Corretor da Bolsa de Valores: o que faz e como atuar na área

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A profissão de corretor de Bolsa de Valores, tornou- se muito conhecida principalmente através de diversos filmes de Hollywood onde pessoas encontram a salvação financeira por meio dessa atuação profissional.

Porém, vale ressaltar que a atuação de um corretor de Bolsa de Valores é diferente da vista nas telas e pode ser feita dentro de diferentes instituições do mercado financeiro.

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O que faz um corretor da Bolsa de Valores?

Corretor da Bolsa de Valores é um profissional responsável, de forma geral, pela venda de investimentos para clientes.

Cabe ressaltar que ele sempre se encontra atrelado a alguma instituição financeira, recebendo uma comissão por cada produto vendido.

Dentre as possibilidades de vendas, temos, normalmente produtos de renda fixa ou variável como:

  1. Tesouro Direto;
  2. Debêntures;
  3. ações; ou
  4. contratos futuros, que faz a pessoa ganhar com a alta de preços, mas podendo perder dinheiro caso o valor caia.

Também conhecido como agente autônomo de investimentos, esse profissional detém um grande conhecimento sobre as regras do mercado financeiro, bem como o risco e retorno que cada aplicação possui.

Ele é capaz de tirar dúvidas e aconselhar os clientes sobre onde investir, ganhando reconhecimento no mercado financeiro em nosso país.

Além disso, o salário deste profissional, ponto que explicaremos melhor mais para frente neste artigo, pode ser alto, uma vez que ele recebe uma comissão a cada operação de clientes.

E, tendo em vista que ele pode ter vários tipos de clientes com faixas salariais diferentes, a remuneração dele depende, diretamente, da qualidade de seus serviços.

Quais são as atribuições do corretor da Bolsa de Valores?

Também chamado de corretor financeiro, o corretor financeiro tem a função de lidar com empresas e pessoas físicas, a fim de orientá-las sobre o mercado de investimentos, indicando as melhores ações ou títulos de acordo com o perfil do cliente.

Na grande maioria dos casos ele é contratado por uma corretora de valores, mas ele também pode ser procurado por novas empresas do mercado financeiro. Neste último caso, seu papel é ajudar a instituição a encontrar bons compradores de ações.

Em ambos os casos o estudo possui um papel crucial para a atuação deste profissional. Afinal, dessa forma ele é capaz de verificar de forma mais incisiva o perfil e os melhores investimentos para que os respectivos clientes possuam bons resultados financeiramente falando.

O que é preciso estudar para atuar nessa profissão?

Uma dúvida recorrente quando o assunto é essa profissão é sobre como ser um corretor da Bolsa de Valores e para isso é necessário possuir uma boa formação acadêmica.

Assim, existem três cursos acadêmicos recomendados para quem deseja atuar nesse ramo, sendo eles:

  • Administração;
  • Ciências Contábeis; e
  • Economia.

Por meio de todos eles será possível alcançar uma boa base para que o profissional se desenvolva neste ramo e consiga o sucesso.

Vale lembrar que existem ainda alguns pontos que quem deseja atuar nessa profissão deve se atentar. O primeiro é a dedicação ao aprendizado sobre finanças, um ponto que é crucial.

Além disso, se você deseja ser um bom corretor de ações, é crucial contar com o inglês em nível avançado, pois será de grande auxílio para a sua rotina de trabalho.

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Quais certificações são recomendadas para este profissional?

Para atuar como um agente de investimento, é necessário passar pelo exame de qualificação da ANCORD, a Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadoria.

Vale pontuar que é somente após a aprovação nessa certificação para corretor de valores que o profissional pode exercer a função.

A prova possui uma temática sobre o mercado financeiro, onde o candidato precisa acertar ao menos 70% das 80 questões da prova para ser aprovado, totalizando 56 acertos.

Se você quiser saber mais sobre essa certificação e se preparar da melhor forma para a prova, não deixe de conferir o curso do Certifiquei sobre a ANCORD clicando aqui!

Quanto um profissional deste ramo recebe?

Em pesquisa realizada pelo site Salario.com.br, em parceria com Novo Caged, eSocial e Empregador Web, foi apontado que o corretor da bolsa de valores tem um salário médio acima de R$4 mil.

Dessa forma, no Brasil, o corretor da bolsa de valores recebe, em média, R$4376,09, sendo que este valor é referente a uma jornada de trabalho de 42 horas semanais.

