Como abrir uma AAI: saiba os passos para abrir este tipo de empresa

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Como a expansão que o mercado financeiro nacional teve nos últimos anos, nem só investidores têm olhado para o segmento com maior atenção. Isso porque a área também se tornou atrativa para empreendedores, especialmente entre aqueles que buscam como abrir uma AAI.

Isso porque as instituições financeiras que atuam na área têm ganhado cada vez mais clientes, dessa forma quem busca como abrir uma AAI consegue empreender um em setor com potencial. Além disso, este tipo de empresa é um atrativo para aqueles profissionais que têm o objetivo de trabalhar no mercado financeiro.


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Como abrir uma AAI

Como abrir uma AAI: saiba os passos para abrir este tipo de empresa

Tal qual ocorre em negócios de outros setores, para se abrir uma empresa de investimentos é necessário apresentar informações relacionadas à documentação do solicitante, endereço físico, área de atuação, entre outras informações relevantes sobre a marca e seus objetivos.

Dessa forma, o indivíduo que deseja seguir este caminho deve estar ciente das burocracias existentes no meio.

Todavia, tão relevante quanto entender a complexidade para se criar um negócio nesta área, é a definição sobre o que a empresa vai fazer.

Ou seja, o empreendedor tem que saber o que significa e qual é o papel de uma corretora de valores antes de desenvolver um negócio.

Corretora de valores

Corretora de valores, ou corretora de investimentos, são instituições financeiras cujo foco de sua atuação é na intermediação e negociação de ativos no mercado financeiro, isto é, esta empresa atua como ponte que liga o investidor e os produtos negociados na bolsa de valores.

Dessa forma, este tipo de negócio possui importância para o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN), em especial a bolsa de valores,  pois servem para auxiliar investidores que desejam atuar na área.

Assim, uma corretora de investimentos tem um papel de relevância no que diz respeito à captação de novos investidores e a retenção dos mesmos na área.

Afinal, ainda que o indivíduo não tenha vasto conhecimento sobre o funcionamento da bolsa de valores, ao ser assessorado por este tipo de instituição financeira ele conseguirá obter resultados positivos.

Em suma, as corretoras de valor atuam para que seus clientes consigam aplicar seu patrimônio em produtos financeiros, buscando assim obter retorno naquelas opções.

Ou seja, o papel principal deste negócio é assessorar e realizar o processo de compra e vendas de ativos financeiros, como, por exemplo:

  • Cotas de fundos de investimentos;
  • Títulos públicos federais, como Tesouro Direto, Tesouro Selic, entre outros;
  • Títulos de crédito privado, como CDBs, LCI, LCA, entre outros;
  • Cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários;
  • Ações.

Portanto, é natural que uma corretora de valores seja um empreendimento interessante para quem busca ter um negócio no setor.

Todavia, ainda é importante entender outras funções realizadas por este tipo de negócio.

Outras funções de uma corretora de valores

Ainda que seu principal trabalho seja como intermediário de investimentos, o papel de uma corretora de valores vai além desta função.

Isso porque esta empresa de investimentos tem função no momento de captar investidores e auxiliá-los em sua jornada.

Ou seja, as corretoras de investimentos também trabalham para que o investidor entenda como funciona a bolsa de valores.

Para isso são apresentadas questões que envolvem o perfil do investidor, o tipo de produto que encaixa, sua capacidade de aceitar os riscos, entre outros pontos.

Assim, a importância dos profissionais que atuam em uma casa de investimentos se torna mais evidente.

Não à toa profissões como a do Agente Autônomo de Investimentos (AAI), gestor de investimentos, entre outras, ganharam espaço no mercado de trabalho nos últimos anos.

Afinal, são estas posições as responsáveis pelos serviços de:

  • Introdução ao mercado de capitais e seus produtos;
  • Criação de relatórios acerca dos ativos financeiros e suas características;
  • Orientações sobre os momentos oportunos para se manter ou não uma posição;
  • Auxílio na diversificação da carteira;
  • Análise de risco e retorno sobre determinados investimentos.

Vale destacar que estes são apenas alguns dos pontos tratados diretamente por tais profissionais.

Além disso, os profissionais que fazem parte de uma corretora de valores impactam diretamente em duas das três características que atraem clientes, que, no caso, são:

  1. Taxas;
  2. Segurança;
  3. Experiência.

Ainda vale destacar, especialmente para quem busca empreender, que as taxas de corretagem são cada vez menos frequentes neste meio.

Portanto, quem planeja criar uma corretora de valores deve ter em seu planejamento as questões que envolvem taxa de corretagem e desempenho.

Entendido o que é este tipo de empresa de investimentos, se torna possível se aprofundar nos passos necessários para criar um negócio deste tipo.


