CNPI-P: saiba tudo sobre este selo do profissional de investimentos

CNPI-P: saiba tudo sobre este selo do profissional de investimentos
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Para trabalhar no mercado financeiro, existem uma série de pré-requisitos os quais o profissional deve cumprir. E quando falamos sobre o profissional de investimento, uma das necessidades é deter uma certificação, como o CNPI-P.

O CNPI-P é uma das possibilidades da chamada Certificação Nacional do Profissional de Investimentos, ao mesmo tempo em que é considerado um dos certificados mais difíceis de se adquirir.

O que é o CNPI-P?

CNPI-P é o nome de uma das categorias do Certificado Nacional do Profissional de Investimentos, o CNPI.

E, contando com esse certificado, temos três possibilidades, todas elas voltadas para o profissional de investimento, que são:

  1. Certificado Nacional do Profissional de Investimentos (CNPI);
  2. CNPI-T; e
  3. CNPI-P.

Esse selo também é conhecido como CNPI pleno, uma vez que é indicado para quem deseja atuar como um analista pleno.

É chamado assim porque o CNPI-P valida o conhecimento do analista nas duas possibilidade possíveis: a análise fundamentalista e a análise técnica. Portanto, trata-se da categoria mais completa dentre as três possíveis para o profissional desse ramo.

CNPI x CNPI-T x CNPI-P: qual devo escolher?

Após entender o que é CNPI-P, a dúvida que fica é sobre qual das três certificações deve-se escolher. A fim de que esse ponto fique mais claro, colocamos abaixo uma explicação melhor sobre cada uma das categorias.

Para aqueles que desejam atuar como um analista fundamentalista, a certificação recomendada é a CNPI.

Ele consegue fazer uma análise fundamentalista dos ativos, ou seja, estudar os demonstrativos financeiros, informações sobre a economia como um todo e sobre o mercado, para então indicar investimentos.

Para conquistar essa certificação, o candidato deve passar nos exames CB (Conteúdo Brasileiro) e CG1 (Conteúdo Geral 1), que explicaremos mais a frente.

Já para aqueles que querem se tornar analistas técnicos, o aconselhado é optar pela CNPI-T. Este tipo de profissional é responsável pela análise técnica dos ativos.

Ou seja, o analista técnico indica eventuais investimentos para o cliente que o contratou através da chamada análise gráfica, chegando então a melhor indicação de investimento.

Ele pode atuar dentro deste ramo somente após conquistar os testes CB e CT1 (Conteúdo Técnico 1).

Por fim, temos também a certificação de nível pleno que, como citado anteriormente, é considerado por muitos como uma das mais difíceis entre as três.

Afinal, para conquistá-la é necessário passar em todos os exames, CB, CG1 e CT1. E não é para menos, tendo em vista que este profissional possui todos os conhecimentos para realizar as análises técnicas e fundamentalistas.

Portanto, ele consegue realizar as recomendações de investimentos para os clientes por meio de relatórios feitos utilizando a análise fundamentalista e a gráfica.

Diferenças entre o analista fundamentalista e o analista técnico

Como vimos, existem três diferentes possibilidades de certificado para o profissional que deseja se tornar analista de investimentos, que variam conforme o objetivo que ele possui.

Contudo, quando falamos em escolas de pensamento do mercado financeiro, as duas principais são a análise técnica e a fundamentalista. A principal diferença entre eles é a abordagem que cada um possui.

A técnica realiza um estudo do movimento do preço, utilizando gráficos para prever o preço futuro de algum título. Normalmente o profissional especializado nesse ramo analisa preços em curto e médio prazo, principalmente, mas podendo atuar a longo prazo também.

Por outro lado, a fundamentalista analisa os fatores econômicos, também chamados de fundamentos, para descobrir qual o melhor investimento para o cliente.

Todavia, cabe pontuar que a forma como cada um destes profissionais atua não é a única diferença entre ambos. De tal forma, temos ainda outros pontos como:

  • uso de gráficos pelo analista técnico e de demonstrações financeiras pelo fundamentalista;
  • período total em que cada uma das formas funcionam, sendo normalmente feito por médio e longo prazo pelo analista fundamentalista e curto ou médio pelo técnico; e
  • trading versus investimento, uma vez que normalmente a análise técnica é mais utilizada para o trading e a fundamentalista para investimentos.

Enquanto a análise técnica procura prever os preços de ativos negociados na Bolsa, a fundamentalista estuda os fatores econômicos e as finanças das empresas listadas na Bolsa.

Sendo assim, o profissional fundamentalista é capaz de idealizar, em médio e longo prazo, os resultados que uma empresa terá.

