ANBIMA: o que faz essa entidade e quais são suas certificações?

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Não é incomum se deparar com a sigla ANBIMA quando se busca informações sobre investimentos. Essa associação é de suma importância para gestão do mercado e também para certificações financeiras.

A ANBIMA é uma associação de grande relevância para o bom funcionamento do mercado financeiro brasileiro. Isso porque um dos principais objetivos da ANBIMA é fazer com que instituições sigam boas práticas empresariais.

O que é ANBIMA?

A ANBIMA é a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Ela atua reunindo diversas instituições financeiras, como bancos, gestoras, corretoras de valores e administradoras a partir de quatro compromissos:

  • Representar;
  • Autorregular;
  • Informar;
  • Educar.

A missão da ANBIMA é fortalecer a representação do setor e apoiar a evolução do mercado de capitais. Assim, contribuindo com o desenvolvimento econômico e social do país. Ela é responsável por definir uma série de boas práticas que as empresas financeiras devem seguir, além de oferecer certificações para os profissionais atuantes no setor.

A ANBIMA existe desde 2009. Essa associação surgiu após a fusão da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA) e da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID).

Qual o objetivo da ANBIMA?

Segundo o site da ANBIMA, seu objetivo principal é reproduzir dentro das empresas financeiras a pluralidade dos mercados. Para isso, ela atua representando e assistindo técnica e juridicamente suas instituições associadas, além de:

  • Incentivando o relacionamento entre as instituições associadas;
  • Estabelecendo princípios éticos;
  • Autorregulando o mercado;
  • Promovendo estudos e pesquisas na área;
  • Desenvolvendo atividades relacionadas.

Quais são os 4 compromissos da ANBIMA?

Para cumprir seus objetivos, a ANBIMA possui 4 compromissos institucionais, os quais são:

  • Informar: A Associação se esforça para divulgar informações sobre seus segmentos associados. Para isso, reúne uma base de dados (índices, preços e estudos) sólida para dar mais segurança e transparência ao mercado financeiro.
  • Representar: Como dito anteriormente, a entidade também representa as instituições do mundo financeiro associadas. E isso contribui para que haja um certo diálogo entre as empresas, tornando o mercado mais amigável.
  • Autorregular: Através de suas normas, a Associação se autorregula de acordo com sua própria atuação. Essa atividade envolve uma equipe técnica que supervisiona e orienta os associados.
  • Educar: Uma das melhores formas de tornar o mercado mais qualificado é, sem dúvidas, educá-lo. Por isso, a ANBIMA oferece programas de certificação e educação continuada para os agentes de instituições financeiras. Assim, promovendo a educação financeira de qualidade.

Como funciona a ANBIMA?

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A atuação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais é baseada na autorregulação. Isso significa que são os próprios participantes dos setores associados que buscam adotar melhores práticas de gestão.

Isso, é claro, seguindo algumas regras estabelecidas pelo mercado, para o mercado e em função do mercado. Esses códigos são de adesão voluntária pelos participantes da associação.

No entanto, os membros dessa entidade ficam sujeitos a possíveis penalidades decorrentes do não cumprimento das regras, como:

  • Carta de Advertência;
  • Multa;
  • Advertência Pública;
  • Suspensão do selo da associação e exclusão.

A ANBIMA também atua com a representação dos mercados financeiro e de capitais perante os órgãos governamentais. Além disso, busca estabelecer parcerias com entidades internacionais que trabalham com objetivos semelhantes.

Impactos no mercado financeiro

O Código de Autorregulação da ANBIMA acerca da Gestão de Patrimônio estabelece que os membros tenham políticas de suitability. Isso significa que, antes da comercialização de produtos para os clientes, as empresas devem verificar seus perfis de tolerância a risco.

Assim, garantindo que as ofertas de produtos respeitem as características de cada um. Com essa atuação, fica mais difícil que pessoas com perfil conservador apliquem seu capital em ativos de renda variável, como as ações, por exemplo.

Foco da ANBIMA

O foco principal da ANBIMA no mercado financeiro é a certificação dos profissionais de investimento, a fim de incentivar uma qualificação dos serviços prestados. Cada uma delas é destinada a tipos específicos de agentes financeiros, podendo ser requisito obrigatório para a contratação por parte dos associados da entidade.

Quais as certificações da ANBIMA?

O oferecimento de certificações para o mercado financeiro é bastante importante para a atuação da ANBIMA. Por isso, são oferecidas modalidades para diferentes tipos de profissionais. Entre elas, temos:

  • CPA-10;
  • CPA-20;
  • CEA;
  • CFG;
  • CGA;
  • CGE.

Veja abaixo quais as características de cada uma delas:

Certificação CPA 10

A CPA 10 (Certificação Profissional ANBIMA Série 10) é voltada para quem trabalha com a prospecção ou a venda de produtos de investimento de forma direta para o público.

