Rotina de um Agente Autônomo de Investimentos: saiba sobre a função

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Com a expansão do mercado financeiro nacional, algumas profissões também estão ganhando destaque. Entre elas, é possível destacar o Agente Autônomo de Investimentos, sendo esta uma das áreas que teve maior expansão no período. Porém, antes de seguir tal trajetória é importante entender sobre a rotina de um Agente Autônomo de Investimentos.

Isso porque a Rotina de um Agente Autônomo de Investimentos é marcada por uma série de atividades que vão além da questão técnica, fator destacado pela própria Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (ANCORD), órgão que regula a área.


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Qual a rotina de um Agente Autônomo de Investimentos

A rotina de um Agente Autônomo de Investimentos é direcionada a intermediação das atividades do investidor com o mercado financeiro, isto é, este profissional operacionaliza as opções de investimentos desejadas por investidores que buscam este tipo de serviço.

Dessa forma, o AAI possui um papel de destaque no mercado financeiro, pois, através de suas atividades o mercado consegue se manter em funcionamento e, especialmente, captar novos investidores.

Todavia, antes de entender mais sobre sua rotina de trabalho, é importante conhecer o que é um Agente Autônomo de Investimentos e sua posição no mercado de trabalho.

AAI

Segundo a ANCORD, em 2021, o Brasil possuía mais de 12 mil AAI, sendo que entre os anos de 2020 e 2021, houve um crescimento superior a 50%.

Ou seja, esta é uma das posições que mais cresceu nos últimos anos, especialmente com a expansão da bolsa de valores brasileira.

Assim, é útil entender o porquê deste contexto favorável para o Agente Autônomo de Investimentos.

Inicialmente, vale destacar que este é um profissional ligado a uma corretora de valores, sendo que sua posição no negócio pode variar.

Ainda assim, a tendência é que quanto maior o capital levado pelo AAI, maior será sua participação no negócio, algo que influencia em importante atrativos para área, como, por exemplo:

  • Potencial de crescimento;
  • Remunerações elevadas;
  • Liberdade em relação à montagem da carga de trabalho.

Fatores que ajudam a justificar o crescimento desta profissão, pois o Agente Autônomo de Investimentos tem seus ganhos ligados diretamente à meritocracia.

Além disso, não há a obrigatoriedade de uma graduação prévia para se realizar tais funções.

Portanto, para ocupar tal função é necessário que o indivíduo preste o Exame para AAI, prova elaborada pela própria ANCORD.

Caso aprovado no exame, o mesmo terá a liberdade para exercer a função de agente autônomo e trabalhar nas corretoras de investimentos.

Por fim, o profissional que atua na área deve atender que sua função vai além das questões técnicas, entendendo que seu comportamento pode ser um grande diferencial neste tipo de jornada de trabalho.

Tarefas realizadas na rotina de um Agente Autônomo de Investimentos

Rotina de um Agente Autônomo de Investimentos: saiba sobre a função

Compreendido o que é o AAI, é possível destacar as funções de um Agente Autônomo de Investimentos.

Assim, é possível separar as atividades realizadas por este profissional em três categorias, são elas:

  1. Captação de clientes;
  2. Realização de operações;
  3. Auxiliar os clientes.

Portanto, é útil entender como é a rotina do AAI em cada um destas categorias.

Captação de clientes

Inicialmente, o AAI tem como uma de suas principais responsabilidades a captação de clientes para a instituição financeira em que trabalha.

Ou seja, o agente de investimentos é o profissional responsável por apresentar o mercado financeiro e a corretora em que atua, para investidores em potencial.

Assim, seu papel se torna relevante também para a bolsa de valores, pois este profissional estará atraindo novos investidores ao segmento.

Dessa forma, algumas características são indispensáveis para este tipo de profissional.

Networking acerca do segmento está entre tais características, pois conhecer pessoas pode encurtar caminhos no momento de atrair novos investidores.

Além disso, a capacidade técnica é importante, especialmente no momento de apresentar os produtos existentes na área e apresentar o funcionamento da bolsa de valores.

Por fim, a capacidade de vendas do Agente Autônomo de Investimentos é outro ponto a se destacar, pois, é necessário convencer pessoas a colocarem suas ambições e patrimônio em um produto financeiro.

Portanto, o perfil do agente autônomo é marcado pela capacidade de se relacionar com terceiros que ele possui.

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Realização de operações

Diferente de outras profissões do mercado financeiro, o AAI não pode realizar operações de forma independente do seu cliente.

Ou seja, antes de realizar qualquer movimentação no patrimônio do cliente, é necessário que o mesmo tenha dado tal ordem.

Dessa forma, a rotina deste profissional deve ser marcada pela recepção, registro e transmissão dos clientes que possui.

Independente se tal desejo é feito de forma eletrônica, através dos home brokers, ou pessoal, presencialmente.

Portanto, o Agente Autônomo de Investimento deve estar atento ao canal de comunicação que possui com seus clientes, tanto para receber pedidos, quanto para auxiliar em possíveis negócios.

Auxiliar os clientes

Por fim, mas não menos relevante, está a função de auxiliar seus clientes.

Nesse caso, é importante destacar que isto pode variar de acordo com o seu cliente.

Por exemplo, investidores iniciantes precisarão dos serviços deste profissional de forma mais educativa, isto é, o AAI terá um papel importante na apresentação do mercado financeiro e na construção do perfil de investimentos deste tipo de cliente.

Ou seja, o agente autônomo participa diretamente da construção de uma educação financeira por parte deste novo investidor.

Fator que faz com que sua função seja importante tanto para captação de novos investidores, quanto para mantê-los no mercado.

Por outro lado, em caso de investidores mais experientes, o AAI tem uma função mais técnica.

Dessa forma, vasto conhecimento sobre a área, apresentação de investimentos para aquele perfil de investidor, encontrar ativos com potencial, são tarefas importantes para que este profissional consiga atender a estes tipos de clientes.

Portanto, entender os movimentos do mercado financeiro e dos produtos disponíveis na corretora são trabalhos comuns na rotina do agente autônomo.

Assim, é natural que a rotina de um Agente Autônomo de Investimentos seja marcada pelos interesses dos seus clientes e como a corretora de valores pode atender tal demanda, assim fazendo o papel de intermediador entre investidores e a bolsa de valores.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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