O que são os Conhecimentos Bancários? Saiba como estudar

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Conhecimentos bancários é uma matéria frequentemente cobrada em diversas provas e concursos para obter uma certificação financeira.

Isso porque, com bons conhecimentos bancários, os profissionais conseguem atuar de maneira habilidosa dentro de instituições financeiras.

  1. O que são conhecimentos bancários?
  2. Quais são os Conhecimentos Bancários cobrados nos concursos?
  3. O que estudar além dos conhecimentos bancários?
  4. Como se preparar para as provas do mercado bancário?

O que são conhecimentos bancários?

Conhecimentos bancários são o conjunto de informações, regras e aspectos que regem o funcionamento ou estão de alguma forma envolvidos dentro do universo das instituições bancárias. Se trata de disciplina bastante exigida em diversas provas, concursos e exames de certificação ligados ao setor bancário e financeiro.

Portanto, o objetivo dessa disciplina é comprovar os conhecimentos dos candidatos acerca do setor financeiro, termos comumente utilizados e funcionalidade das instituições.

Assim, qualificando-os para atuar em diversas funções dentro de bancos e até mesmo outras instituições do mercado financeiro.

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Quais são os Conhecimentos Bancários cobrados nos concursos?

Existem diversos assuntos que, frequentemente, costumam entrar na categoria de conhecimentos bancários. Nesse sentido, os principais tópicos de conhecimento bancário são os seguintes:

  • Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário Nacional; COPOM – Comitê de Política Monetária. Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários;
  • Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao consumidor, crédito rural, caderneta de poupança, capitalização, previdência, investimentos e seguros;
  • Noções do Mercado de capitais e de Câmbio;
  • Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças bancárias; Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
  • Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas;
  • Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei nº 9.613/98 e suas alterações, Circular Bacen 3.461/2009 e suas alterações e Carta-Circular Bacen 3.542/12;
  • Autorregulação Bancária;
  • Abertura e movimentação de contas: documentos básicos;
  • Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e incapacidade civil, representação e domicílio;
  • Cheque: requisitos essenciais, circulação, endosso, cruzamento, compensação;
  • Sistema de Pagamentos Brasileiro;
  • Noções de política: econômica, monetária, instrumentos de política monetária, formação da taxa de juros;
  • Mercado Financeiro, Monetário e de Crédito;
  • Mercado de capitais: ações – características e direitos, debêntures, diferenças entre companhias abertas e companhias fechadas, funcionamento do mercado à vista de ações, mercado de balcão;
  • Câmbio: instituições autorizadas a operar; operações básicas; contratos de câmbio – características; taxas de câmbio; remessas; SISCOMEX;
  • Mercado primário e secundário;
  • Produtos bancários: Programa Minha Casa Minha Vida; Crédito Rural – Agronegócio; Microcrédito Produtivo Orientado; Cartões; Penhor; Loterias; Financiamento Estudantil (FIES).
  • Correspondentes Bancários.

Qual a função social dos bancos?

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Hoje, as instituições financeiras são essenciais para o mundo, estando nas menores e maiores cidades de todo o mundo.

Cada vez mais sofisticados, os bancos oferecem diversos tipos de produtos bancários e serviços. Dentre eles podemos citar recolhimento de tributos, seguros, cobrança de títulos, cartão de crédito e débito, financiamentos e investimentos, por exemplo.

Além disso, as instituições bancárias prestam serviços ao setor público e privado, de diferentes formas, como agentes reguladores do mercado financeiro, intermediários na movimentação dos valores e emissores de títulos de investimento.

A prestação de serviços, inclusive, é a primeira função social bancária. E essa facilidade de atendimento ao grande público levou os órgãos da administração pública a utilizar intensamente a rede bancária nacional na arrecadação de sua receita.

Por isso, outra função social dos bancos é a arrecadação de tributos e pagamento de benefícios.