Entre esses profissionais, temos funcionários de bancos, autarquias e órgãos públicos. Sua função é comprovar conhecimentos na área financeira, com uma validade de 5 anos para aqueles com vínculo empregatício com alguma instituição.

Os conteúdos cobrados pela CPA-10 são:

  • Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado;
  • Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor;
  • Noções de Economia e Finanças;
  • Princípios de Investimento;
  • Fundos de Investimento;
  • Instrumentos de Renda Variável e Renda Fixa;
  • Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL.

Já para quem não trabalha no ramo, como estudantes, por exemplo, ela vale por 3 anos. O exame é composto por 50 questões de múltipla escolha, com duas horas de duração. Para ser aprovado, é necessário acertar 70% das questões para ser aprovado.

A data e horário para a realização da prova são escolhidas pelo candidato através de um agendamento no site da Anbima. O custo para os associados é de R$251. Já para os demais profissionais, é de R$351,50.

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Certificação CPA 20

A CPA 20 (Certificação Profissional ANBIMA Série 20), criada em 2002, é direcionada àqueles que trabalham com a venda de produtos de investimento ou na manutenção de carteiras de investimento. Por isso, ela é importante para quem possui clientes mais qualificados, com maior experiência no mercado financeiro.

Os conteúdos cobrados pela CPA-20 são:

  • Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado;
  • Compliance Legal, Ética e Análise do Perfil do Investidor;
  • Princípios Básicos de Economia e Finanças;
  • Instrumentos de Renda Variável, Renda Fixa e Derivativos;
  • Fundos de Investimento;
  • Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL;
  • Mensuração e Gestão de Performance e Riscos.

Quem obtém a ANBIMA CPA 20 também pode exercer as funções daqueles que têm a ANBIMA CPA 10. Ou seja, essa certificação exige uma quantidade ainda maior de assuntos ligados às finanças.

A prova tem 60 questões de múltipla escolha, com duração de 2h30m. Já sua atualização, que ocorre após seus 5 anos de validade, possui 40 questões para serem resolvidas em 2 horas.

Nos dois casos, a aprovação exige um percentual de 70% de acertos. O custo para os associados é de R$396. Já para os demais profissionais, é de R$475.

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Certificação CEA

A CEA (Certificação de Especialista em Investimentos) certifica profissionais que assessoram os gerentes de contas dos investidores.

Os conteúdos cobrados pela CEA são:

  • Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado;
  • Conceitos básicos de economia;
  • Instrumentos de Renda Fixa, Renda Variável e Derivativos;
  • Fundos de Investimento;
  • Produtos de Previdência Complementar;
  • Gestão de Carteiras e Riscos;
  • Planejamento de Investimento.

A prova conta com 70 questões, que devem ser respondidas dentro do período de 3h30m. Para serem aprovados, os candidatos precisam acertar, no mínimo, 70% das questões.

Quer se preparar para a prova de certificação CEA e se tornar um especialista em investimentos? Confira nosso curso preparatório e saia na frente!

Certificação CFG

A CFG, ou Certificação Anbima de Fundamentos em Gestão, é uma das certificações mais recentes da Anbima. Ela é indicada para quem deseja iniciar a carreira na gestão de recursos de terceiros ou acelerar a carreira.

Por meio desse selo o profissional possui conhecimento de toda a base que sustenta esse setor. Além de ser um diferencial para quem deseja ocupar cargos em empresas de asset management, esse certificado é pré-requisito para conquistar a CGA ou a CGE.

Ela funciona como o primeiro passo para o profissional com interesse nesse ramo. Logo, essa certificação sozinha não habilita nenhum profissional a ser um gestor e nem é obrigatória para exercer nenhum cargo.

A prova possui 3 horas de duração, 60 questões de múltipla escolha e um acerto mínimo de 70% para aprovação.

Os conteúdos que caem nessa prova, por sua vez, são:

  • Métodos quantitativos;
  • Economia;
  • Análise de relatórios financeiros;
  • Finanças empresariais;
  • Mercados e instrumentos financeiros;
  • Teoria moderna de carteiras e modelos de precificação dos ativos;
  • Finanças comportamentais;
  • Políticas de investimento;
  • Alocação de ativos;
  • Novas tecnologias em finanças;
  • Ética e autorregulação; e
  • Legislação e regulação.

As inscrições podem ser feitas desde já e passam por três etapas: inscrição, pagamento e agendamento.

Os valores são de R$500 para associados e R$600 para não associados ANBIMA, e a primeira prova ocorre no dia 31 de março de 2021.

