Fundo cambial: veja como funciona e como investir

fundo cambial
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Poderíamos caracterizar o fundo cambial como um modelo para investidores razoavelmente agressivos, já que a sua rentabilidade é atrelada a uma moeda estrangeira.

Isso, por um lado, significa que os seus investimentos de fundo cambial não estarão constantemente sob o risco das desvalorizações do real. Mas, por outro, significa que as oscilações das moedas estrangeiras determinarão os seus futuros ganhos.

O que é fundo cambial?

O fundo cambial é um fundo com foco em investimentos baseados em moedas estrangerias, como o dólar. Portanto, rentabilizam com a valorização dessas moedas.

Atualmente, é uma das modalidades de investimentos mais valorizadas por quem deseja diversificar a sua carteira de ações. Ou seja, é uma escolha geralmente feita pelos mais arrojados e que estão mais abertos ao risco.

Considera-se o nível de risco de um investimento cambial bastante razoável, muito por conta do fato de ele ter seus rendimentos atrelados ao dólar ou ao euro.

Sob o mesmo ponto de vista, os melhores investimentos cambiais funcionam como estratégias de proteção de investimentos. E similarmente a isso, eles tornam-se partes das estratégias para potencializar, ainda mais, outros tipos de operações semelhantes.

Um fundo cambial caracteriza-se como tal quando pelo menos ¾ do seu montante estão de alguma forma atrelados a moedas de outros países.

Na prática, o que acontece é que sempre que o dólar ou euro sobem, o investidor ganha dinheiro; e quando caem, ele perde.

Logo, temos aqui um dos melhores fundos de investimentos do mercado financeiro, já que essas moedas chamam a atenção justamente por estarem sempre supervalorizadas em relação ao real.

A princípio, investir em um fundo cambial vale a pena devido ao fato de que o investidor estará sempre prevenido quanto a altas inesperadas da moeda.

Isso sem contar a proteção que sempre terá quanto a oscilações dessa nossa tão instável e imprevisível moeda brasileira.

Quando devo escolher um fundo de investimento cambial?

Um fundo de investimento cambial é indicado para investidores mais ou menos agressivos. Ou seja, para aqueles que estão dispostos a conviver constantemente com algum nível de perda financeira.

Contudo, a diferença aqui está justamente no fato de que eles têm os seus investimentos constantemente protegidos por uma moeda forte.

Mas um investimento cambial não é o mais adequado para os que desejam aumentar, exponencialmente, o seu patrimônio.

Via de regra, essa modalidade é uma das preferidas por quem sonha em obter alguma vantagem com essas constantes variações cambiais. Além disso, por garantir proteção contra a alta de uma moeda estrangeira, é também ideal para quem possui contratos em euro ou dólar.

Enfim, os fundos cambiais valem a pena quando você possui alguma experiência no mercado de ações.

E quais são as peculiaridades desses fundos?

Dentre as principais características dos melhores fundos cambiais, podemos destacar:

  • simplicidade na operação: ou seja, você não precisa realizar conversões para a moeda estrangeira escolhida. Você fará todas as operações (resgates e aplicações) sempre em reais, ficando apenas a sua rentabilidade atrelada a uma moeda estrangeira;
  • proteção nas suas operações: nesse caso, estamos falando de proteção contra altas inesperadas da moeda à qual os seus investimentos estão atrelados. E para os que possuem passivos em um país estrangeiro, isso acaba fazendo toda a diferença com relação aos riscos de um investimento;
  • modalidade para a diversificação: por fim, isso aqui tem a ver com o fato de existirem poucas ligações entre os ativos locais e as moedas estrangeiras, o que acaba por permitir uma maior diversificação dos investimentos.

Como funciona um fundo cambial?

Como talvez você já saiba, os fundos de investimentos são, de maneira bastante resumida, espécies de “promessas de pagamentos ou recebimentos” que uma determinada empresa ou instituição repassa a terceiros.

Portanto, esses “terceiros” são justamente os investidores (nesse caso, investidores em um fundo cambial) que se reúnem em grupos na forma de “cotistas”.

Em consequência disso, esses cotistas recebem, cada um, uma determinada fatia (ou cota) dessas promessas, na forma de rendas variáveis, fixas ou mesmo das duas modalidades.

Esse tipo de fundo de investimentos é gerenciado por um profissional especializado do mercado financeiro (ou empresa especializada), pois esse é o profissional capaz de determinar quais os melhores ativos a serem adquiridos por cada fundo.

Ademais, ele é o responsável por realocar, constantemente, o dinheiro de cada cotista, a fim de que estes obtenham boas rentabilidades.

Portanto, no caso específico do fundo cambial, ele junta-se aos fundos de ações, fundos de renda fixa, fundos imobiliários e fundos multimercados para compor o grupo das principais modalidades dentro desse segmento de fundos de investimentos.

Os principais tipos de fundos de investimentos cambiais

Dentre as principais modalidades desse segmento, podemos destacar:

  1. Fundos cambiais de renda fixa: são aqueles fundos vinculados a uma moeda estrangeira. Ademais, eles submetem-se às taxas de juros desses países e podem também sofrer o impacto de algumas obrigações que porventura tenham com os governos dos países;
  2. Hedge Funds: em uma tradução simples, estes são os “fundos de coberturas”. Ou seja, são investimentos cambiais livres, alternativos e muitas vezes baseados em especulação financeira. Eles são como os multimercados brasileiros e caracterizam-se por permitirem investimentos nos quais mesclam-se investimentos em câmbio, renda fixa, juros, entre outros;
  3. Portfólios Globais: só para ilustrar, esses fundos também caracterizam-se como multimercados, porém com a diferença de que o investidor comprará ativos por meio da seleção prévia dos fundos em disputa.

Em suma, os fundos cambiais podem ser uma ótima oportunidade de investimento para quem deseja investir em moedas fortes e são mais indicados para quem tem experiência com ações.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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