de cada um destes tipos de tickers. 

Ações

O ticker de ações talvez seja o código mais comum do mercado financeiro nacional, pois se trata de um dos principais produtos financeiros que existem na bolsa de valores.

Ainda vale reforçar que as ações podem ser separadas em preferenciais (PN) ou ordinárias (ON).

Dessa forma, o ticker utilizado para identificar cada um destes tipos difere, sendo que é o numeral que vai ter esta utilidade.

Assim, a construção do ticker de ações se dá pela presença de quatro letras e o numeral, que pode ir de um a onze, sendo que o significado deles é:

  • 1 – Direito de subscrição de ações ordinárias (ON);
  • 2 – Direito de subscrição de ações preferenciais (PN);
  • 3 – Ações ordinárias;
  • 4 – Ações preferenciais;
  • 5 ao 8 – PN de classe A, B, C ou D;
  • 9 – Recibo de subscrição de ações ordinárias;
  • 10 – Recibo de subscrição de ações preferenciais;
  • 11 – Units.

Para ficar mais claro, utiliza-se o exemplo referente aos ticker da Itaúsa, cujo código ITSA3 é referente às ações ordinárias da empresa, enquanto o código ITSA4 identifica os títulos preferenciais da instituição financeira. 

Portanto, o investidor deve ficar atento ao número que aparece após as letras, pois é esta informação que vai servir para identificar a qual tipo de ação aquele código faz referência. 

Por fim, vale apontar que ainda existem códigos que finalizam com a letra “F” ao final.

Contudo, neste caso é referência ao mercado fracionário, não ao convencional de ações.  

ETFs

Os Exchange Traded Funds (ETF), também conhecidos como fundos de índices, também são produtos negociados na bolsa de valores brasileira.

Assim, é natural que exista ticker de ETF, pois este é um produto disponível aos investidores do mercado financeiro.

Em suma, o funcionamento deste código é semelhante às ações units, isso porque sua construção é feita com quatro letras seguidas do número onze.

Por exemplo, o Ishares Ibovespa Fundo de Índice, um dos ETFs mais populares do mercado financeiro nacional, tem com o ticker “BOVA11”.

Dessa forma, o investidor deve se certificar se o produto que optou é um fundo de índice, uma ação unit ou, até mesmo, um Fundo de Investimento Imobiliários (FII) antes de realizar o investimento. 

FIIs

O ticker de FII, assim como o ticker de ETFs, também é definido por quatro letras seguidas do número onze. 

Além disso, vale destacar que não existe diferenciação de identificação para fundo tijolo, papel ou de fundos.

Portanto, o investidor deve ter atenção no momento de pesquisar o código referente ao FII que deseja, porque, diferente do que ocorre nas ações, estes não estão bem separados. 

BDRs

O Brazilian Depositary Receipt (BDR) é um produto financeiro voltado para quem deseja investir no mercado internacional.

No caso, os tickers voltados para identificar os tipos de produtos desta área são formados por quatro letras, sendo que podem ser usados três numerais para definir ele. No caso:

  • 34 – BDR nível I;
  • 32 – BDR nível II;
  • 33 – BDR nível III.
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Mercado futuro

Por fim, mas não menos relevante, existem os tickers voltados para fazer a sistematização do mercado futuro. 

Diferente dos exemplos anteriores, estes são formados por três letras seguidas de uma palavra que define o mês de vencimento e o numeral do ano que finaliza o contrato. 

Por exemplo, é possível alguns códigos do mercado futuro, como:

  • EUR – Euro;
  • IND – Ibovespa;
  • DOL – Dólar;
  • GBP – Libra esterlina.

Enquanto os meses são definidos da seguinte forma:

  • Jan – F;
  • Fev – G;
  • Março – H;
  • Abril – J;
  • Maior – K
  • Junho – M;
  • Julho – N;
  • Agosto – Q;
  • Setembro – U;
  • Outubro – V;
  • Novembro – X;
  • Dezembro – Z.

Portanto, se o investidor quer fazer negócios no mercado futuro relacionado ao Euro, sendo que busca o vencimento de contrato em novembro de 2023, o mesmo deve buscar pelo código EURX23.

Assim, como foi possível perceber, o ticker se torna uma ferramenta de utilidade para o bom funcionamento do mercado financeiro.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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