Mercado Monetário: entenda mais sobre este segmento

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O Mercado Monetário está presente dentro do mercado brasileiro de finanças voltado para as ações de curto prazo. Dessa maneira, entender mais sobre esse assunto é fundamental para quem deseja investir na aquisição e venda de ativos.

Além disso, o Mercado Monetário se faz presente em diversos outros aspectos. Logo, aprender o que ele significa é muito importante e garante ótimos conhecimentos sobre o setor, assim, sendo possível entender mais como atuam as instituições financeiras.

O que é Mercado Monetário?

O Mercado Monetário é a vertente do Mercado Financeiro voltada à negociação de ativos financeiros a curto prazo, visando a alta liquidez monetária. Isso significa basicamente que os empréstimos têm a duração de um ano.

Dentre esses ativos, estão títulos do tesouro, papéis comerciais e certificados de depósito. 

Em suma, existem três formas pelas quais essa negociação ocorre. São elas:

  1. A partir do momento em que o Banco Central do Brasil, o BACEN, realiza a venda dos títulos públicos para instituições financeiras;
  2. Quando o BACEN compra os títulos públicos que eram anteriormente de outras instituições financeiras;
  3. Quando tais instituições financeiras compram e vendem entre si os títulos do Tesouro.

Entendido a definição de Mercado Monetário, é possível compreender como funciona esta área da economia.  

Como funciona o Mercado Monetário?

Para entender como funciona o Mercado Monetário, saiba que, assim como em outros departamentos dentro do segmento financeiro, ele conta com uma série de agentes, governos e instituições financeiras que não são caracterizadas como bancos, por exemplo.

Como visto anteriormente, é possível notar que, dentro deste mercado, existe uma variedade de títulos que passam por negociações e garantem, pelo certo, uma ótima liquidez nas suas operações de curto prazo.

Além disso, como o mercado atua dessa forma, o BACEN e outras instituições financeiras conseguem, de maneira eficaz, trabalhar de uma forma a regular a economia, principalmente no que diz respeito ao aumento ou produção da moeda já em circulação.

Quais os tipos de títulos presentes neste segmento de mercado?

Em suma, é válido afirmar que existem dois grupos de grande porte dentre os títulos emitidos no Mercado Monetário. Eles são baseados em:

  • Títulos públicos
  • Títulos privados

De forma resumida e descomplicada, os títulos públicos são todos aqueles emitidos de forma específica pelo Tesouro Nacional.

Em contrapartida, os títulos privados são, de fato, emitidos por empresas consideradas privadas e também para captação financeira.

Entretanto, tanto os títulos públicos quanto os privados possuem mais informações a serem entendidas.

1. Títulos públicos

Para melhor entendimento acerca dos títulos públicos, é válido afirmar que eles são uma espécie de financiamento de gastos públicos que, inclusive, são disponibilizados no Tesouro Direto.

A intenção é que pessoas e empresas compram os papéis de dívidas que são emitidos pelo Governo Federal.

Já que muitos indivíduos sabem o que é o Tesouro Direto por já investirem nele, também já possuem conhecimento sobre os três tipos de papéis que se encontram nos títulos públicos.

Dos três, apenas dois são pertencentes ao Mercado Monetário por conta da alta liquidez. São eles:

  • Prefixado;
  • Selic.

O prefixado, também conhecido como LTN, possui uma taxa definida já no momento do investimento. No entanto, o Selic é caracterizado por render de forma muito próxima à taxa básica de juros do território brasileiro.

Ademais, mesmo que muitas pessoas pensem o contrário, os títulos públicos desempenham um papel de grande importância para o governo brasileiro, já que permitem uma captação mais abrangente de recursos para o financiamento das dívidas do Estado.


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2. Títulos privados

Já nos títulos privados, emitidos por empresas privadas, é mais comum encontrar o CDB.

Esse tipo de título privado é caracterizado por ser aquele que torna possível os investidores emprestarem – não de forma tão literal – o seu dinheiro aos bancos.

Assim, em troca do dinheiro emprestado, recebem rendimentos que, muitas vezes, podem ser lucrativos. 

Além disso, os CDBs funcionam da seguinte forma: quanto maior o prazo de vencimento, maiores os rendimentos.

Uma das formas de negociar o CDB, que também é muito conhecido por investidores mais experientes no mercado, é a possibilidade de que ele seja negociado, ou seja, vendido para as próprias instituições bancárias.

Entretanto, ao arriscar-se dessa forma, haveria, sem dúvidas, uma perda da rentabilidade financeira que ele poderia oferecer caso não tivesse sido negociado diretamente com o banco.

Por que investir no Mercado Monetário?

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Mesmo com diversos investimentos disponíveis atualmente, o Mercado Monetário continua sendo um dos tipos de investimentos favoritos de muitos indivíduos. O motivo é que, entre todas as suas características, as de maior destaque são:

  • alta liquidez;
  • flexibilidade;
  • segurança.