Além disso, a pesquisa ainda apontou que o piso salarial de corretor de bolsa de valores brasileiro é de R$2800.

Enquanto, o teto para a profissão no país é de R$11.320,57, sendo que são calculados profissionais da área que atuam no regime CLT em todo Brasil.

Por fim, o levantamento indicou que o perfil profissional desta área no Brasil é de pessoas com 24, que possuem o ensino superior completo e são do sexo masculino.

Ainda de acordo com a pesquisa, estes profissionais possuem uma jornada de trabalho de 44h semanais e, geralmente, estão ligados às corretoras da bolsa de valores.

Ou seja, é possível entender que há uma popularização desta profissão entre jovens recém-formados. 

Compreendido isto, vale destacar a estrutura e contexto que possibilitam esta variação de preço existente entre o piso e teto da profissão.

Estrutura

Inicialmente, vale destacar que como acontece com diferentes profissões do mercado financeiro, em grande parte das vezes o corretor de valores terá sua remuneração atrelada ao seu desempenho.

Ou seja, questões como horas trabalhadas, número de clientes, patrimônio gerido, resultados e rendimentos obtidos, entre outros pontos possuem peso na remuneração deste profissional.

Neste sentido, ser corretor de ações ou corretor de fundos pode fazer diferença no salário recebido, pois, o volume de capital negociado por estes dois perfis de corretores pode diferir.

Fator que interfere diretamente no valor recebido pelo profissional.

Além disso, sua remuneração também dependerá do acordo que possui com a instituição financeira na qual está atrelado. 

Por exemplo, um corretor financeiro que recebe um volume maior de comissões, consequentemente terá uma remuneração mais elevada.

Dessa forma, é natural que este profissional busque instituições financeiras que possuam uma política de pagamentos de comissões mais interessantes. 

Ainda sobre as questões referentes aos vencimentos de um corretor da bolsa de valores, vale destacar as questões geográficas, isto é, profissionais que trabalham em grandes centros financeiros têm a possibilidade de conseguir remunerações mais elevadas.

O que não é à toa, afinal o volume financeiro circulando na cidade de São Paulo, maior centro econômico do Brasil, é mais elevado do que o montante referente a Botucatu, interior do estado de São Paulo, por exemplo. 

Portanto, antes de se tornar um corretor de finanças da bolsa de valores, é aconselhável que o indivíduo entenda a estrutura por trás da remuneração deste profissional. 

Pois, como apontado, existem uma série de particularidades que influenciam no salário de um corretor de valores. 

Nesse sentido, entendê-las se torna um fator importante para quem busca conquistar uma carreira sólida e, em simultâneo, a instabilidade financeira por meio de uma boa remuneração. 

Em quais áreas o corretor da Bolsa de Valores pode atuar?

Ações ordinárias: saiba mais sobre este tipo de título

Ao falar sobre como trabalhar na Bolsa de Valores, é necessário ter em mente que é necessário procurar por vagas dentro da B3, nome oriundo da fusão entre BM&FBovespa e a Cetip, em 22 de março de 2017.

Para isso, o profissional pode entrar seja por meio de um estágio normal ou então pelo chamado estágio de verão.

De toda forma, vale lembrar que o corretor de valores não atua somente na bolsa, apesar do nome.

Sendo assim, ao falarmos sobre onde atua o corretor da Bolsa de Valores, devemos ter em mente que ele pode ser contratado por empresas de outros segmentos para agir como uma espécie de conselheiro de investimentos.

Assim, temos as seguintes possibilidades de empresas que buscam por profissionais deste ramo:

  • empresas que realizam atividades de administração de fundos por contrato ou comissão;
  • agências de viagens;
  • corretoras de títulos e valores mobiliários;
  • comércios varejistas de livros;
  • corretoras de câmbio;
  • distribuidoras de títulos e valores mobiliários;
  • bancos que possuem carteira comercial;
  • estabelecimento de venda de mercadorias, principalmente alimentícias e supermercados;
  • instituições que intermediam ou negociam serviços, ou negócios; e
  • correspondentes de instituições financeiras.

Assim, o mercado de trabalho para o corretor de Bolsa de Valores é bem amplo, contendo diversas possibilidades de locais para trabalhar além da própria Bolsa de Valores em si.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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