Com isso, ele pode definir o preço ideal para as ações, tendo como base aspectos micro e macroeconômicos que possuem impacto no desempenho dentro da Bolsa.

O que cai na prova de CNPI-P, e o que esperar do exame?

O que cai na prova de CNPI-P, e o que esperar do exame?

Como citamos anteriormente, o CNPI-P é a categoria mais completa da certificação, permitindo ao analista realizar análises técnicas e fundamentalistas. Por isso, esta é, também, umas das mais procuradas.

Para ser aprovado como CNPI Pleno é necessário passar em todos os três exames para o CNPI, o CB, o CG1 e o CT1. Todas as provas são oferecidas pela Apimec e feitas nos Centros de Testes da FGV em todo o Brasil.

Confira mais sobre os conteúdos das provas abaixo.

Conteúdo Brasileiro

O CB é uma prova comum para todos os tipos de analistas, seja o fundamentalista, o técnico ou o pleno.

Ela se consiste em 60 questões de múltipla escolha, onde os candidatos possuem duas horas para resolver todas as questões.

Nelas, os conteúdos que caem são:

  • Conceitos Econômicos;
  • Mercado de Capitais;
  • Conduta e Relacionamento;
  • Governança Corporativa;
  • Mercado de Renda Fixa;
  • Sistema Financeiro Nacional;
  • Mercado de Derivativos;
  • Relações com Investidores; e
  • Vendas e Operações nos Mercados Financeiros e de Capitais.

Cabe lembrar também que é cobrado um valor para a realização da prova, sendo de R$457 para associados na Apimec e R$610 para não associados.

Conteúdo Global 1

Essa prova somente serve para os profissionais que desejam atuar como analista fundamentalista.

Assim como a anterior, a prova possui duas horas de duração e 60 questões de múltipla escolha.

Porém, a diferença se encontra nos conteúdos, que são divididos em dois de 30 perguntas cada:

  • Análise e Avaliação de Ações e Finanças Corporativas; e
  • Contabilidade Financeira e Análise de Relatórios Financeiros.

Agora, quando falamos sobre preços, o valor é de R$571 para associados da Apimec e R$762 para quem não possui vínculo com a instituição.

Conteúdo Técnico 1

Essa fase, assim como as anteriores, possui duas horas de duração máxima e 60 questões de múltipla escolha também. Ela, porém, é voltada para quem quer ser um analista técnico.

E quando falamos em conteúdo, temos uma lista maior do que o CG1, contendo:

  • Conceito de Tendência;
  • Estratégias Operacionais;
  • Figuras Gráficas;
  • Fundamentos de Análise Técnica;
  • Gerenciamento de Risco;
  • Indicadores;
  • Padrões de Candlestick;
  • Teoria de Dow;
  • Teoria das Ondas de Elliott; e
  • Trading Systems.

Os valores, porém, são iguais aos da prova anterior: R$571 para associados e R$762 para não associados.

Para resumir, relembramos:

  • Quando se é aprovado no CB e CG1, é conquistado o CNPI normal, se tornando um Analista Fundamentalista;
  • Por outro lado, se for aprovado no CB e CT1, é conquistada a CNPI-T, sendo um Analista Técnico;
  • Passando nos três exames (CB, CG1 e CT1), a pessoa é certificada no CNPI-P, se tornando um Analista Pleno.

A inscrição para qualquer prova é feita pelo site da FGV, mas com datas distintas.

Após ser aprovado em um exame, o candidato possui um prazo de 12 meses para poder concluir outro. Assim, o período máximo para uma pessoa que deseja atuar como CNPI Pleno é de um ano e meio.

Por que optar pelo Certificado Nacional do Profissional de Investimentos Pleno?

Por fim, após entendermos melhor o que é o analista CNPI e sobre todas as provas que essa certificação possui, a dúvida que fica é se compensa tirar esse certificado e por que optar pelo selo do pleno.

A primeiro momento, vale lembrar que a CNPI é obrigatória pela Comissão de Valores Mobiliários para atuar como Analista de Valores Mobiliários.

Sendo assim, vemos que compensa sim possuí-lo uma vez que somente assim é possível atuar nesse ramo.

Por outro lado, ao analisar o motivo para optar pelo curso CNPI pleno, devemos ter em mente que esse é o selo mais completo dentre os três possíveis, abrindo um leque de possibilidades maior ao profissional.

Assim, se a sua intenção é atuar como um Analista de Valores Mobiliários, a CNPI-P pode ser a opção mais recomendada por ser a que oferece mais possibilidades de abordagens para os serviços oferecidos.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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