Certificação CGA

A CGA (Certificação de Gestores ANBIMA) habilita os profissionais a atuarem na gestão de recursos de clientes em fundos de investimento de renda fixa, de ações, cambiais e de multimercado.

Ela é obrigatória para todos que ocupam cargos com poder de decisão para compra e venda de ativos financeiros de carteiras.

É importante destacar que um pré-requisito para poder conquistar a CGA é já possuir a CFG. Mas esta regra aplica-se apenas aos profissionais que iniciaram o processo de certificação após a criação da CFG e CGE. Todo profissional que já possuía a CGA antes disso, ganhou, automaticamente, esses dois certificados novos.

Os conteúdos cobrado pela CGA são:

  • Método Quantitativo;
  • Economia;
  • Análise de Relatórios Financeiros;
  • Finanças Corporativas;
  • Mercados;
  • Renda Variável;
  • Renda Fixa;
  • Derivativos;
  • Investimentos no exterior;
  • Ética;
  • Legislação e regulação;
  • Gestão de Carteiras;

A prova possui 45 questões de múltipla escolha, com uma duração de 3 horas e aproveitamento mínimo de 70%. Caso seja necessário cancelar ou remarcar o exame, basta acessar o site da ANBIMA com o CPF em mãos.

Vale lembrar que isso só pode ser feito no máximo duas vezes. Depois disso, a data, horário e local da prova não podem ser reagendados.

Certificação CGE

Já a CGE (Certificação de Gestores ANBIMA para Fundos Estruturados) funciona de forma parecida com a CGA.

Contudo, a principal diferença é que esse selo habilita os profissionais a atuarem na gestão dos recursos de terceiros na indústria dos produtos estruturados.

Sendo assim, o profissional certificado com ele pode ser gestor de fundos de investimento em participações (FIP), fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDC) e fundos de investimento imobiliário (FII).

Ela é obrigatória para quem ocupa ou quer ocupar cargos que decidem na compra e vendas dos ativos que compõem as carteiras destes veículos que citamos acima.

Para ser certificado, é necessário possuir a CFG, selo inicial para os gestores. Além disso, é necessário ser aprovado com 70% de acertos no exame de 45 questões de múltipla escolha. A duração é de 2 horas e 30 minutos, e os conteúdos são:

  • Investimentos imobiliários;
  • Private equity;
  • Securitização de recebíveis;
  • Fundos de índice;
  • Investimentos no exterior;
  • Avaliação de desempenho;
  • Gestão de risco; e
  • Legislação, regulação e tributação.

As inscrições abrem a partir do dia 12 de abril de 2021, e a primeira prova será no dia 29 de abril de 2021.

O preço para quem deseja realizar o exame é de R$573 para profissionais associados à ANBIMA e R$688 para não associados.

Qual a importância das provas da ANBIMA?

O objetivo principal da ANBIMA com a aplicação das provas é que os profissionais que atuem ou pretendam atuar no mercado de capitais possuam um bom nível de capacitação. Assim, se tornando multiplicadores de informações relevantes e boas práticas.

Por conta disso, para algumas funções do mercado financeiro, essas certificações podem ser obrigatórias, já que comprovam as habilidades do profissional.

Como se preparar para a Certificação ANBIMA?

A própria ANBIMA disponibiliza cursos preparatórios para seus exames. No entanto, existem diversas outras instituições que promovem simulados dessas certificações.

Por isso, vale a pena contar com esse auxílio para que seus estudos sejam eficientes e atendam, ao menos, à quantidade mínima de questões para a aprovação. Mas seja estudando em grupo ou por conta própria, existem algumas dicas que você pode seguir para obter um resultado satisfatório:

  • Realizar revisões: é de suma importância para fixar as informações aprendidas. Para isso, pode-se criar mapas mentais para revisitar o conteúdo de forma prática;
  • Priorizar o mais fácil: uma vez que não é preciso acertar todas as questões do exame, uma boa estratégia é a priorizar aquilo que você já sabe para conseguir excelência nessas questões e, depois, avance para as mais difíceis;
  • Refazer provas anteriores: essa é uma das estratégias de mais sucesso para ir bem em um exame. Para isso, realize simulados, que são muito comuns em cursos preparatórios, a fim de criar familiaridade com o formato do exame.

Mesmo com uma grande exigência, receber uma qualificação da ANBIMA é fundamental para a sua qualificação profissional, o que exige uma preparação de qualidade.

Guilherme Almeida
Guilherme Almeida
Bacharel em Economia e Especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG. Mestrando em Estatística pela UFMG, atua como professor, palestrante e porta voz das áreas de economia e finanças, tendo concedido mais de mil entrevistas para os principais meios de comunicação. Atualmente, leciona matérias ligadas à Economia e ao Mercado Financeiro em cursos preparatórios para certificações financeiras, além de ser o Economista-Chefe do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

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