Logo, esse mercado é tido por muitos iniciantes como a melhor forma de investir.

Isso porque se caracteriza mais precisamente pelo perfil de investidores mais conservadores e que preferem ter uma rentabilidade, algumas vezes, menor, porém muito mais segura e que ainda possui rendimentos consideráveis.

Mercado Monetário e Mercado de Capitais

Muitas pessoas se questionam sobre a diferença entre Mercado Monetário e Mercado de Capitais. De fato, ambos são muito importantes para a economia do país.

O fato é que a grande diferença existente no que se refere ao Mercado de Capitais é que ele é conhecido por financiar atividades econômicas de médio e longo prazo. Entre essas atividades, estão as ações e debêntures.

Mesmo que ambos sejam importantes e, muitas vezes, sejam confundidos entre si, ainda assim possuem suas particularidades e pequenos aspectos que os diferenciam.

Como o mercado monetário interfere na economia 

Como visto até aqui, as funções do Mercado Monetário possuem impacto direto no funcionamento da economia nacional.

Assim, um dos entendimentos relevantes sobre tal assunto e no modo como ele interfere nas questões econômicas brasileiras. 

Especialmente porque o Banco Central possui atuação direta dentro deste setor financeiro. 

Dessa forma, é possível apresentar três cenários que simbolizam a interferência deste setor na economia nacional. São eles:

  1. Bacen vendendo títulos públicos para instituições financeiras;
  2. Bacen realizando a compra de títulos públicos que eram de instituições financeiras;
  3. Instituições financeiras realizam a compra de títulos do Tesouro.

Portanto, conhecer como estas três formas e com elas influenciam na liquidez monetária é um passo importante para o entendimento sobre o impacto do mercado monetário na economia.

Banco Central vende títulos públicos

Se o Bacen realizar a venda a de títulos, ele estará retirando moedas do mercado, isto é, reduzindo o volume de dinheiro que é negociado no mercado naquele período.

Dessa forma, o Estado está buscando diminuir a liquidez do mercado, sendo que tal prática é conhecida como medida restritiva. 

Ou seja, o governo utiliza do conceito do Mercado Monetário para aplicar políticas que tenham impacto direto na economia do país.

Banco Central compra títulos públicos

Enquanto, nas situações em que o Bacen compra títulos públicos, ocorre o movimento contrário.

Assim, ao comprar títulos, o Banco Central estará colocando dinheiro em circulação no mercado.

Consequentemente, a liquidez do mercado também vai aumentar, pois, haverá uma troca entre papéis e moeda.  

Tal prática, conhecida como política expansionista, é comum, sendo cujo objetivo é controlar os recursos disponíveis no controle de crédito através do volume de moedas disponíveis no mercado.

Portanto, é possível compreender como o Mercado Monetário no Brasil impacta na economia nacional.

Afinal, o Bacen utiliza deste setor para realizar o controle da liquidez de mercado, política que afeta as taxas de juros, indicador com grande influência sobre a economia nacional, incluindo o setor financeiro.

Setor privado compra títulos do Tesouro 

Por fim, mas não menos relevante, há o cenário em que o setor privado realiza a compra de títulos do Tesouro que estão disponíveis no mercado monetário. 

Para entender o impacto desta ação, é importante compreender que os títulos de Tesouro, em resumo, são ativos financeiros lançados no mercado pelo governo para conseguir uma nova forma de capitalização. 

Ou seja, o Estado utiliza de tal prática para conseguir novos fundos, sendo que estes podem ser revertidos para diversos objetivos, que vão desde a manutenção dos serviços e infraestrutura, até o pagamento de dívidas. 

Dessa forma, estes são instrumentos do Mercado Monetário com impacto na economia nacional em todas suas esferas. 

Afinal, estão diretamente relacionados com as finanças do Estado, isto é, com tudo que envolve a economia. 

Especialmente no que tange o controle da liquidez da economia, pois, quando o Estado deseja mais recursos, emite um volume maior de títulos para serem negociados. 

Portanto, o Mercado Monetário novamente “aparece” com influência direta na liquidez existente na economia nacional, podendo ser uma ferramenta para o controle desta. 

Conclusão sobre o Mercado Monetário

Dessa forma, é possível concluir, portanto, que o Mercado Monetário é um ramo existente dentro do Mercado Financeiro onde é possível realizar a negociação de ativos financeiros em um curto prazo de tempo.

Assim, a sua principal finalidade é oferecer aos agentes econômicos a possibilidade de transmutar toda a sua riqueza em títulos ou valores com alto grau de liquidez, mesmo que em curto prazo.

O motivo pelo qual o Mercado Monetário possui a característica da alta liquidez se deve, principalmente, ao fato de surgir uma série de compradores e vendedores diariamente, cujos quais buscam realizar negociações atrativas para ambos os lados.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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