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Passos de como abrir uma AAI

Como abrir uma AAI: saiba os passos para abrir este tipo de empresa

Quem busca como abrir uma AAI deve se atentar ao processo que é fazer um negócio deste tipo sair do papel, isto é, elaborar um planejamento que possibilite seu sucesso nessa jornada.

Assim, ainda que não haja uma receita para tal, é possível destacar quatro passos que auxiliam empreendedores que seguem por tal caminho.

São eles:

  1. Foco da empresa de investimentos;
  2. Elaboração do plano de negócios;
  3. Qualificação e autorização;
  4. Estruturação contábil.

Portanto, é importante entender cada um destes passos separadamente.

Foco da empresa de investimentos

Inicialmente, o indivíduo deve entender qual o foco do negócio que deseja abrir, em especial o público-alvo que pretende atingir.

Para isso, é necessário considerar tanto os produtos financeiros que farão parte dos portfólios da casa, quanto a localização geográfica que a mesma está inserida.

Por exemplo, é possível ter a existência de uma corretora de valores que atue com foco em produtos de renda fixa com retorno no longo prazo e voltada para investidores com perfil conservador.

Ao mesmo tempo, ainda é possível que uma corretora tenha sua filosofia dedicada para investimentos de renda variável, atingindo assim investidores mais ousados.

Além disso, é necessário considerar a região em que o negócio está, afinal o poder aquisitivo médio da população de uma grande capital é diferente da capacidade de investimentos da média de pessoas que vivem no interior.

Dessa forma, é importante entender o contexto em que tal empresa de investimentos atuará, conseguindo assim ter uma projeção sobre o potencial de retorno que aquele empreendimento pode possibilitar.

Portanto, como é possível perceber, é possível perceber que uma corretora de investimentos pode atuar de diferentes formas e buscando diferentes objetivos. Fazendo com que a definição de um foco de atuação seja um fator de relevância.

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Elaboração do plano de negócios

Como introduzido no passo anterior, a definição de um foco é de suma importância na criação de uma AAI.

Assim, é normal que após a definição do foco a estruturação de um plano de negócio se tornasse o passo seguinte, pois este pode ser um processo determinante no sucesso ou não da empresa de investimentos.

Ou seja, o plano de negócio será um passo importante para que a empresa consiga se posicionar no mercado.

Para isso, é necessário avaliar alguns pontos, como:

  • Análise de mercado, considerando a área em que se deseja atuar, a concorrência, os serviços, perfis de clientes, oportunidades e potencial de crescimento;
  • Marketing, avaliando qual será a melhor forma de captar investidores/clientes para aquele negócio e como posicionar a marca no mercado;
  • Operação, elencando a estrutura necessária para fazer tal negócio funcionar, atendendo as demandas dos clientes e dos profissionais;
  • Plano financeiro, detalhando os custos necessários para fazer aquele negócio se sustentar, em qual momento será possível prever uma margem de lucro, potencial de crescimento e riscos.

Em suma, o plano de negócios é uma ferramenta útil para se ter uma ideia do que é necessário para que uma empresa de investimentos consiga entrar, sobreviver e crescer no mercado.

Qualificação e autorização

Para abrir uma corretora de investimentos é necessário ter autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ou seja, é necessário atender uma série de regras exigidas pelo órgão, sendo que, entre as principais, está o fato que os profissionais que atuam na corretora de investimentos devem ter a especialização necessária para tal.

Por exemplo, o Agente Autônomo de Investimentos deve ter a certificação necessária para exercer a função, somente assim uma corretora de investimentos poderá contratar seus serviços.

Assim, vale a atenção a algumas certificações voltadas para profissionais do mercado financeiro, como, por exemplo:

  • CGA e CEA – Anbima;
  • CNPI – Apimec;
  • CFP – Planejar.

Portanto, é papel da corretora de investimentos monitorar se seus profissionais estão devidamente regularizados para exercer suas funções.

Estruturação contábil

Por fim, mas não menos importante, é importante realizar a estruturação contábil do negócio, isto é, contratar os serviços de uma empresa que possa realizar os serviços de contabilidade.

Isso porque questões ligadas à tributação, exigências do estado, regularização financeira, são complexas, fazendo com que a presença de profissionais dedicados a estes serviços ganhem mais importância no meio.

Assim, tão importante quanto estar regularizado perante a CVM é ter uma empresa que atenda a todos os requisitos contábeis, pois, pequenas falhas nesta área, podem causar impacto direto na continuidade do projeto.

Dessa forma, é indicado para quem busca abrir negócios deste tipo ter um assessoramento constante de uma contabilidade.

Afinal, um dos passos mais relevantes em como abrir uma AAI é a regularização da mesma, especialmente porque existem diversas exigências para se ter um negócio focado no mercado financeiro.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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