Títulos pós fixados: como se defender de um aumento na taxa de juros

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A renda fixa é um dos maiores mercados do mundo e, por esse motivo, existe uma infinidade de ativos disponíveis no mercado. Dentre eles, é possível encontrar tanto títulos pré-fixados quanto aqueles títulos pós fixados.

Os títulos pós fixados se caracterizam por replicarem algum benchmark de mercado, podendo ser a taxa Selic, o CDI ou, até mesmo, o IPCA, sendo uma excelente alternativa para a reserva de oportunidade.

O que são Títulos Pós-fixados?

Os títulos pós fixados são títulos de renda fixa caracterizados por possuírem rentabilidade ligada a algum indicador da economia e que permite ao investidor saber a rentabilidade do investimento apenas no vencimento.

Entre esses indicadores, os títulos podem replicar:

  1. Taxa Selic;
  2. Taxa CDI;
  3. IPCA.

Por serem atrelados a um indicador, o investimento nessa categoria de ativos apresenta menor risco e uma maior segurança, sendo o principal produto para quem quer formar a sua reserva de emergência.

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Quais as vantagens e desvantagens dos títulos pós-fixados?

Como mencionado anteriormente, os títulos pós fixados apresentam sua remuneração atrelada a algum indicador econômico. Nesse sentido, as principais vantagens encontradas ao investir nesse tipo de ativo são:

  • Menor instabilidade em relação a outros investimentos;
  • Proteção contra a inflação, no caso dos títulos ligados ao IPCA;
  • Aumento de rendimento quando ocorre aumento dos juros;
  • Maior segurança do que os ativos pré-fixados.

Por outro turno, apesar de ser um dos ativos mais defensivos do mercado e com grande previsibilidade de rendimentos, ao investir em títulos com remuneração pós fixada, o investir está exposto a:

  • Limitação na rentabilidade, uma vez que esse tipo de título tende a ser o livre de risco;
  • Resultados menores em momentos de queda da taxa de juros da economia;
  • Certeza da rentabilidade apenas no momento do vencimento.

Assim, é essencial ao investidor alocar os seus recursos de forma a estar exposto aos diversos ativos, diversificando não só em renda variável, mas também na renda fixa.

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Quais são exemplos de investimentos pós-fixados?

Os investimentos pós fixados podem ser encontrados tanto em instituições privadas quanto em instituições públicas, ou seja, existem ativos emitidos por instituições financeiras e pelo governo.

Em relação ao governo, o título pós fixado emitido para fazer frente as despesas da federação é o famoso Tesouro Selic, que paga a taxa Selic mais uma taxa pré-fixada, a qual apresenta impacto ínfimo na rentabilidade do título.

Partindo para os títulos emitidos pelas instituições financeiras, o leque de opções é maior. Assim é possível encontrar ativos como RDC (cooperativas), CBD, LCA, LCI em sua maioria atrelados ao CDI.

Qual a diferença entre prefixado e pós-fixado?

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A grande e, principal diferença entre essas duas modalidades de remuneração, é que no caso dos títulos pós fixados o investidor descobre apenas no vencimento qual foi a rentabilidade na hora do resgate.

Por outro lado, o título pré-fixado o investidor sabe exatamente quanto o dinheiro vai render, mas apenas se ele ficar com o título até o vencimento.

Os títulos pós fixados, diferentemente dos títulos pré-fixados não apresentam os benefícios e malefícios da marcação a mercado, que permite obter rentabilidade elevada nos ativos com taxa pré-fixada.

Assim, os títulos pós fixados são a melhor alternativa para quem quer uma maior previsibilidade e poucas oscilações, as quais podem trazer até mesmo rentabilidade negativas nos títulos pré-fixados.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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