Top Pick: a fórmula para encontrar as melhores ações do mercado.

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A escolha de uma carteira de investimentos não é uma tarefa fácil, por isso as corretoras e outras instituições financeiras tendem a selecionar as top pick e indicá-las aos seus clientes.

Essa carteira formada por top pick tem como objetivo incentivar os investidores que estão na base das corretoras a perderem o medo de investir, uma vez que as escolhas para a carteira são realizadas por analistas de renome no mercado

O que são Top Picks?

As Top Picks, isto é, “melhores escolhas”, geralmente são os investimentos selecionados por corretoras e demais instituições financeiras ofertados aos seus clientes, como sendo boas oportunidades de obter altas rentabilidades.

Geralmente, elas são o conjunto das melhores ações indicadas pelos analistas, podendo ser com base na análise fundamentalista ou técnica, para um intervalo, podendo ser uma escolha semanal ou mensal.

Nesse sentido, a partir da montagem e difusão da carteira top picks, os investidores conseguem tomar decisões a respeito da alocação de seu portfólio, que potencializa o retorno de seu patrimônio.

Importante lembrar, que por se tratar de uma carteira definida por analistas de diversas instituições, as ações que compõem o portfólio de Top Picks mudam de instituição para instituição e, até mesmo, dentro da mesma instituição, por conta do caráter subjetivo da análise de ativos.

Por que as corretoras oferecem Top Picks?

O principal foco da oferta de uma carteira de ações com alto potencial de retorno por parte das corretoras e, do mesmo modo, de outras instituições que oferecem esses produtos, é incentivar os seus clientes a investir.

Assim, como grande parte dos investidores tendem a ser considerados amadores ou investidores de ocasião, é possível que o medo e a falta de conhecimento sobre o mercado financeiro os impeça de investir.

Dessa forma, como esse tipo de investidor tende a acreditar e confiar nos analistas, muito mais do que em suas próprias escolhas, as corretoras utilizam esse serviço para capturar os clientes e, dessa maneira, incentivá-los a comprar e vender ações.

Com essas compras e vendas, a corretora consegue ganhar comissões e cobrar algumas taxas de serviço, o que gera receitas recorrentes, uma vez que, de forma geral, elas oferecem uma carteira semanal top picks.

Desse modo, o investidor tem de comprar e vender semanalmente os ativos da carteira, possibilitando à corretora ganhar em ambos os movimentos.

Apesar disso, é importante frisar que isso não caracteriza as top picks como não confiáveis, uma vez que para que o ciclo continue as ações escolhidas pelo analista da corretora devem apresentar boa rentabilidade, fazendo com que o cliente confie cada vez mais nas recomendações.

Como são escolhidas as top picks?

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Uma vez que existem inúmeras estratégias para a escolha de um portfólio de ações, é possível encontrar recomendações pautadas tanto por conceitos fundamentalistas quanto por conceitos técnicos.

Soma-se a isso, o fato de que dentro de cada uma dessas abordagens é possível encontrar metodologias diferentes para classificar as ações que devem fazer parte de uma carteira top pick.

Dessa maneira, a escolha das ações invariavelmente irá considerar, para o caso fundamentalista:

  1. Quais são as políticas de investimento da empresa;
  2. Análise do balanço e dos indicadores financeiros;
  3. Relação entre lucro e dívidas;
  4. Modelo de gestão;
  5. Indicadores preço sobre lucro, preço sobre valor patrimonial, entre outros.

Assim, o analista fundamentalista, avalia todos esses detalhes no momento de realizar a escolha de uma ação para compor o portfólio top pick.


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Por outro lado, para o analista gráfico, também conhecido como analista técnico, os dados que serviram como base para a escolha de uma carteira de ações são:

  • Topos e fundos;
  • Suportes e resistência;
  • Formação de figuras gráficas que indicam queda ou alta do ativo;
  • Retração de Fibonacci;
  • Médias móveis;
  • Bandas de Bollinger;
  • Entre outros.

Com base nessas duas formas de analisar ações, é possível que as corretoras ofereçam tanto a carteira semanal top picks fundamentalista e técnica, possibilitando ao investidor realizar um mix entre as duas estratégias.

Soma-se as duas formas de analisar ações, a análise do cenário macroeconômico.

Nesse sentido, é comum que as ações escolhidas para compor o portfólio semanal leve em consideração os dados das empresas e das economias, principalmente aquelas mais relacionadas à economia nacional.

Por esse motivo, é comum perceber no disclaimer da oferta da carteira top pick uma contextualização do cenário macroeconômico, pontuando todos os detalhes que fizeram com que o analista considerasse as ações escolhidas como sendo as melhores para o cenário básico.

Quais são as vantagens e desvantagens do Top Picks?