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Estrutura do Sistema Financeiro Nacional

A história do Sistema Financeiro Nacional pode ser elencada em quatro momentos:

1ª fase: caracterizada por atividades de intermediação financeira, principalmente no setor cafeeiro e em projetos de infraestrutura;

2ª fase: período das Primeira e Segunda Guerra Mundial e da Grande Depressão, de 1914 a 1945, onde o SFN atuou na expansão do sistema de intermediação financeira, disciplina, integração e ampliação das margens de segurança; criação da Inspetoria Geral dos Bancos (1920) e instalação das Câmara de Compensação (1921); estudos para a criação de um Banco Central;

3ª fase: momento de transição entre a estrutura simples de intermediação financeira e a estrutura complexa montada a partir das reformas institucionais de 1964-65, marcada pela consolidação e penetração no espaço geográfico; implantação de um órgão normativo, de assessoria, controle e fiscalização, o SUMOC; criação do BNDES; criação de instituições financeiras de apoio a regiões carentes; desenvolvimento de campanhas de crédito, financiamento e investimento de médio e longo prazo;

4ª fase: sendo iniciada em 1964-65, com a promulgação de três leis que introduziam alterações expressivas na estrutura do sistema financeiro nacional;

São elas:

Lei n° 4.380 – 21/08/64

Instituiu a correção monetária nos contratos imobiliários de interesse social, institucionalizou o Sistema Financeiro de Habitação e criou o Banco Nacional de Habitação.

Lei n° 4.595 – 31/12/64

Definiu as características e os setores de atuação das instituições financeiras, além da transformação do SUMOC e seu Conselho no Banco Central do Brasil e Conselho Monetário Nacional, respectivamente.

Lei n° 4.728 – 14/07/65

Organizou o mercado de capitais e estabeleceu medidas para seu desenvolvimento. Com essas três medidas, o sistema financeiro brasileiro contou com um maior número de intermediários financeiros não bancários.

Além disso, com a ampliação de ativos financeiros, tornou-se possível aplicar em poupanças. Com as instituições criadas, foi incorporado ao quadro do sistema a Comissão de Valores Mobiliários, criada pela Lei n° 6.385, de 7/12/76.

Assim, o sistema financeiro nacional ficou constituído da seguinte maneira:

  • Conselho Monetário Nacional;
  • Banco Central do Brasil + Banco do Brasil S.A.;
  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e demais instituições financeiras públicas e privadas.

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O que estudar além dos conhecimentos bancários?

Normalmente, além dos conhecimentos bancários, outras matérias também podem fazer parte dos exames. Dividindo-se em conhecimentos gerais e específicos, são elas:

Conhecimentos Gerais

  • Português;
  • Inglês (em algumas provas);
  • Matemática Financeira;
  • Raciocínio Lógico e Matemático (RLM);
  • Informática;
  • Atualidades Gerais ou do Mercado Financeiro.

Conhecimentos Específicos

  • Atendimento, Técnica de Vendas e Ética (Marketing, Código de Defesa do Consumidor, Resoluções do BACEN…);
  • Legislação Específica (Bolsa Família, FGTS, PIS, Ouvidoria, Estatuto).

Como se preparar para as provas do mercado bancário?

As carreiras bancárias são bastante atrativas para quem faz concursos, já que oferecem bastante segurança financeira e até benefícios como a participação nos lucros.

Porém, para conseguir alcançá-las, é necessário bastante preparo, pois as provas costumam ter uma grande concorrência e as matérias cobradas são bastante densas.

Assim, para conseguir bons resultados, é fundamental se preparar com um bom curso que garanta o estudo de todas as matérias de conhecimentos gerais.

A Certifiquei oferece algumas opções de cursos preparatórios para exames de certificações bancárias, como o CPA-10 e o CPA-20.

Além disso, mesmo sem um edital definido, garantir um bom domínio dos Conhecimentos Bancários contribui para seu sucesso na prova de qualquer concurso do mercado financeiro.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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