As top picks apresentam, assim como qualquer estratégia de investimentos, vantagens e desvantagens aos investidores que aderem a carteira de ações escolhidas e recomendadas pelas corretoras.

Nesse sentido, a primeira vantagem da carteira top pick é seu alto potencial de retorno. Esse potencial é alcançado, uma vez que as ações que compõem esse portfólio apresentam maior risco de mercado.

Além disso, para aquele investidor que não possui tempo e conhecimento para escolher de forma individual suas ações, as carteiras semanais enviadas pelas corretoras são excelentes, possibilitando a eles alcançar melhores retornos.

Por outro lado, como essa carteira possui um elevado grau de risco, em momentos de grandes oscilações do mercado, a carteira poderá apresentar prejuízos elevados.

Esses prejuízos podem, portanto, deixar o investidor mais distante das recomendações e até mesmo, fazer com que ele deixe de acreditar nas escolhas da corretora.

Portanto, é necessário que o investidor entenda que ao aplicar nas ações recomendadas pelas corretoras, o que muitas vezes ocorre de forma gratuita, o nível de risco atrelado aos ativos é muito elevado, pois o foco é obter rentabilidade superior ao índice no período de validade da carteira.

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As Top Picks são atualizadas em quanto tempo?

Uma vez que as top picks são ofertadas pelas instituições de corretagem, não existe uma padronização no que diz respeito ao tempo de atualização das carteiras.

Entretanto, uma coisa é certa, o período de recomendação das carteiras não será longo, visto que é a partir da compra e venda dos ativos que as instituições financeiras conseguem receita.

Por esse motivo, é comum que as corretoras criem uma carteira semanal top picks, o que possibilita um maior giro e maior recorrência nas receitas oriundas da compra e venda das ações.

Assim, via relatórios e atualizações da carteira, as corretoras ajustam as posições das carteiras semanais, alterando todos os ativos, mantendo e indicando para apenas aumentar a posição em uma ação ou trocando ativos potenciais.

Normalmente essa troca pode estar relacionada às modificações no ambiente macroeconômico.

Nesse sentido, em momentos de alta do dólar será comum notar que as carteiras recomendadas pelas instituições de corretagem recomendam ações que possuem uma parte ou sua totalidade de receita atrelada à moeda estrangeira.

Por outro lado, para momentos de recessão, alta de juros e fraco desempenho econômico, as ações escolhidas tendem a estar relacionadas às empresas que apresentam vantagens e aumento de receita com a elevação dos juros.

Assim, a depender de como está o cenário, se ocorreram ou não mudanças significativas nas empresas e na economia, a carteira top pick pode apresentar modificações em intervalos de tempo distintos.


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Risco das Top Picks

Conforme descrito no decorrer do artigo, as carteiras recomendadas pelas corretoras tem como público-alvo os investidores que possuem pouco ou nenhum grau de conhecimento a respeito do mercado financeiro.

Normalmente, essa classe de investidor tende a ancorar o conhecimento do analista e a confiança na corretora a um baixo risco nas operações indicadas, o que necessariamente não é verdade.

Assim, é primordial entender que por ser uma carteira de ações, ou seja, um portfólio de renda variável, existem alguns riscos atrelados, dentre eles o risco diversificável e o risco não diversificável.

Desse modo, quando os investidores alocam na carteira top pick e ela apresenta desdobramentos desfavoráveis, é possível que ele caia em alguns dos vieses comportamentais que impactam de forma significativa a rentabilidade do portfólio.

Considerações Finais

Buscando incentivar o investimento em ações e, consequentemente, obter rentabilidade com a sua base de clientes que ainda não operam, as corretoras utilizam a recomendação de uma carteira denominada top pick.

Essa carteira se caracteriza pelo elevado nível de risco e a possibilidade de alcançar rentabilidades elevadas, quando comparadas ao índice.

Assim, é comum que as corretoras ofereçam as carteiras de forma gratuita, possibilitando que seus clientes iniciem os investimentos e, até mesmo, conquistando novos clientes com as recomendações assertivas.

Importante salientar, que o investidor deve se atentar ao risco das top picks, que de forma geral, por ser um investimento em ações, está exposto ao risco diversificável e ao risco não diversificável.

A carteira normalmente é composta por 5 ativos, os quais são escolhidos tanto com base em indicadores fundamentalistas quanto por indicadores técnicos, sendo possível encontrar as duas carteiras nas recomendações das corretoras.

Portanto, sempre que se deparar com anúncios de ações top picks, o investidor deve lembrar que elas fazem parte de uma estratégia que visa alta rentabilidade correndo um elevado nível de risco, sendo necessário realizar a compra e vendas dos ativos de forma recorrente.

 

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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